Fernando Cunha | A Guitarra a Tocar | Misty Fest 2018

O Guitarrista e Compositor, Fernando Cunha, apresenta ao vivo o seu novo CD e Clássicos dos Delfins, banda que fundou nos anos 80.

Em Lisboa estreia-se no Teatro Tivoli tendo como convidados os guitarristas Paulo Pedro Gonçalves (Heróis do Mar), João Cabeleira (Xutos e Pontapés), Tó Trips (Dead Combo), Flak (Radio Macau), João Alves (Peste e Sida) e Mário Delgado.
Fernando Cunha entende A Guitarra A Tocar como um trabalho de reflexão, de olhar para trás para a sua vida, mas também como uma oportunidade para cumprir sonhos – como sejam musicar poemas de Fernando Pessoa, poeta que tanto o inspirou e guiou, ou reunir músicos de que é admirador confesso. Porque é quando a guitarra toca que Fernando Cunha melhor nos diz o que lhe vai na alma e no pensamento.
Trinta anos depois do arranque dos Delfins, vinte anos depois da sua estreia a solo, é com A Guitarra A Tocar que Fernando Cunha dá os seus próximos passos.
“A minha ideia inicial era fazer um disco instrumental que partisse de alguns dos universos mais ambientais do pós-rock e do rock progressivo, de influências de sempre na minha vida como os Talk Talk ou Radiohead e mais recentemente Steve Wilson ou Jonathan Wilson e juntar-lhe um universo especifico dentro de todo o legado dos Delfins”, explica o guitarrista e compositor.
Para este novo trabalho, Fernando Cunha escreveu novo material, mas também pensou em novos arranjos para temas clássicos dos Delfins que já carregavam a sua assinatura e que se encaixavam na perfeição na visão que tinha para A Guitarra A Tocar. Entretanto, alguns dos instrumentais que escreveu começaram a pedir palavras e voz, de forma a, como explica o músico, “complementar assim o sentido desta viagem musical” que procura tocar em diferentes períodos de uma vida rica em experiências que, ainda assim, continua a não abdicar de uma constante procura de novas sonoridades.
Cunha é o primeiro a alertar para o facto de não se ver como vocalista, antes como um “guitarrista que adora cantar”, mas depois de pensar em convites a vozes que pudessem dar expressão às palavras que escutava na sua cabeça, pensou arriscar e assumir ele mesmo esse papel: “muito incentivado por vários amigos e principalmente por considerar que o mais importante para mim na ‘voz’ deste disco é conseguir mostrar a minha forma simples de ‘viver’ a interpretação das letras”. E para Fernando Cunha o que importa é que se percebam as palavras e, mais crucial até, que se sinta na sua garganta o peso dos seus significados mais profundos. E a verdade é que, como parte dos Resistência, a sua voz tem-se feito ouvir na última meia dúzia de anos nalguns dos mais importantes palcos nacionais.
Ao vivo, este A Guitarra A Tocar será apresentado com a “moldura” certa de grandes músicos que são antes de mais nada verdadeiros cúmplices e amigos de Fernando Cunha: o seu “braço direito” João Gomes nas teclas e programações, João Campos nas segundas vozes e voz principal de alguns temas dos Delfins que serão revisitados em palco; David Correia ocupa-se da bateria e coros e Tiago Franco- Guitarra assume o baixo, teclados e coros.
Este concerto será, também, uma homenagem a uma das principais ferramentas culturais do último século: A Guitarra A Tocar, revela Fernando Cunha, é um título que traduz a sua forma principal de expressão e o que acredita ainda ser um instrumento que poderá estar “em vias de extinção” no actual panorama pop. “E é também”, acrescenta, “o titulo de um dos temas do disco, dedicado aos grandes guitarristas do Rock Português, em especial ao Zé Pedro e ao Phil Mendrix”.
“Acredito que este trabalho serve também em parte para dar continuidade às ideias e sonoridades que desenvolvi nos Delfins inspiradas pela contemplação do mar de Cascais, dos ventos da estrada do Guincho e do horizonte mágico do alto da Serra de Sintra, a minha terra de sempre…”, explica o músico.
A importância da obra de Fernando Cunha nos Delfins é inegável. Juntamente com Miguel Ângelo, o guitarrista criou algumas das mais memoráveis canções da nossa música pop, temas como “Baia de Cascais”, “Um Lugar Ao Sol”, “Aquele Inverno”, “Nasce Selvagem”, “Ao Passar um Navio”, “O Outro Lado Existe”, “Se eu Pudesse um dia” ou “No Meu Quarto”. A sua saída do grupo ficou simplesmente a dever-se a um afastamento progressivo do trabalho em parceria de escrita e composição da dupla Miguel Angelo / Fernando Cunha e por nessa altura não se rever na temática das letras e nova direção musical que o grupo pretendia seguir.
Mas, Fernando Cunha é o primeiro a sublinhar o quão importantes foram as experiências acumuladas ao lado de grandes músicos como Miguel Angelo, Rui Fadigas, Luís Sampaio, Jorge Quadros, Dora Fidalgo e Sandra Fidalgo, Castora, Pedro Ayres Magalhães, Carlos Maria Trindade, Nuno Canavarro. Emanuel Ramalho, Enzo, Nicole EItner, Tomás Pimentel, Jorge Reis, Miguel Magic, João Gomes, Rogério Correia, Mário Delgado, João Carlos Magalhães, Carlos Brito, Thomas Zellner, Jonathan Miller, Gary O´toole, Silvestre… “e tantos outros”.
Essa bagagem haveria de o conduzir juntamente com Pedro Ayres Magalhães, Miguel Angelo e Tim à formação do colectivo Resistência projecto em que se mantém um dos principais agitadores até aos dias de hoje, percorrendo o país de norte a sul em concertos que são sempre grandes momentos de celebração do melhor da música nacional.

