LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA

NUNO MARKL APRESENTA:
LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA
“Uma reflexão perfeitamente inútil sobre a magnífica História de Portugal”
Depois de uma bem-sucedida estreia em Lisboa nos dias 28 e 29 de abril, o Lusitânia Comedy Club está de regresso ao Tivoli BBVA para três noites de perfeita loucura!

É lá que, em 2018, Tomé, um jovem comediante desencantado com a maneira como, na atualidade, toda a gente se parece ofender com qualquer piada, inicia uma viagem no tempo conduzida pelo barman, Sebastião – que, mais do que um banal Sebastião, é, afinal, o maior Sebastião de todos: nada mais, nada menos do que El-Rei D. Sebastião, conservado no nevoeiro – “é ótimo para a pele!” – e capaz de o usar para viajar pelo tempo, graças a um gadget que construiu por alturas de Alcácer-Quibir.
O PORQUÊ DA COISA – Se Regresso ao Futuro e Os Lusíadas tivessem um filho, seria esta peça!
Ficha Técnica:
Uma comédia musical escrita por:
Nuno Markl com Francisco Martiniano Palma,
Frederico Pombares (texto) e
J.J. Galvão (música e letras)
Com: Mafalda Santos (assistente de direção e encenação) / Ana Freitas / Hugo Simões / Luís Sousa / Luís Oliveira / Frederico Amaral / João A. Guimarães (assistente de produção e contra-regra)
Ideia original e Direção:
Nuno Markl / J.J. Galvão

Birds on a Wire | Misty Fest 2018

Pela primeira vez em Portugal, o dueto Birds on a Wire composto pelas artistas Dom La Nena & Rosemary Standley, apresenta o seu espetáculo no palco do Misty Fest.

A cantora e violoncelista brasileira Dom La Nena e a cantora franco-americana Rosemary Standley (leader da banda de rock Moriarty) juntaram se em 2012 com o nome de Birds on a Wire, com o objetivo de realizar um songbook de canções que as acompanham desde a infância.
Como dois pássaros sobre um fio, voz e violoncelo, o duo explora com grande fineza e delicadeza um repertorio eclético, que nos faz viajar de Claudio Monteverdi a Leonard Cohen, passando por Violeta Parra, John Lennon, Gilberto Gil ou Tom Waits.
Após mais de 100 espetáculos com salas constantemente esgotadas e um disco com mais de 25 000 unidades vendidas, o duo apresenta-se em Portugal pela primeira vez. Só poderia ser no Misty Fest!

 

 

Cromeleque | Requiem de Mozart – Coreografia por Benvindo Fonseca

O projeto bailado Cromeleque chega ao Panteão Nacional para apresentar o Requiem de Mozart com uma coreografia de Benvindo Fonseca.

Ficha técnica:
Coreografia – Benvindo Fonseca
Figurinos – Benvindo Fonseca (Isabel Telinhos Atelier)
Luzes – Benvindo Fonseca, Paulo Vinagre
Interpretes:
Andréia Barros
Ricardo Henriques
Miguel Santos
Performance:
Carlos Mil-Homens
Musica -Requiem de Mozart, Maria Callas “La Mama Morta”,
“Ebben? Ne andro lontana”
Duração – 45 min.
CROMELEQUE, na visão do artista, representa o espaço sagrado, a amizade, a inspiração como fonte de transformação, a necessidade de persistência aliada ao tempo e aos seus contratempos (sem nunca esquecer todos aqueles que nos apoiam e nos inspiram), e a celebração da vida e da morte.
Este bailado partiu da matriz do seu solo Di mim pâ Nhos, que representa uma homenagem do artista aos seus familiares e amigos, em especial aos seus pais e irmãs.
Sobre a obra imortal de Wolfgang Mozart, que precisamente no dia 5 de Dezembro comemorará 225 anos após a sua morte, CROMELEQUE é o princípio e o fim de um ciclo que se fecha onde os amores e desamores estarão sempre presentes e subentendidos.
Por fim, o artista manifesta a sua gratidão por poder partilhar esta inspiração com Carlos Mil-Homens, o que nas suas palavras é descrito como sendo “uma dádiva”.

PianOrquestra com Luísa Sobral (convidada especial) | Misty Fest 2018

O grupo de música instrumental brasileira, PianOrquestra, é a nova confirmação do MISTY FEST 2018 e a cantora Luísa Sobral será a sua convidada especial.

