Misty Fest : Joep Beving

O facto de ser um dos pianistas vivos mais escutados no mundo atualmente diz muito do alcance da particular visão do holandês Joep Beving. Com quase dois metros de altura, barba e cabelo abundante, a sua imagem não corresponde, provavelmente, ao que se imagina se nos depararmos com uma peça como “Sleeping Lotus” numa plataforma de streaming (só no Spotify soma mais de 40 milhões de plays…): a sua vertente melancólica traduz-se em melodias de profunda capacidade de envolvimento o que já levou a que as suas composições sejam descritas como “música para os sonhos”.

Henosis, o mais recente e triunfal álbum de Joep Beving, vencedor de um prémio Edison, é já o seu terceiro trabalho para a mundialmente famosa Deutsche Grammophon, a mais conceituada editora no mundo da música clássica e erudita. Com envolvimento orquestral e eletrónico, o seu piano ascende aí a novos patamares de maravilhamento. Será esse o álbum que servirá de base a esta apresentação, com passagem por momentos chave da sua obra anterior igualmente assegurados.

RODRIGO LEÃO: O método

Ao vivo no CASINO ESTORIL,15 de Agosto, 22 horas

Transmissão em directo via streaming na sala virtual LIVEONTHE NET
Bilhetes à venda para o Casino do Estoril em wwww.ticketline.sapo.pt
Bilhetes on line à venda em www.liveonthenet.pt a partir de 29 de Junho

Num momento de crucial importância para a cultura, para a arte e para a música em particular, Rodrigo Leão volta a assumir a dianteira com uma proposta diferenciadora para os tempos actuais: no próximo dia 15 de Agosto, no palco do auditório do Casino Estoril, Rodrigo Leão assinará o seu primeiro concerto pós-confinamento. Nesta apresentação a vários títulos especial, o músico e compositor vai debruçar-se sobre material de O Método, trabalho com que subiu ao número 1 das tabelas nacionais de vendas imediatamente antes da declaração do Estado de Emergência, e apresentar igualmente um novo EP, Avis 2020, registo que resulta da reflexão durante o período de confinamento e com que nos traz novas composições que aprofundam as ideias e a sonoridade desse seu mais recente álbum.

Será possível assistir ao concerto simultaneamente no Salão Preto & Prata do Casino Estoril perante uma plateia previsivelmente reduzida, com lotação ajustada para cumprir com as mais rigorosas normas de segurança, e também, no conforto das nossas salas em streaming na sala virtual LIVEONTHE NET com uma lotação limitada a 2000 bilhetes.

A produção do concerto será extremamente cuidada tal como é habitual nos concertos do artista sendo que a transmissão online será assegurada com realização multi-câmaras e mistura de som multi-pistas em tempo real, para que todos os seus fãs possam desfrutar da sua música nas melhores condições possíveis. Esta será uma experiência única ancorada num momento que artista e fãs partilharão de forma ainda mais intensa e íntima.

Os bilhetes para o Casino do Estoril podem ser comprados nos locais habituais e para a sala virtual em www.liveonthenet.com.

A gravação do espectáculo não será disponibilizada posteriormente em diferido, garantindo-se desta forma que, tal como nos concertos realizados ao vivo e em directo em recintos de espectáculos tradicionais, esta será uma experiência única e irrepetível.

O Artista e a Uguru, promotora do evento, vão disponibilizar 500 convites online, que poderão  ser requisitados a fatimamineiro@uguru.net, para serem distribuídos a músicos, técnicos e demais agentes desta indústria que foi fortemente penalizada pelos efeitos da pandemia. Desta forma, o artista reforça a sua solidariedade para com toda uma classe que se vê agora obrigada a repensar o futuro e a procurar novas ideias para garantir a continuidade das suas respectivas actividades.

Habituado a procurar soluções inovadoras para apresentar e divulgar a sua arte, Rodrigo Leão assume uma vez mais a sua condição pioneira e mostra-nos um método possível para garantir o futuro que todos desejamos seja o melhor possível.

 

Teresa salgueiro : Misty Fest

O novo espectáculo da Teresa Salgueiro é simultaneamente uma celebração dos seus 12 anos de carreira a solo e um apelo a uma tomada de consciência para os exigentes desafios de humanização do mundo actual.

O tema que dá nome à digressão mundial tem como base o poema “Alegria” de José Saramago (in “Provavelmente Alegria”, 1970), musicado por Teresa Salgueiro e que foi estreado ao vivo no México. A ideia era surpreender a jornalista Pilar Del Río, que esteve presente no concerto, e com quem a Teresa mantém uma estreita amizade.

Para a cantora, o tema reflete e reafirma o direito à Alegria como fruição total da vida, que todos temos o dever de proporcionar ao próximo e de implementar no mundo. Numa altura em que, tendo conhecimento da realidade global social, se reconhecem tantas injustiças e quebras de liberdade, a Teresa considerou importante declarar a Alegria em conjunto, como um manifesto.

Na era da digitalização, que tudo converte e reduz a números e algoritmos, o símbolo cardinal está associado à voracidade com que a realidade se transforma e reparte; por isto o afilia à palavra – numa tentativa de readequar o seu uso, tão costumadamente fugaz, associando-o à relevância de celebrar a urgência de edificação de uma sociedade humana que se quer verdadeiramente justa e respeitadora do cumprimento dos deveres, direitos e liberdades dos indivíduos, inseridos no ecossistema de que dependem e que integram.

O concerto irá refletir os últimos 12 anos do seu percurso na música que, desde a saída dos Madredeus em 2007, correspondem precisamente ao período que marca a sua independência enquanto intérprete e produtora e, desde 2012, à sua afirmação enquanto autora da música e palavras que canta, reunidas nos álbuns “O Mistério” e “O Horizonte”.