Rodrigo Leão “O Aniversário” | Concertos EXTRA Lisboa e Porto

“O Aniversário” de Rodrigo Leão terá duas novas apresentações em Lisboa e no Porto!

É com grande satisfação que anunciamos que a UGURU acabou de colocar à venda duas novas apresentações do espetáculo “O Aniversário” de Rodrigo Leão, nos Coliseus.
Ao concerto do Coliseu Porto Ageas de 8 de novembro junta-se um novo espetáculo no dia anterior, ou seja, no dia 7.
Lisboa terá também uma nova apresentação no Coliseu dos Recreios. Por isso, para além dos concertos dos dias 9 e 10 de novembro às 21:30, haverá nova sessão às 18:00 de dia 10.
A decisão de abrir estes concertos extra foi tomada devido à grande procura de bilhetes para o espetáculo de comemoração dos 25 anos de carreira a solo de Rodrigo Leão.
O Aniversário é uma celebração da carreira do compositor através de uma viagem pelos seus temas mais emblemáticos, na companhia de alguns dos vocalistas e músicos com quem tem trabalhado.
Esta comemoração aconteceu também em disco com o duplo álbum O Aniversário, que foi editado a 30 de março pela Universal e que inclui 28 canções representativas da sua carreira e ainda dois temas inéditos.

WILL SAMSON | MISTY FEST

O talentoso músico britânico Will Samson, criador de peças ambientais e electrónicas, está confirmado para apresentar o seu espetáculo no palco do Misty Fest 2018.

