Mísia

Misia - Para Amália (3) Crédito C.B. Aragão _ leve

O novo disco de Mísia foi editado em Novembro e para além de marcar o regresso de uma das melhores intérpretes de Fado, “Do Primeiro Fado Ao Último Tango” reúne pela primeira vez num só álbum as canções de eleição de Mísia, escolhidas de entre o imenso rol de notáveis composições desta artista.

Com a edição do álbum “Mísia”, em 1991, começa aquilo a que, segundo o jornalista e escritor Manuel Halpern, virá a chamar-se o Novo Fado, escrevendo ele no seu livro “O Futuro da Saudade”, sobre o renascimento do fado: “… A delimitação temporal é sempre difícil. Mas, se nos forçássemos a marcar uma data para o início do Novo Fado, seria Março de 1991, época em que Mísia lança o seu primeiro álbum. Tudo o que está antes é uma espécie de pré-história”.

Através de uma selecção feita pela própria Mísia, “Do Primeiro Fado Ao Último Tango” leva-nos numa viagem extraordinária pela sua já longa mas sempre brilhante carreira. Esta viagem permite-nos revisitar “Mísia” – 1º disco de Mísia e que comemora este ano o 25º aniversário da sua edição – “Fado”, “Tanto Menos Tanto Mais”, “Garras dos Sentidos”, “Paixões Diagonais”, “Ritual”, “Canto”, “Drama Box”, “Ruas, Lisbonarium & Tourists” e “Senhora da Noite” sem esquecer os recentes “Delikatessen Café Concerto” e “Para Amália”.

Estes 25 anos de carreira musical celebram-se ainda com uma série de iniciativas, que olham tanto para o seu amplo percurso como para o futuro que se ergue à sua frente.

O Museu do Fado e a fadista programaram uma residência artística no Museu que tomou conta da segunda quinzena de Março. Estas sessões intimistas foram uma oportunidade singular e imperdível para a cantora se encontrar com o seu público – o de sempre e o que agora a descobre – em momentos de partilha sobre a sua personalidade e forma de pensar, a música, a arte e a vida.

Em paralelo a estes encontros, estará patente no Museu do Fado uma mostra fotográfica com curadoria do Museu do Fado e do fotógrafo que mais vezes olhou para Mísia e que a retratou como um moderno ícone do fado, Francisco Aragão. A exposição inaugurou a 14 de Março e estará aberta ao público durante um mês.

A 19 de Maio, Mísia assinou ainda outro importante momento deste ano de celebração. Um concerto dedicado aos “seus” poetas. A fadista apresentou um novo e requintado espectáculo, agarrando no rico reportório de fado tradicional e adornando-o com poemas escritos para a sua voz por alguns dos mais importantes poetas e escritores contemporâneos, como Agustina Bessa-Luís, Vasco Graça Moura, Lídia Jorge, Hélia Correia, Mário Cláudio, José Luís Peixoto, Paulo José Miranda ou José Saramago.

SOBRE MÍSIA

Mísia nasceu na cidade do Porto e é a terceira geração de artistas na sua família pelo lado materno. Mãe bailarina de música clássica espanhola, avó artista de music hall e burlesque. Ambas de Barcelona. Vive na sua cidade natal até à adolescência tardia durante a qual por vezes canta como amadora nas casas de fado. Por volta dos 20 anos, por motivos familiares instala-se em Barcelona e depois de vários trabalhos ainda sem vocação definida – canção, dança, music hall, televisão, etc – em 1991 decide regressar a Portugal e a Lisboa para construir um repertório próprio dentro do universo do Fado.

José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, escreveu para a sua voz. O realizador francês Patrice Leconte rodou um dos seus videoclips (Duas Luas, 2001), John Turturro escolheu-a para o seu filme “Passione” (2010) e William Christie programou-a para la Cité de la Musique em Paris (2004). Durante anos consolida uma carreira internacional, canta nos palcos de maior prestígio internacional como a Filarmonia de Berlim, Festival de Avignon, Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa), Teatro Chatelet (Paris), Town Hall (New York), Le Carré Amsterdam, Cocoon Theater (Tóquio), etc. O seu trabalho é mencionado na imprensa mundial – Billboard, New York Times, Libération, Die Zeigt, etc. Mísia é a cantora portuguesa actual que desperta maior culto internacional na celebração dos sentimentos intemporais não só em português mas igualmente em vários idiomas.

O seu lugar no Fado começa em 1991, um momento pouco propício no qual fora de Portugal o que se recordava deste género, recentemente declarado Património Imaterial da Humanidade (2011), era a presença da grande Amália Rodrigues. Foi Amália quem abriu as portas no mundo para esta música quando ninguém ainda falava de world music. Sem público latente para o seu estilo pessoal e contemporâneo e durante vários anos em que o Fado, salvo raras excepções, não tinha o prestígio cultural e comercial que agora usufrui a Mísia – pioneira e espírito livre – coube-lhe abrir o seu próprio caminho.

Não tendo nunca esquecido a revelação que para ela supôs o fado tradicional na sua adolescência no Porto, depois de uns anos em Espanha e no seu regresso a Lisboa, sente que não deve começar por se apoiar em êxitos musicais de grandes nomes que admira mas em criar um repertório próprio. Começa então o que segundo Manuel Halperne se virá chamar o Novo Fado: ”(…) A delimitação temporal é sempre difícil. Mas, se nos forçássemos a marcar uma data para o início do novo fado, seria Março de 1991, época em que Mísia lança o seu primeiro álbum. Tudo o que está antes é uma espécie de pré-história.” Manuel Halperne in O Futuro da Saudade (D.Quixote, 2004)

Vídeo

Veja aqui o EPK do novo álbum “Do Primeiro Fado ao Último Tango”:

Voltar ao Topo ↑

Imprensa

“[…] her voice can be like smoke, velvet or acid. It sobs, whispers and seduces with the raw emotional daring of Edith Piaf’s. By turns tender and defiant, her singing is so expressive that you don’t need to understand the Portuguese words to comprehend the bitter experience and pain.” - The New York Times

“[…] one of the most remarkable singers in Europe today” – Chicago Tribune

“Queen of Fado” – The Washington Post

“A true-blue fadista (despite being half-Portuguese, half-Catalan), Mísia delivers the style with desperate passion cloaked in theatrical sophistication.” – Billboard

“ Fado needed a modern voice […] and all signs say that Mísia is it. Her voice is as big as those of the legends who influence her, and she’s not afraid to spice up the old style with contemporary pop moves.” – Time Out

Voltar ao Topo ↑

Territórios

Reino Unido, França, Alemanha, Áustria, Escandinávia, Itália, Suíça, Espanha, Europa Leste excepto Polónia e Rússia, América Latina, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Hong Kong

Voltar ao Topo ↑

Ficha Técnica

 

- Memoir Prix – Coup de Coeur de l’Académie Charles Cros, França (2016 – Para Amália)

- Prémio Amália Rodrigues, Portugal (2012)

- Prémio Gilda de Cinema, Itália (2012)

- Ordem das Artes e das Letras (Officier), França (2011)

- Prémio Renato Carosone, Itália (2010)

- Ordem do Mérito, Portugal (2005)

- Grand Médaille de Vermeil de la Ville de Paris, França (2004)

- Ordem das Artes e das Letras (Chevalier), França (2004)

- Prémio da Crítica Fonográfica, Alemanha (2004 – Canto)

- Prémio no Festival International du Film d’Art et Pédagogique, França (2004)

- Prémio da Academia Charles Cros, França (1996)

 

Voltar ao Topo ↑