DUPLEX – JOAO BARRADAS & RICARDO TOSCANO TOUR 2020/2021

 

João Barradas e Ricardo Toscano são dois dos mais destacados nomes do presente jazz português. O primeiro, acordeonista, tem desenvolvido uma abordagem própria a um instrumento pouco comum no jazz e, tal como demonstrado com os dois trabalhos que este ano lançou na Nischo, um deles um solo absoluto registado no CCB, feito por merecer os amplos aplausos da crítica especializada. O segundo, saxofonista alto, tem-se não apenas notabilizado à frente do seu quarteto, angariando efusivos elogios, mas também sido chamado a colaborar em contextos muito distintos, seja para solar à frente de uma orquestra num concerto com Sam The Kid, seja para integrar, em palco com Camané, uma homenagem a Amália Rodrigues.

Juntos, Barradas e Toscano, vão assinar aquele que será certamente um dos mais aguardados encontros do ano sob a designação DUPLEX: “Eu adoro tocar com o João”, admite Ricardo, “quando nos encontramos é sempre uma viagem”. Barradas concorda: “Já nos conhecemos há muitos anos. Vi-o a primeira vez no CCB quando tinha uns 15 anos, era ele também um miúdo”. Foi numa edição da Lisbon Jazz Summer School e a ocasião foi uma masterclass de Greg Osby, gigante jazz americano que em ambos reconheceu imediatamente o desmedido talento.

Em palco, ambos prometem algo de especial. O reportório poderá passar por peças originais que ambos tencionam escrever para a ocasião, mas os nomes a visitar também reúnem concordância: “Cole Porter, Miles Davis, Charlie Parker…”, refere Barradas. “Uma adaptação de um quarteto de cordas do Wynton Marsalis”, pensa alto Ricardo Toscano. “Vamos certamente atirar-nos a alguns standards”, refere ainda o saxofonista, “que queremos transformar, claro”.

Um acordeão (ou dois, que Barradas também usa o acordeão sintetizador em palco) e um saxofone alto podem bastar para criar magia absoluta. João Barradas e Ricardo Toscano, que hoje já são bem mais do que meros aprendizes de feiticeiro, são as pessoas indicadas para criarem essa magia. Imperdível este Duplex, pois claro.

Delfina Cheb

Aos 18 anos de idade, Delfina Cheb ganhou uma bolsa para concluir o seu duplo diploma em Composição de jazz e performance vocal no prestigiado Berklee College Of Music. Lá, explorou a música folclórica de diferentes partes do mundo, bem como o jazz. Delfina estudou e participou em várias masterclasses com grandes músicos como Kenny Werner, Francisco Mela, Luciana Souza, Kurt Elling, Dominique Eade e Toninho Horta. Neste momento está a terminar o mestrado em Improvisação Contemporânea liderada no prestigiado New England Conservatory e acaba de lançar o seu primeiro álbum com o produtor, bastante aclamado, Javier Limón, com o selo da Casa Limón.

“Doce milongas de amor y un tango desesperado”, já está disponível em todas as plataformas digitais.

NANCY VIEIRA – TOUR MANHÃ FLORIDA

NANCY VIEIRA – PROMOTIONAL PORTRAITS

A cantora cabo-verdiana é uma das mais reputadas artistas a explorarem no presente o imenso património musical de Cabo Verde que, no caso específico da morna, mereceu até distinção recente da Unesco como Património Imaterial da Humanidade. E Nancy é uma profunda conhecedora do particular balanço da morna.

A artista, que reside em Portugal, estreou-se em 1995 mas começou por dar nas vistas em 1999, quando surgiu numa compilação de título Música de Intervenção Cabo-Verdiana cantando ao lado do lendário Ildo Lobo. Lançou depois os trabalhos Segred (Praça Nova, 2004), Lus (Harmonia Mundi/World Village, 2007), Pássaro Cego (Arthouse, 2009), com Manuel Paulo, ou Nô Amá (Lusafrica, 2012). Já em 2018 apresentou o muito aplaudido Manhã Florida (uma vez mais com selo Lusafrica). Ao longo dos anos, a qualidade de Nancy manifestou-se também nos convites que foi recebendo, tendo cantado ao lado de Rui Veloso ou Júlio Pereira e tendo até juntado a sua voz a um dos tributos dedicados a José Afonso, provas de uma versatilidade ampla que sempre se manifestou na sua arte.

Em 2020, Nancy Vieira prepara agora novos trabalhos e desafios, sempre com a mesma vontade de elevar a tradição musical cabo-verdiana. A artista encontra-se igualmente com um espetáculo renovado, de elevada qualidade musical e com reportório cuidadosamente selecionado.