O último álbum de Will Samson, Welcome Oxygen (talitres Records), inclui um tema com o título “O Medo”, algo que se compreende quando se descobre que esse trabalho foi maioritariamente composto e gravado em Portugal numa intensa semana de criação. Já este ano, a editora de cassetes belga Dauw lançou a preciosidade A Baleia, uma coleção de quatro peças ambientais e eletrónicas com títulos como “Faroleiro” ou “Vozes Encontradas”.
Além de reforçarem ligações ao nosso país, estes dois trabalhos demonstram bem o espectro estético em que Will Samson gosta de navegar: algures entre uma delicada folk que se traduz em canções profundas e apaixonantes – que a revista Exclaim garantiu serem o resultado de “uma escrita que tem vindo a ganhar força” – e derivas eletrónicas ambientais que nascem da sua paixão pelas tecnologias analógicas de síntese e gravação: o “grão” das velhas gravações em fita magnética é algo que apaixona Samson.
Nascido no Reino Unido em Dezembro de 1988, Will Samson reside atualmente em Bruxelas, na Bélgica. Em 2012 lançou o aclamado álbum Balance (Karaoke Kalk), trabalho que foi masterizado por Nils Frahm, uma das suas referências. Foi logo em Balance que Will formulou a folk e a eletrónica como molduras da sua arte.

 

 

Beatriz Nunes em primeiro na lista de MELHORES DISCOS DE JAZZ na “Europe Jazz Media Chart” –

O conceituado crítico Henning Bolte, da revista Jazzism, escolheu o trabalho de estreia a solo da cantora portuguesa Beatriz Nunes como o melhor lançamento de jazz de Setembro.

Beatriz Nunes atravessa um momento muito feliz da sua carreira, com todo o seu trabalho, talento e dedicação a darem finalmente os frutos desejados e merecidos.
A cantora acaba de lançar o seu trabalho de estreia, Canto Primeiro, que tem recebido críticas entusiásticas, tanto por parte dos media nacionais, como por parte de alguns prestigiados meios internacionais.
O conceituado crítico Henning Bolte, da publicação Jazzism, escolheu o trabalho de estreia a solo da cantora portuguesa como o melhor lançamento de setembro a convite do italiano Giornale Della Musica (Ler Artigo)
A qualidade do trabalho de Beatriz Nunes já tinha, aliás, sido distinguida pela European Jazz Conference que este ano decorre em Lisboa, no CCB: a instituição convidou a cantora a apresentar-se ao vivo e a integrar um dos seus painéis de discussão.
O convite distinguiu-a entre centenas de candidaturas internacionais enviadas com o mesmo objetivo. A participação de Beatriz Nunes nessa dupla condição acontecerá já nos próximos dias 14 e 15 de setembro.
Beatriz Nunes tem ainda agendadas diversas datas no âmbito da programação do Misty Fest em 2018:

LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA

NUNO MARKL APRESENTA:
LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA
“Uma reflexão perfeitamente inútil sobre a magnífica História de Portugal”
Depois de uma bem-sucedida estreia em Lisboa nos dias 28 e 29 de abril, o Lusitânia Comedy Club está de regresso ao Tivoli BBVA para três noites de perfeita loucura!

Da autoria do humorista e argumentista Nuno Markl, Francisco Martiniano Palma, Frederico Pombares (texto) e J.J. Galvão (música e letra) e produção Lemon Live Entertainment, nasce em Portugal a estreia do colectivo LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA – Uma Reflexão Perfeitamente Inútil Sobre a Magnifica História de Portugal, uma delirante comédia musical multimédia. Este espetáculo conta a História de Portugal em apenas 90 minutos.
Ah, a História de Portugal!… Séculos de História, agora comodamente concentrados numa comédia musical que se propõe, finalmente, desvendar… O PORQUÊ DA COISA.
Porque é que Portugal é assim, e não um El Dorado de riqueza e prosperidade? Terá o sentido de humor a ver com tudo isso? Onde é que tudo se estragou? As respostas para (quase) tudo estão no espetáculo de estreia do coletivo LUSITÂNIA COMEDY CLUB. Sob direção de Nuno Markl e J. J. Galvão, com texto de Nuno Markl, Francisco Martiniano Palma e Frederico Pombares, e música original de J. J. Galvão, um bando de jovens atores multiplica-se num imparável desfile de personagens históricas, desde a Fundação até à Revolução… e mais além. E tudo sem sair do local onde, afinal, todos os grandes acontecimentos da epopeia lusitana aconteceram – o bar de comédia mais antigo do país, o Viriatu’s.

