SOFIA HOFFMANN

“One Soul”, o album de estreia de Sofia é um passo em frente no seu caminho musical, que conta com atuações nacionais e pontualmente no estrangeiro. Ao vivo faz-se acompanhar por alguns dos melhores músicos de Jazz portugueses, que estiveram presentes na gravação do seu disco. Incorpora o seu corpo e alma, na sua música e nos poemas cantados, numa homenagem amorosa às suas experiências de vida, que delinearam a inspiração para as suas maravilhosas faixas que compõem “One Soul”.

Laurent Filipe

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 (Photo by Andreas Hoffman)

Laurent Filipe & The Song Band:

Trompetista, compositor e produtor, Laurent Filipe, possui uma sólida,longa e muito aclamada carreira internacional.

Uma colecção das suas melhores canções que vai incluir reportório original inspirado na sua discografia completa ,canções (im)prováveis em inglês, português, francês, italiano e espanhol, executados por uma formação de luxo:

The Song Band:

Laurent Filipe – voz e trompete

Mário Delgado – guitarras

Bruno Santos – guitarra electrica

Massimo Cavalli – contrabaixo e baixo electrico

Alexandre Frazão – bateria e percussão

LAURENT FILIPE (notas biográficas)

Começou a tocar e gravar em Portugal aos quinze anos de idade.

Actuou como líder do seu próprio grupo e como “sideman” em diversos clubes e festivais de jazz nos E.U.A., Europa (nomeadamente, o Festival Internacional “Cascais Jazz ‘79”), África e Ásia.

Licenciou-se em Teoria e Composição Musical e trompete pela Universidade de Kansas (E.U.A.) em 1985, ano em que também recebeu o prémio “Art Farmer Perfomance Award” (E.U.A. 1985).

Estudou com os trompetistas Dr. Roger Stoner, Greg Hopkins e participou em seminários de Wynton Marsalis, Anthony Plog e Allen Vizutti e em 1987 obteve uma pós graduação em Composição Musical para Cinema pela Berklee College of Music (E.U.A.). Laurent Filipe é também doutorando em Ciências Humanas.

Participou em sessões com figuras marcantes do jazz tais como: Jimmy Mosher, Aldo Romano, Tete Montoliu, Carles Benavente, Maceo Parker e o lendário baterista Walter Perkins, entre muitos outros. Apareceu frequentemente como convidado especial de artistas como Mariza e Rui Veloso.

Em 1990 recebeu o prémio de “Melhor Solista 1990” no Festival Internacional de Jazz de Guetxo (Espanha), onde o seu grupo recebeu também o prémio de” Melhor Grupo”.

Colaborou activamente como compositor e instrumentista na “ Olimpíada Cultural Barcelona ‘92”, “Madrid Capital da Cultura” e “Lisboa Capital da Cultura’94”. Em 1996 obteve o prémio de “Melhor Músico de Jazz” pelo programa “Cinco Minutos de Jazz RDP”.

Ainda como compositor e instrumentista participou na “Expo’98” e no “Porto 2001” e em 2008 recebeu o primeiro prémio do concurso CAAM de composição de fados e canções SPA.

É autor de um extenso repertório nos campos da música tradicional, contemporânea (incluindo obras para o “Grupo de Metais do Seixal”, “Remix Ensemble” e “Opus Ensemble”), jazz e Afro-Cubano. Compôs a banda sonora do documentário “City at Night” (E.U.A.), a longa-metragem “Porto Santo”, o espectáculo multimédia “Quadrofonia do Tempo” e música para teatro que inclui obras como “Sebastião o Menino Rei”, encomendada pela Expo’98. “Augaciar, Viagem ao Fim do Milénio”, o musical “Mulheres ao Poder”, etc.

Mantém uma actividade regular como compositor, produtor, orquestrador, trompetista e conferencista em Portugal e no estrangeiro. Entre 2010 e 2013 exerceu as funções de director geral do “Musibéria Centro Internacional de Musicas e Danças do Mundo Ibérico” de Serpa (www.musiberia.com.pt)

Trabalha actualmente com as seguintes formações, das quais é autor: “Duo Iberia”, “Homenagem a Chet Baker”, “The Song Band”, o sexteto “Mingus e Mais”, o quarteto “Flick Music” (musica de flimes), “Swing City Orquestra”, a orquestra que serviu de suporte a Rui Veloso e o mais recente “Ar Trio”.