10 mãos e um piano preparado. Quem diria que um conceito que teve, por exemplo, em John Cage um dos seus grandes criativos – o de intervir sobre a mecânica sonora do piano através da adição de objetos a ele estranhos – poderia ter uma vida tão diferente?
É essa a proposta dos brasileiros da PianOrquestra, grupo singular que toma o piano como um quase infinito universo de possibilidades. O Globo nomeou o seu espetáculo como um dos melhores do ano e o histórico João Bosco, que fez uma digressão dedicada a Pixinguinha com a PianOrquestra, descreveu-os como “uma surpresa” e classificou o espetáculo conjunto como “maravilhoso”.
O grupo, que garante produzir, “música instrumental brasileira como nunca ninguém viu ou ouviu” inclui o consagrado pianista Claudio Dauelsberg que se apresenta ao lado das também pianistas Mariana Spoladore, Priscila Azevedo e Verónica Fernandes além da percussionista Mako. Neste formato, a PianOrquestra tem pisado os mais conceituados palcos mundiais arrancando sempre os mais efusivos aplausos e elogios.
Em Portugal, a PianOrquestra convida Luísa Sobral para com eles subir ao palco num espectáculo que promete muitas emoções fortes e algumas supresas. A premiada cantora e guitarrista terá a oportunidade de revisitar alguns acarinhados momentos do seu reportório com um acompanhamento inédito, surpreendente e até divertido.
A PianOrquestra subirá ao palco do CCB a 6 de novembro e três dias depois apresenta-se em Coimbra no Convento de São Francisco. a 12 de novembro será a vez da Casa da Música receber este extraordinário concerto.

Chassol no Misty Fest

O pianista, compositor e arranjador parisiense CHASSOL, é a nova confirmação do MISTY FEST 2018

Pianista, compositor, arranjador e diretor musical de nomes como Phoenix ou Sebastien Tellier, o carismático e talentoso Christophe Chassol assinou uma peça artística que desafia as classificações. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens em novos objectos audiovisuais. O resultado tem um nome: “ultrascore”.
Nascido em 1976, Chassol descobriu a música aos quatro anos. Filho de um saxofonista amador, este miúdo negro ingressou no Conservatório como outros vão para a tropa. Passou lá 16 anos, começando por aprender harmonia, escalas e melodia como base essencial para o que se seguiria. Traumatizado ainda jovem pela banda sonora do filme A Torre do Inferno, o pequeno Chassol percebeu rapidamente que não editaria o seu primeiro álbum aos 20 anos. De facto, não aconteceu. A publicidade ocupou boa parte da sua concentração durante os anos seguintes. Entre a produção de jingles para publicidade, Chassol encontrou tempo para se tornar maestro entre 1994 e 2002 e depois descobriu o mundo da música pop quando acompanhou Sebastien Tellier e os Phoenix em Politics (2004), trabalho para o qual o jovem sósia de Jean-Michel Basquiat criou a maior parte dos arranjos.
Uma das consequências de tais trocas é que criam confusão entre a vanguarda e a ambição da própria pessoa. Tanto discípulo da escola minimalista de Steve Reich ou John Adams como entusiasta da cultura pop, este parisiense gosta de afastar dos caminhos mais percorridos, tal como se percebe olhando para a sua carreira. Aceitou encomendas de museus de arte contemporânea, assinou peças para filmes e depois começou a criar os seus próprios filmes, como Nola Chérie ou Indiamore. Oportunidades para trabalhar matérias tão distintas como as marchas da cidade berço do jazz ou as luxuosas orquestrações indianas para cinema. Big Sun foi o seu projeto seguinte, uma investigação das Índias Ocidentais: “Fui à Martinica capturar elementos da identidade musical da ilha, filmei carnavais, paradas, bandas, procissões e desfiles militares, linguagem, crioulo, sotaques, ambientes noturnos, o som da chuva, pássaros a cantarem, os sistemas de som, as comunidades rastafári, músicos e cantores, percussão, missas e contadores de histórias, concertos de mar e de ondas”.
Artista completo? Com certeza. E a descobrir urgentemente agora que apresenta ao mundo os seus Ultrascores II.