É lá que, em 2018, Tomé, um jovem comediante desencantado com a maneira como, na atualidade, toda a gente se parece ofender com qualquer piada, inicia uma viagem no tempo conduzida pelo barman, Sebastião – que, mais do que um banal Sebastião, é, afinal, o maior Sebastião de todos: nada mais, nada menos do que El-Rei D. Sebastião, conservado no nevoeiro – “é ótimo para a pele!” – e capaz de o usar para viajar pelo tempo, graças a um gadget que construiu por alturas de Alcácer-Quibir.

O PORQUÊ DA COISA – Se Regresso ao Futuro e Os Lusíadas tivessem um filho, seria esta peça!

Ficha Técnica:

Uma comédia musical escrita por:
Nuno Markl com Francisco Martiniano Palma,
Frederico Pombares (texto) e
J.J. Galvão (música e letras)

Com: Mafalda Santos (assistente de direção e encenação) / Ana Freitas / Hugo Simões / Luís Sousa / Luís Oliveira / Frederico Amaral / João A. Guimarães (assistente de produção e contra-regra)

Ideia original e Direção:
Nuno Markl / J.J. Galvão

Cromeleque | Requiem de Mozart – Coreografia por Benvindo Fonseca

O projeto bailado Cromeleque chega ao Panteão Nacional para apresentar o Requiem de Mozart com uma coreografia de Benvindo Fonseca.

Ficha técnica:
Coreografia – Benvindo Fonseca
Figurinos – Benvindo Fonseca (Isabel Telinhos Atelier)
Luzes – Benvindo Fonseca, Paulo Vinagre
Interpretes:
Andréia Barros
Ricardo Henriques
Miguel Santos
Performance:
Carlos Mil-Homens
Musica -Requiem de Mozart, Maria Callas “La Mama Morta”,
“Ebben? Ne andro lontana”
Duração – 45 min.
CROMELEQUE, na visão do artista, representa o espaço sagrado, a amizade, a inspiração como fonte de transformação, a necessidade de persistência aliada ao tempo e aos seus contratempos (sem nunca esquecer todos aqueles que nos apoiam e nos inspiram), e a celebração da vida e da morte.
Este bailado partiu da matriz do seu solo Di mim pâ Nhos, que representa uma homenagem do artista aos seus familiares e amigos, em especial aos seus pais e irmãs.
Sobre a obra imortal de Wolfgang Mozart, que precisamente no dia 5 de Dezembro comemorará 225 anos após a sua morte, CROMELEQUE é o princípio e o fim de um ciclo que se fecha onde os amores e desamores estarão sempre presentes e subentendidos.
Por fim, o artista manifesta a sua gratidão por poder partilhar esta inspiração com Carlos Mil-Homens, o que nas suas palavras é descrito como sendo “uma dádiva”.

PianOrquestra com Luísa Sobral (convidada especial) | Misty Fest 2018

O grupo de música instrumental brasileira, PianOrquestra, é a nova confirmação do MISTY FEST 2018 e a cantora Luísa Sobral será a sua convidada especial.

10 mãos e um piano preparado. Quem diria que um conceito que teve, por exemplo, em John Cage um dos seus grandes criativos – o de intervir sobre a mecânica sonora do piano através da adição de objetos a ele estranhos – poderia ter uma vida tão diferente?
É essa a proposta dos brasileiros da PianOrquestra, grupo singular que toma o piano como um quase infinito universo de possibilidades. O Globo nomeou o seu espetáculo como um dos melhores do ano e o histórico João Bosco, que fez uma digressão dedicada a Pixinguinha com a PianOrquestra, descreveu-os como “uma surpresa” e classificou o espetáculo conjunto como “maravilhoso”.
O grupo, que garante produzir, “música instrumental brasileira como nunca ninguém viu ou ouviu” inclui o consagrado pianista Claudio Dauelsberg que se apresenta ao lado das também pianistas Mariana Spoladore, Priscila Azevedo e Verónica Fernandes além da percussionista Mako. Neste formato, a PianOrquestra tem pisado os mais conceituados palcos mundiais arrancando sempre os mais efusivos aplausos e elogios.
Em Portugal, a PianOrquestra convida Luísa Sobral para com eles subir ao palco num espectáculo que promete muitas emoções fortes e algumas supresas. A premiada cantora e guitarrista terá a oportunidade de revisitar alguns acarinhados momentos do seu reportório com um acompanhamento inédito, surpreendente e até divertido.
A PianOrquestra subirá ao palco do CCB a 6 de novembro e três dias depois apresenta-se em Coimbra no Convento de São Francisco. a 12 de novembro será a vez da Casa da Música receber este extraordinário concerto.

