Manhã Florida

NANCY VIEIRA – PROMOTIONAL PORTRAITS

Em 2020, Nancy Vieira prepara agora novos trabalhos e desafios, sempre com a mesma vontade de elevar a tradição musical cabo-verdiana. A artista encontra-se igualmente com um espetáculo renovado, de elevada qualidade musical e com repertório cuidadosamente selecionado.

A artista, que reside em Portugal, estreou-se em 1995 mas começou por dar nas vistas em 1999, quando surgiu numa compilação de título Música de Intervenção Cabo-Verdiana cantando ao lado do lendário Ildo Lobo. Lançou depois os trabalhos Segred (Praça Nova, 2004), Lus (Harmonia Mundi/World Village, 2007), Pássaro Cego (Arthouse, 2009), com Manuel Paulo, ou Nô Amá (Lusafrica, 2012). Já em 2018 apresentou o muito aplaudido Manhã Florida (uma vez mais com selo Lusafrica). Ao longo dos anos, a qualidade de Nancy manifestou-se também nos convites que foi recebendo, tendo cantado ao lado de Rui Veloso ou Júlio Pereira e tendo até juntado a sua voz a um dos tributos dedicados a José Afonso, provas de uma versatilidade ampla que sempre se manifestou na sua arte.

24 Mila Baci

24 Mila Baci pode parecer muito, mas a intensidade do encontro de The Legendary Tigerman, um dos mais conceituados artistas nacionais, com Maria de Medeiros, actriz e cantora que é um verdadeiro ícone, precisa mesmo de ser medida assim, com muitos milhares de beijos.

O primeiro encontro deste verdadeiro homem tigre com Maria de Medeiros aconteceu já há uma década, no muito celebrado Femina, um álbum que colocou o guitarrista nos mais atentos radares alternativos do mundo. Na altura o clássico de Nancy Sinatra, “These Boots Were Made For Walking”, foi o mote, a fórmula especial que resultou da óbvia química existente entre ambos: uma guitarra de alta voltagem e uma verdadeira torch singer em sensual ebulição.

Agora é numa série de músicas que se agarraram à história do cinema, uma arte que diz tanto a ambos os artistas, que o guitarrista-cantor que também é actor e realizador e a actriz-cantora que também dirige encontram o novo mote para contracenarem tendo as canções por argumento para uma história arrebatadora. Como a dos grandes filmes que não nos cansamos de rever e de que sabemos todas as falas de cor. E a música é variada e escolhida com a mais refinada atenção. De Nino Rota até onde a imaginação os carregar…

Este concerto foi aplaudido por público de quatro cidades, durante o Misty Fest: Lisboa, Santarém, Ílhavo e Leiria. Agora está pronto para estrear noutras salas.

Solo

A mestria de Pedro Joia também lhe tem valido os mais diversos convites e por isso tem ao longo dos anos pisado palcos ao lado de grandes vozes como Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Raquel Tavares ou Mariza com quem tem viajado internacionalmente desde 2012. É igualmente presença frequente em concertos do coletivo Resistência.

Começou a apresentar-se a solo e com outras formações instrumentais a partir dos dezanove anos de idade. Compõe regularmente para teatro e curtas metragens cinematográficas.
Em 2008 recebeu o Prémio Carlos Paredes com o seu álbum “À Espera de Armandinho”, um registo a solo onde transcreve para guitarra clássica obras do grande guitarrista e compositor lisboeta da primeira metade do Século XX – Armando A. Freire.

O espetáculo é um recital de guitarra a solo com obras de autores tão diversos como Armandinho, Carlos Paredes, José Afonso, além de música composta pelo próprio.

Pedro Jóia

Pedro Joia, referência cimeira da guitarra em Portugal, apresenta um repertório que assenta em alguma da melhor música produzida no século XX português no qual explana toda a sua técnica e sensibilidade musical.

Para além de apresentar o seu mais recente trabalho “Zeca”, são apresentadas versões para guitarra de obras emblemáticas de autores tão diversos como Armandinho, Carlos Paredes, além de música composta pelo próprio.