 

 

 

“Noa In Concert”

Conhecida fora de Israel como Noa, Achinoam Nini é uma das mais celebradas artistas de um país cuja música é ainda largamente secreta no ocidente. Uma década após ter representado o seu país no Festival Eurovisão da Canção ao lado da cantora árabe Mira Awad, Noa goza hoje de um vasto reconhecimento internacional expresso não apenas nos aplausos da crítica à sua já considerável discografia – conta já uma dezena de álbuns de estúdio e mais um punhado de gravações ao vivo -, mas sobretudo às suas arrebatadoras apresentações de palco.
Love Medicine é o título do mais recente álbum de uma artista que acredita que a música pode ajudar a curar as maleitas do mundo. Talvez por isso, Noa já subiu a palcos para cantar para presidentes, até para o Papa, num evento em Cracóvia, na Polónia, visto por mais de dois milhões de pessoas. Para uma cantora que já fez scat ao lado de George Benson, que já dividiu atenções com Sting e Stevie Wonder parece mesmo não haver impossíveis. Neste seu ansiado regresso ao nosso país, Noa promete revisitar os mais altos momentos de uma carreira sem mácula que ainda promete muito futuro apesar de todas as incríveis conquistas já realizadas.

NOVO ARTISTA: BEATRIZ NUNES

A Uguru tem o prazer de anunciar que acrescentou ao seu catálogo mais uma talentosa artista: Beatriz Nunes!

A jovem cantora e compositora edita o seu álbum de estreia Canto Primeiro já no próximo dia 29 de junho e em breve será possível vê-la nos palcos portugueses.

29 de junho – 22:00h – Cascais, FNAC Cascaishopping
30 de junho – 18:30h – Lisboa, FNAC Colombo
06 de julho – 18:30h – Lisboa, FNAC Vasco da Gama
20 de julho – 18:30h -Lisboa, FNAC Chiado
21 de julho – 17:00h – Almada, FNAC Almada Fórum
28 de julho – 17:00h – Porto, FNAC Stª Catarina
28 de julho – 22:00h – Porto, FNAC Norteshopping
15 de setembro – Lisboa, CCB –
European Jazz Conference, On The Edge
20 de outubro – Oeiras, FNAC Oeiras Parque
6 de novembro – Lisboa, São Luiz Teatro Municipal –
Misty Fest 2018

Canto Primeiro é título de álbum, mas não traduz verdade porque Beatriz Nunes, 30 anos, tem um percurso já vasto, feito de estudo e entrega, de experiências intensas – do Conservatório a digressões internacionais com Madredeus ao lado de Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade -, de exploração de múltiplas vertentes – da música popular e do jazz, à erudição do canto lírico – de devolução dos conhecimentos adquiridos através do ensino – dá aulas na Escola de Jazz do Barreiro e na Escola Profissional Ofício das Artes em Montemor-o-Novo.
Na verdade, 30 anos é muito pouco para tanta bagagem. E foi isso que os especialistas do European Jazz Network reconheceram quando a premiaram com um primeiro lugar entre as muitas candidaturas para espetáculos a realizar no âmbito da conferência On The Edge que terá lugar em Lisboa no próximo mês de setembro.
Em 2018, Beatriz Nunes assina também a sua própria estreia com um Canto Primeiro que afinal de contas já vem com lastro de talento pronunciado. É um disco ambicioso em que se afirma como compositora e produtora, um disco que mereceu a Rui Eduardo Paes, autêntica referência na crítica jazz nacional, o vaticínio de auspiciosa estreia – “não poderia ter começado melhor o percurso discográfico que se espera daqui por diante”, afirmou, nas páginas da revista jazz.pt.
Na companhia de Luís Barrigas (piano), Mário Franco (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria), Beatriz assina um disco íntimo, que procura o conforto do silêncio no sussurro de uma voz que se conhece muito bem: Beatriz estudou técnica vocal com Kim Nazarian e composição com Lauren Kinhan e Peter Eldridge, da Berklee College of Music; participou em workshops de Circle Singing liderados por Rizumik, professor do Omega Institute, NY (EUA) e Sofia Ribeiro; frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa. Impressionante, certo?
Isso ajuda a explicar que em 2018 tenha sido escolhida pela European Jazz Network para a conferência On The Edge que terá lugar em Lisboa no próximo mês de Setembro. Entre centenas de candidaturas, a proposta de Beatriz Nunes foi eleita em primeiro lugar para figurar no primeiro lugar da conferência: “Beatriz Nunes tem feito um percurso entre a música clássica e o jazz”, escreve-se no programa oficial. Verdade: Beatriz Nunes procura os mais elevados espaços para a sua voz e em Canto Primeiro expõe alma e técnica apurada em reportório próprio e até num pequeno tesouro de um grande José Afonso, como quem reclama um lugar numa historia que ainda continua a ser escrita. Por vozes como a sua..