Chassol no Misty Fest

O pianista, compositor e arranjador parisiense CHASSOL, é a nova confirmação do MISTY FEST 2018

Pianista, compositor, arranjador e diretor musical de nomes como Phoenix ou Sebastien Tellier, o carismático e talentoso Christophe Chassol assinou uma peça artística que desafia as classificações. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens em novos objectos audiovisuais. O resultado tem um nome: “ultrascore”.
Nascido em 1976, Chassol descobriu a música aos quatro anos. Filho de um saxofonista amador, este miúdo negro ingressou no Conservatório como outros vão para a tropa. Passou lá 16 anos, começando por aprender harmonia, escalas e melodia como base essencial para o que se seguiria. Traumatizado ainda jovem pela banda sonora do filme A Torre do Inferno, o pequeno Chassol percebeu rapidamente que não editaria o seu primeiro álbum aos 20 anos. De facto, não aconteceu. A publicidade ocupou boa parte da sua concentração durante os anos seguintes. Entre a produção de jingles para publicidade, Chassol encontrou tempo para se tornar maestro entre 1994 e 2002 e depois descobriu o mundo da música pop quando acompanhou Sebastien Tellier e os Phoenix em Politics (2004), trabalho para o qual o jovem sósia de Jean-Michel Basquiat criou a maior parte dos arranjos.
Uma das consequências de tais trocas é que criam confusão entre a vanguarda e a ambição da própria pessoa. Tanto discípulo da escola minimalista de Steve Reich ou John Adams como entusiasta da cultura pop, este parisiense gosta de afastar dos caminhos mais percorridos, tal como se percebe olhando para a sua carreira. Aceitou encomendas de museus de arte contemporânea, assinou peças para filmes e depois começou a criar os seus próprios filmes, como Nola Chérie ou Indiamore. Oportunidades para trabalhar matérias tão distintas como as marchas da cidade berço do jazz ou as luxuosas orquestrações indianas para cinema. Big Sun foi o seu projeto seguinte, uma investigação das Índias Ocidentais: “Fui à Martinica capturar elementos da identidade musical da ilha, filmei carnavais, paradas, bandas, procissões e desfiles militares, linguagem, crioulo, sotaques, ambientes noturnos, o som da chuva, pássaros a cantarem, os sistemas de som, as comunidades rastafári, músicos e cantores, percussão, missas e contadores de histórias, concertos de mar e de ondas”.
Artista completo? Com certeza. E a descobrir urgentemente agora que apresenta ao mundo os seus Ultrascores II.

 

 

 

“Noa In Concert”

Conhecida fora de Israel como Noa, Achinoam Nini é uma das mais celebradas artistas de um país cuja música é ainda largamente secreta no ocidente. Uma década após ter representado o seu país no Festival Eurovisão da Canção ao lado da cantora árabe Mira Awad, Noa goza hoje de um vasto reconhecimento internacional expresso não apenas nos aplausos da crítica à sua já considerável discografia – conta já uma dezena de álbuns de estúdio e mais um punhado de gravações ao vivo -, mas sobretudo às suas arrebatadoras apresentações de palco.
Love Medicine é o título do mais recente álbum de uma artista que acredita que a música pode ajudar a curar as maleitas do mundo. Talvez por isso, Noa já subiu a palcos para cantar para presidentes, até para o Papa, num evento em Cracóvia, na Polónia, visto por mais de dois milhões de pessoas. Para uma cantora que já fez scat ao lado de George Benson, que já dividiu atenções com Sting e Stevie Wonder parece mesmo não haver impossíveis. Neste seu ansiado regresso ao nosso país, Noa promete revisitar os mais altos momentos de uma carreira sem mácula que ainda promete muito futuro apesar de todas as incríveis conquistas já realizadas.