ESCALANDRUM

Em 1999, Daniel “Pipi” Piazzolla cria o grupo de jazz, Escalandrum. O nome do grupo surge na mistura de “Escalandrún” (uma espécie de tubarão que “Pipi” pescou com o seu pai – uma atividade familiar iniciada pelo seu avô, Astor Piazolla), e “drum” (de bateria). A banda conta com 20 anos de carreira, tendo editado onze albuns de originais, assim como espetaculos em mais de 40 países.

Em 2007, o grupo partilha o palco com Enrico Rava, Dave Holland e John Scotfield, depois de terem sido destacados, pela Fundación Konex, entre as 100 figuras mais influentes da musica popular Argentina.

Piazzolla Play’s Piazzolla, é editado em 2011, disco único que une o Jazz ao Tango de uma forma muito fluída. Este trabalho foi oficialmente apresentado no Teatro Gran Rex, em Buenos Aires, para 3000 pessoas. Tendo a participação especial de Paquito D’Rivera.
Em 2012, para além de uma nomeação aos Latin Grammy Awards (Melhor Album Instrumental), nos Prémios Gardel (os galardões mais importantes de música, na Argentina), ganharam 3 prémios, para “Melhor álbum de Jazz”, “Melhor álbum do Ano” e o aclamado “Gardel de Ouro”. Mais tarde, em 2015, venceram mais duas nomeações, nos Prémios Gardel. Desta vez com o mais recente album “Las Quatro Estaciones Portefias (Proyeto Elétrico), de 2014”.

O seu ultimo trabalho de 2018, “STUDIO 2”, tido sido gravado num dos mais miticos estudios de sempre, o ABBEY ROAD, em Londres, garantiu os prémios “Gravação do Ano”, “Engenharia de Gravação do Ano” e ainda “Melhor Álbum do Ano”, nos P´remios Gardel.
Este foi um dos melhores momentos da banda e, o resultado de muito trabalho, que os levou a tocar pela primeira vez em dois dos festivais mais importantes na América Latina, o Lollapalooza Argentina 2019 e a Virada Cultural São Paulo 2019, o maior evento cultural da cidade.

KYLE EASTWOOD

A música para cinema tem um poder especial: associada a grandes imagens, a históricos desempenhos e a histórias eternas, a música das grandes bandas sonoras tem o poder de convocar profundas emoções que mexem com o nosso âmago. Kyle Eastwood sabe isso melhor do que ninguém: filho do grande ator e realizador Clint Eastwood, Kyle cresceu rodeado de cinema e de música. O seu pai é ele mesmo um grande amante de jazz (e um competente pianista) e por isso não é de espantar que Kyle tenha decidido combinar essas duas grandes artes – a música e o cinema – na sua mais recente criação, o álbum Cinematic, em que arranja para um combo de jazz música de compositores cujas obras brilharam no grande ecrã – de Michel Legrand a Henry Mancini, de Ennio Morricone e Lalo Schifrin a John Williams, entre outros, incluindo uma peça que ele mesmo escreveu para um filme do pai.

Esteve em Portugal, em novembro de 2019, para se apresentar em Coimbra, Espinho, Porto e Estoril, no âmbito do Misty Fest com o seu mais recente disco: Cinematic. Do repertório fez parte música de filmes como Gran Torino, que o seu pai dirigiu, mas também de clássicos como Bullit, Expresso da Meia Noite, Taxi Driver, Pantera Cor de Rosa, La La Land ou Skyfall, percorrendo assim icónicas histórias que o cinema consagrou, evocando heróis, grandes atores e obras que estão na nossa memória coletiva.

TRAVIS BIRDS

Travis Birds. Fixem este nome. A cantora madrilena poderá bem revelar-se a nova obsessão coletiva dos que buscam música sem fronteiras, sem classificativos fáceis, visceral, autêntica e apaixonante. A cantora, nascida em 1990, tem tudo isso. E são essas qualidades que justificam que os produtores do êxito televisivo La Casa de Papel tenham escolhido “Coyotes“, um tema que lançou já em 2019, para o genérico de El Embarcadero, nova série televisiva que promete também dar que falar.

Para lá de “Coyotes”, este ano Travis Birds já lançou “Madre Conciencia”, reforçando assim a sua aura: música que mistura uma dimensão cinemática (e se pensarem em Almodóvar isso é mais do que natural) com flamenco, pop moderna e uma rugosidade que tem tanto de Tom Waits como de PJ Harvey.

Travis Birds estreou-se em 2016 com Año X, estreou-se ao vivo no Café Berlin, recolheu espanto e aplausos, despertou paixões e fez correr tinta e agora, já em 2019, vai levantando o véu do seu novo álbum, La Costa de Los Mosquitos, com música tremenda, feroz, que fala de obsessões que soa tão familiar quanto original. Ouçam-na e certamente não vão esquecer o nome: Travis Birds.