Nesta produção apresenta-se em duo, acompanhado por percussão.

Trio

O Pedro Jóia Trio é hoje um dos mais inestimáveis tesouros da música portuguesa. Pedro Jóia na guitarra clássica, Norton Daiello no baixo e João Frade no acordeão: três músicos virtuosos, cada um deles um expoente de classe internacional no respectivo instrumento, com percursos destacados em terrenos como o fado e o flamenco, o jazz e a MPB ou a música popular portuguesa. Juntos, em palco, estes três gigantes – Pedro Jóia chegou a referir-se aos seus companheiros de trio como Quaresma e Cristiano Ronaldo, forma bem disposta de sublinhar a classe que possuem como músicos – conseguem viajar pelo Brasil e pela memória da guitarra portuguesa, pelo fado e pelo flamenco com total autoridade, espalhando magia por clássicos como “Verdes Anos” de Carlos Paredes ou “Bulerias” de Paco de Lucia. Os percursos individuais – que se estendem por inúmeros projectos, incluindo nomes como Madredeus ou Couple Coffee – garantem uma bagagem de que nenhum dos três músicos abdica, antes convoca para cada novo momento musical, garantindo assim o Trio uma riqueza infinda de subtilezas que a sua música transparece.

Com aplausos efusivos recolhidos em espaços tão emblemáticos como o Mosteiro dos Jerónimos ou o Grande Auditório do CCB, o Pedro Jóia Trio tem-se de facto afirmado como um expoente da mais séria música que se produz entre nós e que músicos apresentaram no álbum Vendaval de 2017, uma viagem por diferentes ritmos, sensibilidades e tradições que o Pedro Jóia Trio consegue unir graças às suas ímpares capacidades individuais e, sobretudo, graças ao som que juntos erguem de forma magistral. 

Com Filipe Raposo

“Por entre as sombras do arvoredo”
Esta frase, de um poema de Fernando Pessoa, foi o mote para esta entrada no bosque cerrado dos sentidos, no encantamento do que, soando, vindo do escuro, se faz caminho por entre pequenos trilhos.Sentem-se! E escutem! Fugindo da exuberância do que mais facilmente se deixa ver, aqui se procura um lugar à sombra, uma penumbra quieta, dentro de nós!
Que coisas o escuro busca? Que múltiplos sentidos se entrelaçam nesta arquitectura de manchas?

Sentem-se! E escutem! Um diálogo de sombras num bosque de arremedos. Sinais da noite mais escura. Memórias de desertos entre desertos.

Em 2012, Amélia Muge lançou, com Michales Loukovikas, “Periplus, Deambulações luso-gregas”. Filipe Raposo lançou, também nesse ano, “First falls”.”Por entre as sombras do arvoredo” é um concerto único.Sentem-se! E escutem!

O Bestiário

“BESTIÁRIO” É O SEXTO DISCO DE ORIGINAIS E ASSINALA OS 30 ANOS DE CARREIRA DA BANDA

Trinta anos depois, o mundo mudou, a formação do grupo também. Em “Bestiário”, sexto álbum de material original e primeiro em sete anos, apenas Carlos Guerreiro e Paulo Tato Marinho restam dos Gaiteiros que entraram em estúdio pela primeira vez em 1995. A nova formação completa-se com Miguel Veríssimo, Miguel Quitério, Paulo Charneca  (que já fez anteriormente parte do grupo) e Sebastião Antunes (dos Quadrilha).

Mas os Gaiteiros de Lisboa, tendo mudado, não mudaram: continuam a ser “outra coisa”. Como a aldeia gaulesa do Astérix, os Gaiteiros resistem, ainda e sempre, a serem metidos numa gaveta. A gaita de foles e as polifonias vocais continuam no centro, a música ao seu redor continua a ser surpreendentemente moderna, inventiva, viva, contemporânea e ao mesmo tempo intemporal. Nunca se ouviu o clássico açoriano “Chamateia” desta maneira; um tema novo como “Brites de Almeida” parece um clássico tradicional só agora reencontrado.

