Carlos Nuñez

Uma das mais visíveis – e audíveis – marcas do legado celta na Península Ibérica pode-se encontrar na obra do celebrado músico Carlos Nuñez, um espanhol que conseguiu um lugar nos mundialmente famosos Chieftains, protagonizando assim uma ponte cultural e histórica entre a Ibéria e a Irlanda.

Nuñez, claro, não é um estranho para os ouvidos dos melómanos portugueses que já o ouviram ao lado de Dulce Pontes ou Teresa Salgueiro. Essas duas cantoras fazem parte de um alargadíssimo naipe de vedetas que participaram em 1996 no histórico A Irmandade das Estrelas e em 1999 no não menos histórico Os Amores Libres. Ry Cooder, Mike Scott dos Waterboys ou os Chieftains eram outros dos convidados desse par de álbuns cujas vendas ultrapassaram as 350 mil cópias, estabelecendo Carlos Nuñez como um fenómeno de dimensão mundial. Um fenómeno de sucesso, mas também de conquistas artísticas com a sua música mágica onde a gaita galega ocupa o principal espaço.

Os Dubliners, Roger Hudgson dos Supertramp, Andreas Vollenweider, Alan Stivell, Jordi Saval ou Montserrat Caballé são outras das estrelas que já colaboraram com Carlos Nuñez na última década, elevando os seus discos á condição de sucessos absolutos e levando o músico a ultrapassar a marca de 1 milhão de discos vendidos, número suficiente para que bíblias do mundo da música como a Billboard não regateiem na hora dos elogios: «Jimi Hendrix da gaita galega» foi uma forma encontrada para o descrever. Há quem prefira a palavra «génio». E em nenhum outro local esse estatuto é tão evidente como em cima de um palco, oportunidade única para testemunhar a sua magia em estado puro.

Prémio da Cultura Galega 2011  

Prémio da Crítica Alemã

Vídeo

Mambo – Carlos Núñez

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