Mísia

Misia - Para Amália (3) Crédito C.B. Aragão _ leve

Mísia, sabe-o  bem , que a pura vida  acontece quando esta  se deixa contaminar pelas emoções, pelas ideias e pelas vivências. A pura vida carrega as marcas – as visíveis e as invisíveis – de quem nela se atravessa. É isso que Mísia canta, com alma de quem bem sabe com quantas mágoas se tece um xaile negro. Esta fadista soube amar Amália e muitas outras vozes, de poetas e marujos, de compositores e músicos, que com ela ergueram um singular percurso e repertório de mais de 25 anos de entrega a palcos e estúdios, apontando tantas vezes caminhos e espaços que o fado não conhecia, mas que ela se atreveu a trilhar porque sentia que tinha que ser. Porque sentia.

Em Pura Vida Mísia volta a cantar o fado, que não é triste, nem alegre, como gosta de dizer. É Destino. Volta a cantar os sentimentos e emoções com a sua grandeza e miséria em igual medida. Com os fados escolhidos para Pura Vida, Mísia pretende cantar o léxico e a gramática das emoções: a  Ausência, o Corpo , o Destino , os Homens e as Ruas, o Tempo e a Saudade, o tudo e o quase nada. A Pura Vida em estado puro. “E outras letras do abecedário”, garante ela. Tudo isto recorrendo a fados clássicos e a alguns inéditos, porque a vida, a pura vida, faz-se de certezas, obviamente, mas também de surpresas.

Formação

Mísia- Voz | Guitarra Portuguesa | Violino | Clarinete baixo | Piano

 

-Em estreia no Festival de Fado de Madrid, a 22 Junho

-Gravação do novo disco em Outubro ou Novembro de 2018

-Edição Abril 2019

 

Sobre Mísia

-Edição Abril 2019Mísia nasceu na cidade do Porto e é a terceira geração de artistas na sua família pelo lado materno. Mãe bailarina de música clássica espanhola, avó artista de music hall e burlesque. Ambas de Barcelona. Vive na sua cidade natal até à adolescência tardia durante a qual por vezes canta como amadora nas casas de fado. Por volta dos 20 anos, por motivos familiares instala-se em Barcelona e depois de vários trabalhos ainda sem vocação definida – canção, dança, music hall, televisão, etc – em 1991 decide regressar a Portugal e a Lisboa para construir um repertório próprio dentro do universo do Fado.

José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, escreveu para a sua voz. O realizador francês Patrice Leconte rodou um dos seus videoclips (Duas Luas, 2001), John Turturro escolheu-a para o seu filme “Passione” (2010) e William Christie programou-a para la Cité de la Musique em Paris (2004). Durante anos consolida uma carreira internacional, canta nos palcos de maior prestígio internacional como a Filarmonia de Berlim, Festival de Avignon, Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa), Teatro Chatelet (Paris), Town Hall (New York), Le Carré Amsterdam, Cocoon Theater (Tóquio), etc. O seu trabalho é mencionado na imprensa mundial – Billboard, New York Times, Libération, Die Zeigt, etc. Mísia é a cantora portuguesa actual que desperta maior culto internacional na celebração dos sentimentos intemporais não só em português mas igualmente em vários idiomas.

O seu lugar no Fado começa em 1991, um momento pouco propício no qual fora de Portugal o que se recordava deste género, recentemente declarado Património Imaterial da Humanidade (2011), era a presença da grande Amália Rodrigues. Foi Amália quem abriu as portas no mundo para esta música quando ninguém ainda falava de world music. Sem público latente para o seu estilo pessoal e contemporâneo e durante vários anos em que o Fado, salvo raras excepções, não tinha o prestígio cultural e comercial que agora usufrui a Mísia – pioneira e espírito livre – coube-lhe abrir o seu próprio caminho.

Não tendo nunca esquecido a revelação que para ela supôs o fado tradicional na sua adolescência no Porto, depois de uns anos em Espanha e no seu regresso a Lisboa, sente que não deve começar por se apoiar em êxitos musicais de grandes nomes que admira mas em criar um repertório próprio. Começa então o que segundo Manuel Halpern se virá chamar o Novo Fado: “(…) A delimitação temporal é sempre difícil. Mas, se nos forçássemos a marcar uma data para o início do novo fado, seria Março de 1991, época em que Mísia lança o seu primeiro álbum. Tudo o que está antes é uma espécie de pré-história.” Manuel Halpern in O Futuro da Saudade (D.Quixote, 2004)

Vídeo

Veja aqui o EPK do novo álbum “Do Primeiro Fado ao Último Tango”:

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Imprensa

“[…] her voice can be like smoke, velvet or acid. It sobs, whispers and seduces with the raw emotional daring of Edith Piaf’s. By turns tender and defiant, her singing is so expressive that you don’t need to understand the Portuguese words to comprehend the bitter experience and pain.” – The New York Times

“[…] one of the most remarkable singers in Europe today” – Chicago Tribune

“Queen of Fado” – The Washington Post

“A true-blue fadista (despite being half-Portuguese, half-Catalan), Mísia delivers the style with desperate passion cloaked in theatrical sophistication.” – Billboard

“ Fado needed a modern voice […] and all signs say that Mísia is it. Her voice is as big as those of the legends who influence her, and she’s not afraid to spice up the old style with contemporary pop moves.” – Time Out

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Territórios

Reino Unido, França, Alemanha, Áustria, Escandinávia, Itália, Suíça, Espanha, Europa Leste excepto Polónia e Rússia, América Latina, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Hong Kong

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Ficha Técnica

 

– Memoir Prix – Coup de Coeur de l’Académie Charles Cros, França (2016 – Para Amália)

– Prémio Amália Rodrigues, Portugal (2012)

– Prémio Gilda de Cinema, Itália (2012)

– Ordem das Artes e das Letras (Officier), França (2011)

– Prémio Renato Carosone, Itália (2010)

– Ordem do Mérito, Portugal (2005)

– Grand Médaille de Vermeil de la Ville de Paris, França (2004)

– Ordem das Artes e das Letras (Chevalier), França (2004)

– Prémio da Crítica Fonográfica, Alemanha (2004 – Canto)

– Prémio no Festival International du Film d’Art et Pédagogique, França (2004)

– Prémio da Academia Charles Cros, França (1996)

 

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