NOVO ARTISTA: BEATRIZ NUNES

A Uguru tem o prazer de anunciar que acrescentou ao seu catálogo mais uma talentosa artista: Beatriz Nunes!

A jovem cantora e compositora edita o seu álbum de estreia Canto Primeiro já no próximo dia 29 de junho e em breve será possível vê-la nos palcos portugueses.

29 de junho – 22:00h – Cascais, FNAC Cascaishopping
30 de junho – 18:30h – Lisboa, FNAC Colombo
06 de julho – 18:30h – Lisboa, FNAC Vasco da Gama
20 de julho – 18:30h -Lisboa, FNAC Chiado
21 de julho – 17:00h – Almada, FNAC Almada Fórum
28 de julho – 17:00h – Porto, FNAC Stª Catarina
28 de julho – 22:00h – Porto, FNAC Norteshopping
15 de setembro – Lisboa, CCB –
European Jazz Conference, On The Edge
20 de outubro – Oeiras, FNAC Oeiras Parque
6 de novembro – Lisboa, São Luiz Teatro Municipal –
Misty Fest 2018

Canto Primeiro é título de álbum, mas não traduz verdade porque Beatriz Nunes, 30 anos, tem um percurso já vasto, feito de estudo e entrega, de experiências intensas – do Conservatório a digressões internacionais com Madredeus ao lado de Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade -, de exploração de múltiplas vertentes – da música popular e do jazz, à erudição do canto lírico – de devolução dos conhecimentos adquiridos através do ensino – dá aulas na Escola de Jazz do Barreiro e na Escola Profissional Ofício das Artes em Montemor-o-Novo.
Na verdade, 30 anos é muito pouco para tanta bagagem. E foi isso que os especialistas do European Jazz Network reconheceram quando a premiaram com um primeiro lugar entre as muitas candidaturas para espetáculos a realizar no âmbito da conferência On The Edge que terá lugar em Lisboa no próximo mês de setembro.
Em 2018, Beatriz Nunes assina também a sua própria estreia com um Canto Primeiro que afinal de contas já vem com lastro de talento pronunciado. É um disco ambicioso em que se afirma como compositora e produtora, um disco que mereceu a Rui Eduardo Paes, autêntica referência na crítica jazz nacional, o vaticínio de auspiciosa estreia – “não poderia ter começado melhor o percurso discográfico que se espera daqui por diante”, afirmou, nas páginas da revista jazz.pt.
Na companhia de Luís Barrigas (piano), Mário Franco (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria), Beatriz assina um disco íntimo, que procura o conforto do silêncio no sussurro de uma voz que se conhece muito bem: Beatriz estudou técnica vocal com Kim Nazarian e composição com Lauren Kinhan e Peter Eldridge, da Berklee College of Music; participou em workshops de Circle Singing liderados por Rizumik, professor do Omega Institute, NY (EUA) e Sofia Ribeiro; frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa. Impressionante, certo?
Isso ajuda a explicar que em 2018 tenha sido escolhida pela European Jazz Network para a conferência On The Edge que terá lugar em Lisboa no próximo mês de Setembro. Entre centenas de candidaturas, a proposta de Beatriz Nunes foi eleita em primeiro lugar para figurar no primeiro lugar da conferência: “Beatriz Nunes tem feito um percurso entre a música clássica e o jazz”, escreve-se no programa oficial. Verdade: Beatriz Nunes procura os mais elevados espaços para a sua voz e em Canto Primeiro expõe alma e técnica apurada em reportório próprio e até num pequeno tesouro de um grande José Afonso, como quem reclama um lugar numa historia que ainda continua a ser escrita. Por vozes como a sua..