PROCOL HARUM

O grupo liderado desde 1967 pelo vocalista e pianista Gary Brooker, assinalou 50 anos de existência com a edição de Novum, em 2017, trabalho que os impeliu a regressarem á estrada para uma digressão em que têm tocado os principais marcos da sua celebrada carreira.
Com Gary Brooker, pisam o palco músicos de excepção como Matt Pegg (baixista), Geoff Whitehorn (guitarrista), Josh Phillips (organista) e Geoff Dunn (baterista), garante de qualidade na recriação de clássicos como “A Whiter Shade of Pale”, “Homburg”, “Pandora’s Box” ou “Grand Hotel”, temas com que a banda conheceu os lugares cimeiros dos TOPs de vendas durante a década de 70. Com o tema que lhes garantiu a eternidade, “A Whiter Shade of Pale”, Gary Brooker e companhia conseguiram a rara proeza de vender mais de 10 milhões de cópias de um single que está inscrito na história do rock e que é, ainda hoje, um hino para várias gerações, uma canção que nos transporta instantaneamente para a década de 60 e para o seu espírito libertário.
Homenageados com a entrada no Rock and Roll Hall of Fame no passado ano, os Procol Harum continuam a viajar pelo mundo com a sua sofisticada música, uma mescla muito própria de rock e pop barroco, soul e algum jazz, psicadelismo e toques de erudição, uma mistura que lhes garantiu a eternidade e que continua a recolher aplausos efusivos por todo o globo.

BARCLAY JAMES HARVEST

A banda nasceu em Oldham, Manchester, em finais dos anos 60, fruto do encontro de Les Holroyd (baixista e vocalista), com John Lees (vocalista e guitarrista), “Wooly” Wolstenholme (teclista e vocalista) e Mel Pritchard (baterista). O primeiro single surgiu ainda em 1968, mas o álbum que marcaria a estreia em grande, registo homónimo, só seria lançado em 1970, alinhando os Barclay James Harvest com a popular corrente de rock progressivo que então marcava a cena musical britânica.

O percurso que o quarteto então encetou, integrando uma escola em que militavam também bandas como os Genesis, Yes ou Procol Harum, entre muitas outras, é agora relembrado na digressão que Les Holroyd preparou para o biénio de 2019-2020 e a que chamou “Retrospective – 50th anniversary Tour” e que passará por Portugal para duas datas, em Lisboa e no Porto.

É Holroyd que explica que os primeiros anos da banda foram “preenchidos com inovação musical”. “Os Barclay James Harvest pegaram na sua visão de canções de rock melódicas misturadas com tendências clássicas e fizeram uma digressão com uma orquestra que”, revela ainda, “foi financeiramente desastrosa”. Mas o percurso do grupo seria depois pautado por triunfos e por um declarado pioneirismo: foram o primeiro grupo a tocar num festival ao ar livre na Europa, estabeleceram uma alta fasquia para o número de bilhetes vendidos durante uma digressão continua e, em 1980, tocaram em frente de uma audiência estimada em 275 mil pessoas nas escadarias do Reichstag em Berlim Ocidental, com um número similar a escutar o concerto do lado de lá do muro que então dividia a cidade.

Ao longo destes 50 anos, o grupo acumulou também muitas distinções, colecionando discos de Ouro e de Platina para os álbuns que lançaram ao longo de três décadas. Turn The Tide, trabalho que lançaram em 1981, chegou ao primeiro lugar do Top de vários países europeus tendo igualmente registado assinaláveis vendas em Portugal. São deste período singles clássicos como “Life is For Living” ou “Victims of Circumstance”, êxitos em rádios de toda a Europa e que o público português ainda recorda. as canções que Les Holroyd escreveu neste período ajudaram os 8 álbuns que a banda editou neste período a serem dos mais populares na Europa.

No final dos anos 90, o line up clássico dos Barclay James Harvest sofreu alterações. O baterista Mel Pritchard faleceria em 2004, o que ainda levou a mais mudanças. Os Barclay James Harvest voltaram aos palcos com um concerto com orquestra em 2006 e 2009. Agora, 10 anos depois, o grupo está de volta à estrada com um alinhamento carregado de clássicos e êxitos, muitos deles, como explica o membro fundador Les Holroyd há décadas afastados dos alinhamentos dos concertos. Será, por isso mesmo, uma ocasião muito especial em que poderão ouvir-se temas eternos como “Hymn”, “Life is for Living”, “Mockingbird”, “Poor mans Moody Blues” ou “Love on the Line”.