PINK MARTINI

PINK MARTINI

“Os Pink Martini são uma aventura que circula à volta do mundo… Se as Nações Unidas tivessem uma banda residente em 1962, nós seríamos essa banda”.
Thomas Lauderdale, líder e pianista.

Sempre que saímos à noite e damos por nós num local mais sofisticado – talvez no lounge do hotel que escolhemos para um fim de semana romântico ou no cocktail bar da parte mais exclusiva da cidade – é natural que a banda sonora inclua os Pink Martini: a banda criada a meio dos anos 90 por Thomas Lauderdale, em Portland, no Oregon, Estados Unidos, pratica aquela original mistura de jazz e bossa nova, de outros ritmos latinos e easy listening que evoca outras eras e que parece trazer-nos instantaneamente à memória todas as cenas em que Bond, James Bond, se passeou por casinos ao longo da sua agitada carreira.

Com uma discografia que se estende até Je dis oui! de 2016, o grupo assinalou em 2017 os 20 anos da sua estreia com o hoje clássico Sympathique, um daqueles tranquilos hinos de uma certa geração. E, pelo meio, Thomas e restantes companheiros ergueram uma sólida discografia de quase uma dezena de títulos recheada de muitos êxitos. e tudo começou… na política.

Em 1994, Thomas Lauderdale era um jovem aspirante a político, daqueles que acreditava poder mudar o mundo ou pelo menos a sua cidade de Portland. Na época, Thomas não perdia uma oportunidade de frequentar comícios e outros eventos de natureza política, mas achava sempre que a música escolhida para tais eventos era totalmente desprovida de interesse. Thomas acreditava que comícios de recolha de fundos, causas como os direitos civis, habitação acessível, o ambiente, financiamento de bibliotecas, meios de comunicação públicos, parques ou escolas mereciam melhor música. Os Pink Martini nasceram para proporcionar essa banda sonora mais ambiciosa e inclusiva.

Quando Thomas Lauderdale reentrou em contacto com China Forbes, uma colega de Harvard que à época vivia em Nova Iorque, algo se encaixou: a primeira canção que escreveram juntos foi “Sympathique”, um êxito tremendo em França com o seu “Je ne veux pas travailler” a ser adoptado por trabalhadores franceses em greve. O resto, quase se poderia dizer, é história.

“Somos uma banda americana”, garante Thomas, “mas passamos muito tempo no estrangeiro e por isso temos a oportunidade de ser uma representação diplomática mais inclusiva e generosa da América, um país que continua a ter a população mais heterogénea do mundo, feita de gente de todos os países, de todas as línguas, de todas as religiões”.

Essa diversidade está representada na própria banda: uma dúzia de músicos – uma pequena orquestra, de facto – que toca um reportório esteticamente multi-facetado e em várias línguas e que tem obtido sucesso em todo o mundo. Parte desse percurso de sucesso tem sido, aliás, feito a tocar em conjunto com reputadas orquestras por toda a Europa, Médio Oriente, Ásia, Norte de África, Austrália e Nova Zelândia, América do Sul.

O grupo que se estreou em 1997 no festival de cinema de Cannes – e estreia mais apropriada e auspiciosa não poderia ter sido imaginada – tocou pela primeira vez com uma orquestra – a Oregon Symphony – em 1998 e desde então já dividiu palco com mais de 50 conceituadas orquestras incluindo a Los Angeles Philharmonic, a conceituada Boston Pops, a National Symphony, a San Francisco Symphony ou a BBC Concert Orchestra em salas tão míticas como o Hollywood Bowl, o Kennedy Center, o Olympia de Paris ou o Royal Albert Hall.

Nestas duas décadas, a banda não apenas construiu uma sólida e extremamente bem sucedida discografia lançada sobretudo através da sua própria Heinz records (Heinz era o cão de Thomas…), mas também se cruzou com importantíssimos artistas com que assinou excelentes colaborações: Jimmy Scott, Carol Channing, Jane Powell, Rufus Wainwright, Martha Wainwright, Henri Salvador, Chavela Vargas, Georges Moustaki, Michael Feinstein, o realizador Gus Van Sant, Courtney Taylor Taylor dos The Dandy Warhols, Storm Large começou a cantar com os Pink Martini em 2011 quando China Forbes foi submetida a uma intervenção cirúrgica e hoje ambos dividem o centro do palco.

Juntos, Thomas e os Pink Martini recolheram inúmeros prémios nestas duas décadas, conseguindo igualmente importantes galardões de vendas. No seu trabalho mais recente, Je dis oui!, escutam-se as vozes de China Forbes e Storm Large, mas também Ari Shapiro, o guru da moda Ikram Goldman, a activista dos direitos civis Kathleen Saadat, e Rufus Wainwright. É um disco feliz, de acordo com o próprio líder dos Pink Martini, que consegue encaixar oito línguas em 15 temas, incluindo francês, farsi, arménio, árabe, inglês e até português. Não há outro grupo assim.

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Disponibilidade

25 JULHO ATÉ 10 AGOSTO

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Territórios

PORTUGAL

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