Coração Independente

“CORAÇÃO INDEPENDENTE” é um espectáculo onde mais do que homenagear Amália, se pretende mostrar como tudo o que veio depois dela, não existiria da mesma forma sem a liberdade que lhe permitiu revolucionar musical, poética e filosoficamente o Fado que nunca mais foi o mesmo depois dela.
Mísia levará ao palco alguns dos momentos de clivagem, os momentos em que a independência e coragem do coração de Amália semearam tudo o que se veio a fazer durante e depois da sua longa carreira. A parceria com Frederico Valério no tema “Sabe-se lá”, a chegada dos grandes poetas trazida por Alain Oulman em “Vagamundo”, as cantigas de amigo ou a “Dura memoria” de Camões que trouxeram para o Fado uma poesia que se julgaria impossível e que lhe trouxeram duras críticas da parte dos mais conservadores. As suas interpretações de música de outras latitudes, que a tornaram ainda mais amada por culturas como a francesa, a espanhola, a brasileira, a italiana, a japonesa ou a Mexicana, país onde Amália gravou inúmeras “rancheiras”.

Mísia também levará ao palco temas inéditos com palavras de Tiago Torres da Silva, que se inserem numa tradição inventada por Amália – poemas que a Amália se referem e que só são possíveis porque Amália rebentou com todos os espartilhos.
Mais do que imitar-lhe a voz, compreender que o importante é o que cada um faz com a voz que tem. Será obviamente um espectáculo de gratidão. Um espectáculo reverencial no sentido em que humildemente nos pomos no lugar de quem nunca imita, cientes que estamos da verdade da frase do Maestro António Vitorino de Almeida sobre Amália: “Querer imitá-la é grotesco: o homem que imita as ondas, apenas dá cambalhotas”.
Com este repertório, Mísia afirma, com a independência do seu coração, que existe ainda e existirá sempre uma Amália oculta, uma Amália infinita, uma Amália eternamente por descobrir, e que essa, sim, é a nova Amália. Nesse sentido, algumas músicas menos conhecidas do grande público, estarão presentes neste concerto. No entanto, esse repertório estará em constante diálogo não com o passado da cantora, mas com o seu futuro, não com as tricas da sua história, mas com as pontes que ela ergueu e que sempre estarão suspensas da sus voz. Um diálogo em que Mísia, músicos, textos, cenários evocarão, acima de tudo, a liberdade e independência do coração de Amália.

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