ANDREA MOTIS CONFIRMADA NA 9ª EDIÇÃO DO MISTY FEST

O maior sucesso do jazz espanhol do momento chega ao Misty Fest 2018: a cantora e trompetista Andrea Motis.

O espantoso em Andrea Motis é que apesar da sua tenra idade – a trompetista e cantora de Barcelona soma apenas 23 anos – ela já conta com um álbum em nome próprio na prestigiada etiqueta Impulse! – Emotional Dance foi editado, perante aclamação generalizada, em 2017 -, variadíssimas colaborações com o seu mentor, o baixista Joan Chamorro, o primeiro dos quais, Joan Chamorro presenta Andrea Motis, quando contava meros 15 anos de idade. A esse registo somam-se mais uma dezena (!!!) em colaboração com o seu mentor ou com o colectivo Sant Andreu Jazz Band, uma marca impressionante de um talento fora do comum que logo em 2007, quando Andrea tinha apenas 12 anos, se começou a manifestar em palcos de forma muito séria.

No seu período formativo, Motis, que também é uma executante sólida no saxofone alto, tocou trompete – que considera o seu primeiro instrumento, ao lado de grandes nomes do jazz mundial como o trombonista Wycliffe Gordon, os saxofonistas Jesse Davis e Dick Oatts ou o clarinetista Bobby Gordon. “Tocar trompete”, explica, revelando uma sabedoria bem mais ampla do que a sua idade deixaria antever, “é como meditar. É parte importante da minha vida. Mas não quero apenas escolher um lado, porque gosto de tudo”, confessa, referindo-se ao facto de ao lado de Chamorro ter igualmente descoberto a sua voz como instrumento.

Naquele que é já o seu segundo registo para a Impulse!, Emotional Dance, a sua voz ocupa um espaço de eleição. Comparada tanto a Billlie Holiday como a Norah Jones, Andrea Motis revela uma voz alto, com fraseado sucinto, mas imaginativo, bem expresso logo no tema de abertura, o standard “He’s Funny That Way”. A propósito deste álbum, John Fordham escreveu no Guardian que Motis tem aparência de grande estrela desde a adolescência e descreve o resultado final como “uma sessão que nos prende”. Será igualmente assim em palco, num concerto em que a jovem Andrea Motis poderá mostrar que o talento e a capacidade de encantar não precisa do peso dos anos para se manifestar.

 

 

MISTY FEST 2018 | TEATRO SÃO LUIZ

Na sua 9ª edição o Misty Fest estende-se ao São Luiz Teatro Municipal.

FRANCISCO SALES

Licenciado em jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa,Francisco Sales trabalha de modo virtuoso a sonoridade da guitarra, acústica e eléctrica, criando paisagens sonoras de grande beleza inspirada nas suas múltiplas viagens pelo mundo.
Residente em Londres desde 2013, Francisco Sales teve aí a sorte de encontrar um padrinho de peso – Jean-Paul Maunick aliás Bluey, líder dos célebres Incognito. Bluey apadrinhou o seu primeiro álbum, “Valediction”, que apresentou no Blue Note de Tóquio antes de o convidar para fazer parte da formação de palco dos Incognito.
Já em 2016 acompanhou nomes grandes da música como Chaka Khan,Omar ou Natalie Williams. E lança “Miles Away”, resultado das viagens dos últimos anos, composto por temas escritos “em casa, mas inspirados pelas viagens que fiz a países, cidades, lugares que nunca tinha visitado. E só quando voltas a casa percebes o inspirador que foi. A casa está igual – mas tu voltaste mais rico.”
“Miles Away” é o modo de Francisco Sales partilhar connosco essa riqueza.

BEATRIZ NUNES

Canto Primeiro é título do álbum de estreia, mas não traduz verdade porque Beatriz Nunes, 30 anos, tem um percurso já vasto, feito de estudo e entrega, de experiências intensas – do Conservatório a digressões internacionais com Madredeus ao lado de Pedro Ayres Magalhães eCarlos Maria Trindade -, de exploração de múltiplas vertentes – da música popular e do jazz, à erudição do canto lírico – de devolução dos conhecimentos adquiridos através do ensino – dá aulas na Escola de Jazzdo barreiro e na Escola Profissional Ofício das Artes em Montemor-o-Novo.
Isso ajuda a explicar que em 2018 tenha sido escolhida pela European Jazz Network para a conferência On The Edge que terá lugar em Lisboano próximo mês de Setembro. Entre centenas de candidaturas, a proposta de Beatriz Nunes foi eleita em primeiro lugar para figurar no primeiro lugar da conferência: “Beatriz Nunes tem feito um percurso entre a música clássica e o jazz”, escreve-se no programa oficial. Verdade: Beatriz Nunesprocura os mais elevados espaços para a sua voz e em Canto Primeiroexpõe alma e técnica apurada em reportório próprio e até num pequeno tesouro de um grande José Afonso, como quem reclama um lugar numa historia que ainda continua a ser escrita. Por vozes como a sua…