Maria Mendes

Tem ADN português mas é nos palcos internacionais que tem construído a sua carreira. Do Porto para Holanda, da Holanda para o mundo, o timbre doce e a flexibilidade vocal ímpares de Maria Mendes não deixam ninguém indiferente, sejam eles a crítica especializada – que a considera uma das vozes mais promissoras do Jazz Europeu – sejam “connaisseurs” como Quincy Jones que, sem hesitações, afirmou: “vejo um futuro brilhante e promissor para esta jovem cantora”.

No final de 2015, Maria Mendes regressou com o segundo álbum Innocentia. Este é um disco recheado de escolhas sofisticadas nas adaptações de clássicos do Jazz – um exemplo é a conhecida lullabye de Charlie Chaplin “Smile” (que dá o mote de abertura ao Innocentia) aqui revisitada com uma emoção sublime num diálogo cristalino entre a voz e o piano – bem como nas inconvencionais adaptações de obras de música clássica – uma das escolhas é a requintada ária de ópera “Cantilena” do brasileiro Heitor Vila Lobos que surpreendentemente ganha um balanço exótico e hipnotizante ao som do clarinete e da voz. A surpresa no Innocentia surge com um par de composições originais da cantora/autora, nas quais expressa o que inocência, nostalgia e fragilidade significam na sua vida e na forma como percepciona o mundo actual. Maria partilha: “sinto que há uma vulnerabilidade impressa na inocência humana que é muito mais adulta do que ‘criança’. Quis aprofundar essa realidade no sentimento e emoção musical neste disco, apropriando-me de escolhas que pudessem expressar essa mesma vulnerabilidade de forma pura e bela, sem tristeza e drama, mas sim profunda! Bebi muito da poesia da Florbela Espanca e do escritor/músico Chico Buarque e retive muita informação musical do Vlla Lobos, Michael Legrand, Wayne Shorter, Pat Metheny e também nas músicas orquestradas da Disney dos anos 40s e 50s.”

O resultado é uma escolha incomum por canções que não se esperam num disco de jazz! O ciclo da viagem musical do Innocentia encerra com o famoso “Fragile” do Sting numa adaptação deliciosamente surpreendente e comovente.

Tanto neste Innocentia, como no seu antecessor, o Along the Road (2012, Dot Time Records USA) – que foi aclamado pela crítica internacional e por ilustres músicos, entre eles Quincy Jones – a cantora Portuguesa fez-se reunir por uma equipa de músicos excepcionais da Holanda (a equipa da lenda viva do jazz mundial Toots Thielemans). A esta equipa junta-se uma convidada muito especial: a conceituada clarinetista norte americana/isrealita Anat Cohen.
Com a colaboração do compositor/orquestrador Holandês Martin Fondse (detentor de inúmeros prémios e nomeações para o famoso Óscar norte americano e Grammy Holandês) bem como da sólida equipa que agencia e distribui o trabalho discográfico de Maria Mendes – Sony Music Portugal, Harmonia Mundi e a UGURU – este último disco representa mais um passo sólido na internacionalização da carreira musical desta talentosa cantora Portuguesa.

MARIA DE MEDEIROS

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Maria de Medeiros é uma mulher de muitos rostos, como o são todas as atrizes, mas de uma só voz, inconfundível, misto de inocência e sensualidade. É esta a voz que a tem permitido afirmar-se também como cantora, afinal de contas uma outra forma de agarrar os palcos e contar histórias às pessoas. Como cantora, Maria de Medeiros editou já três álbuns – A Little More Blue, Penínsulas e Continentes e ainda Pássaros Eternos – numa discografia iniciada em 2007 e que conta ainda com colaborações em trabalhos de outros autores, como o celebrado Femina de Legendary Tigerman.

Foi no teatro que Maria de Medeiros começou a cantar e nesta sua actividade artística “paralela” não tem parado de viajar por todo o mundo, recolhendo aplausos em muitos países, do Brasil a Angola, dos Estados Unidos a Espanha, Itália e, claro, França, país onde estudou e primeiramente se afirmou como actriz.

Depois de chegar a França para estudar aos 18 anos, Maria de Medeiros construiu um invejável currículo académico, tendo estudado nas melhores escolas com os melhores tutores. Começou por se afirmar no teatro, mas fez muito cinema, em França, em Portugal e até em Hollywood, onde foi estrela em filmes como Pulp Fiction de Quentin Tarantino ou Henry & June de Philip Kaufman. Mas além de brilhar em frente das câmaras, Maria de Medeiros afirmou também a sua visão pessoal em filmes de que assinou a realização, como o importante Capitães de Abril. Em todas estas condições – actriz no teatro e cinema, realizadora, cantora – Maria conseguiu obter os favores do público e da crítica e coleccionar importantes distinções, entre Globos de Ouro ou a Coppa Volpi do Festival de Veneza.