“Bestiário” confirma como os Gaiteiros de Lisboa, trinta anos depois do início e com uma formação nova, continuam a ser “outra coisa”, a habitar o mesmo universo privado alheio a modas passageiras e aberto a tudo o que nele caiba. Ou seja, os mesmos Gaiteiros de sempre: imprevisíveis, inconfundíveis, imprescindíveis.

Miles Away

O virtuoso guitarrista português, que integra a famosa banda internacional Incógnito, apresenta “Miles Away”, o seu mais recente disco inspirado nas suas viagens e onde o músico mistura em doses bem equilibradas o jazz e música ambiental.
Voltei para Portugal em 2017 onde vivo desde então. É o país onde me sinto mais inspirado para compor, onde gosto de apreciar a vida e onde me sinto mais seguro e feliz. Hoje em dia continuo a tocar com os Incognito pelo mundo inteiro, mas estou a viver em Portugal”, diz-nos o Francisco, que se mostra centrado e focado em desenhar agora o seu próprio futuro.  “Quando regresso a casa destes concertos todos, tenho sempre trabalhado muito na minha carreira a solo e tenho tentado crescer com ela. Esse trabalho passa pelo desenvolver da sua visão artística e pelo aprofundar da sua relação com um instrumento que pode soar surpreendente nas mãos certas. Essa surpresa tem sido uma constante quando Francisco Sales se apresenta a solo, mostrando a sua forma particular, aventureira e altamente hipnótica de tocar guitarra. Essa originalidade já lhe valeu, aliás, convites para abrir concertos para gente como Rodrigo LeãoAvishai Cohen ou Diana Krall.

Danças Ocultas

Os Danças Ocultas de Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel são – e é lícito escrevê-lo tendo em conta que levam já praticamente três décadas de carreira – um dos grandes tesouros da música portuguesa contemporânea.
O invulgar quarteto de concertinas é caso sem paralelo na história moderna da música portuguesa: mesmo tendo adoptado instrumentos populares, o grupo conseguiu levar a sua música às mais respeitadas salas nacionais e internacionais, dividir palcos com orquestras clássicas e colaborar com importantes nomes da música, de Rodrigo Leão a Carminho entre outros.

No mais recente álbum, os Danças Ocultas reinventam-se sem perderem a vincada identidade que lhes valeu tanta atenção nacional e internacional, conseguindo manter a ligação à sua própria história e passado e abrindo ao mesmo tempo um novo oceano de possibilidades para o futuro. O trabalho de Jaques Morelenbaum foi a esse nível um triunfo: o produtor soube entender o que torna os Danças Ocultas tão singulares e também adivinhar na sua arte novas nuances que rendem um maravilhoso registo, amplo na sua abertura ao mundo, cheio de ideias, de sons, de palavras e melodias. É Dentro Desse Mar que os Danças Ocultas querem agora viajar. E todos estamos convidados a embarcar com eles, rumo a novas aventuras.

Lina

Como artista de atitude personalizada que é, Lina não gosta de se limitar, e isso significa que tanto maravilha em fados tradicionais, como o clássico “Um Fado Nasce” do grande Alberto Janes que cantou no seu álbum de estreia, como em reportório mais moderno, caso de “Falar de Amor”, com poema escrito por Carolina Deslandes, a que deu voz no trabalho mais recente. Lina sabe que é este o seu tempo. A sua alma pode carregar memórias e lições antigas, mas a voz traduz as nuances do amor que vive hoje, que sente de forma profunda na vida que agora leva. E é isso que se sente quando ela canta à nossa frente: no Clube de fado ou num palco maior de um Auditório, em Portugal mas também em importantes salas no estrangeiro. Este arrebatamento que a sua voz inspira acontece porque Lina, enfim, é uma artista verdadeira. Que canta o que sente e que sente como ninguém o que canta. E é isso que a define.