CHASSOL

Pianista, compositor, arranjador e diretor musical de nomes como Phoenixou Sebastien Tellier, o carismático e talentoso Christophe Chassolassinou uma peça artística que desafia as classificações. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens em novos objectos audiovisuais. O resultado tem um nome: “ultrascore”.
Tanto discípulo da escola minimalista de Steve Reich ou John Adamscomo entusiasta da cultura pop, este parisiense gosta de afastar dos caminhos mais percorridos, tal como se percebe olhando para a sua carreira.
Aceitou encomendas de museus de arte contemporânea, assinou peças para filmes e depois começou a criar os seus próprios filmes, como Nola Chérie ou Indiamore. Oportunidades para trabalhar matérias tão distintas como as marchas da cidade berço do jazz ou as luxuosas orquestrações indianas para cinema.
Big Sun foi o seu projeto seguinte, uma investigação das Índias Ocidentais: “Fui à Martinica capturar elementos da identidade musical da ilha, filmei carnavais, paradas, bandas, procissões e desfiles militares, linguagem, crioulo, sotaques, ambientes noturnos, o som da chuva, pássaros a cantarem, os sistemas de som, as comunidades rastafári, músicos e cantores, percussão, missas e contadores de histórias, concertos de mar e de ondas”.
Artista completo? Com certeza. E a descobrir urgentemente agora que apresenta ao mundo os seus Ultrascores II.

ANDREA MOTIS

Andrea Motis, um dos mais excitantes nomes do jazz espanhol da atualidade vem ao Misty Fest pela primeira vez!
Apesar da sua tenra idade – a trompetista e cantora de Barcelona soma apenas 23 anos – ela já conta com um álbum em nome próprio na prestigiada etiqueta Impulse! – Emotional Dance de 2017- e variadíssimas colaborações com o seu mentor, o baixista Joan Chamorro.
Comparada tanto a Billlie Holiday como a Norah Jones, Andrea Motisrevela uma voz alto, com fraseado sucinto, mas imaginativo. John Fordham escreveu no Guardian que Motis tem aparência de grande estrela desde a adolescência e descreve o resultado final como “uma sessão que nos prende”. Será igualmente assim em palco, num concerto em que a jovem Andrea Motis poderá mostrar que o talento e a capacidade de encantar não precisa do peso dos anos para se manifestar.

EGBERTO GISMONTI | Concertos em Portugal

Quando se estreou ao vivo em Nova Iorque, para actuar ao lado de Naná Vasconcelos na primeira parte de um concerto de John Fahey, outro mestre da guitarra desaparecido em 1978, Egberto Gismonti recolheu rasgados e plenamente justificados elogios do New York Times. O prestigiado jornalista Robert Palmer explicava então que a música de Gismonti “desafiava a categorização”.

Hoje, 40 anos depois, o músico que então apresentava o extraordinário Dança das Cabeças (edição de 1977 da ECM) continua a ser um inquieto explorador das possibilidades universais da música, recusando-se a reconhecer fronteiras entre linguagens, eras, continentes. Até entre instrumentos, tratando a guitarra e o piano, entre outros, da mesma maneira, com a mesma intensidade e criatividade.

Ao vivo e a solo na Casa da Música, no Porto e no Casino Estoril, Egberto Gismonti oferece ao seu fiel público a rara oportunidade de assistir a um recital íntimo que recorre a uma carreira que se estende por cinco décadas e que se manifesta em dezenas de trabalhos originais e de importantes colaborações, uma carreira que foi bastas vezes distinguida com os mais exclusivos prémios e que nunca abandonou o terreno da invenção.

Sempre preocupado em expandir as suas possibilidades como músico, Egberto Gismonti desenhou novos e fabulosos instrumentos, porque a única maneira de executar a música que imaginava era, precisamente, traduzindo os objectos desse pensamento para a realidade. Tudo isto ganhará vida em palco neste seu especial regresso a Portugal