Para além dos novos arranjos para os temas originais, escolheu de discos que gravou anteriormente canções que reflectem a sua admiração pela música popular de diversas épocas e a pluralidade cultural de várias latitudes que tem tido a felicidade de visitar nos seus 32 anos de carreira. São músicas que representam o seu pensamento e visão do mundo e do ser humano como agente de mudança. São temas que ilustram a sua capacidade interpretativa única, a versatilidade do seu instrumento vocal, bem como dos músicos que elegeu para a acompanhar:

 

José Peixoto    Guitarra

Fábio Palma    Acordeão

Óscar Torres   Contrabaixo

Rui Lobato      Bateria, percussão e guitarra

Maria Mendes : Misty Fest

O jazz e o fado partilham, antes de mais, a noite, alguns estados de alma e uma certa solenidade. Maria Mendes entende isso. A cantora portuense prepara-se para lançar um novo álbum, que será o seu terceiro, em que conta com o produtor e pianista americano John Beasley e com os préstimos da maior orquestra sinfónica de jazz do mundo, detentora de 3 Grammys, a Metropole Orkest.

Partindo de um reportório especial escolhido sobretudo entre alguns clássicos maiores de Amália Rodrigues (“Tudo Isto é Fado”, “Foi Deus”, “Asas Fechadas” ou “Barco Negro”), mas também de Carlos Paredes (“Movimento Perpétuo”, “Verdes Anos”) e ainda Mariza (“Há Uma Música do Povo”) ou Mafalda Arnauth (“E Se Não For Fado”), Maria Mendes junta ao alinhamento um par de originais da sua lavra e uma canção que lhe foi oferecida por Hermeto Pascoal, verdadeiro gigante da música brasileira que um dia Miles Davis descreveu como “o músico mais impressionante do mundo”.

Será este o ponto principal da viagem que Maria Mendes assinará no Misty Fest, acompanhada de um trio que lidera com alma, estilo e saber, tal como fez no seu álbum. Maria Mendes não tem apenas visão, tem igualmente os mais calorosos elogios de grandes nomes da música, como Quincy Jones que no Festival de Jazz de Montreux exclamou: ““Vejo um futuro brilhante e promissor para esta jovem cantora”. A crítica europeia está de acordo e tem apontado Maria Mendes como uma das mais sólidas promessas musicais do nosso continente.

A cantora trará ao Misty uma ampla experiência recolhida nalguns dos mais prestigiados palcos do mundo, como o Blue Note Club de Nova Iorque ou o North Sea Jazz Festival, e promete aprofundar as ligações entre as duas culturas que a definem neste momento, a do jazz e a do fado.

Formação:

Maria Mendes – Voz

Karel Boehlee – piano

Jasper Somsen – Contrabaixo

Jas Van Hulten – Bateria

Nitin Sawney : Misty Fest

Nitin Sawhney que regressará a Portugal, mais de 10 anos depois da sua última apresentação, para revisitar um dos maiores clássicos da modernidade britânica, Beyond Skin, obra prima de que em 2019 se assinala o vigésimo aniversário. Aplaudido como um dos mais notáveis compositores britânicos, condecorado pela coroa e distinguido com regularidade pela crítica, Sawhney tem composto muito para o ecrã – é dele, por exemplo, a banda sonora de Mowgli, produção recente com marca Netflix. Neste concerto revisitará um dos mais amados encontros entre a música indiana e a eletrónica, um álbum que marcou uma época e que se prendeu ao futuro, continuando a ser referência até aos dias de hoje.

Kyle Eastwood : Misty Fest

A música para cinema tem um poder especial: associada a grandes imagens, a históricos desempenhos e a histórias eternas, a música das grandes bandas sonoras tem o poder de convocar profundas emoções que mexem com o nosso âmago. Kyle Eastwood sabe isso melhor do que ninguém: filho do grande ator e realizador Clint Eastwood, Kyle cresceu rodeado de cinema e de música. O seu pai é ele mesmo um grande amante de jazz (e um competente pianista) e por isso não é de espantar que Kyle tenha decidido combinar essas duas grandes artes – a música e o cinema – na sua mais recente criação, o álbum Cinematic, em que arranja para um combo de jazz música de compositores cujas obras brilharam no grande ecrã – de Michel Legrand a Henry Mancini, de Ennio Morricone e Lalo Schifrin a John Williams, entre outros, incluindo uma peça que ele mesmo escreveu para um filme do pai.

 

No concerto que vem apresentar a Portugal, Kyle Eastwood, que é um contrabaixista reputado com uma carreira discográfica assinalável de mais de duas décadas, apresentará música de filmes como Gran Torino, que o seu pai dirigiu, mas também de clássicos como Bullit, Expresso da Meia Noite, Taxi Driver, Pantera Cor de Rosa, La La Land ou Skyfall, percorrendo assim icónicas histórias que o cinema consagrou, evocando heróis, grandes atores e obras que estão na nossa memória coletiva.

Lina_Raül Refree : Misty Fest

LINA_ RAÜL REFREE

 

Dois músicos extraordinários desenvolvem  uma empatia musical intensa  e extremamente emocionante, comprovada no disco a editar mundialmente em Janeiro pela premiada editora alemã-Glitterbeat Records, na tour internacional que se iniciou em Julho no Festival La Mar de Músicas de Cartagena, e que os tem levado um pouco por toda a Europa, e no espetáculo que irão apresentar no Misty Fest!

 

LINA, artista multidisciplinar, cantora e estudante atenta da obra de Amália, selecionou algum do seu reportório mais emblemático que interpreta de uma forma assombrosa.

 

RAÜL REFREE –músico catalão e um dos produtores mais inovadores da atualidade que deu uma nova perspetiva ao Flamenco produzindo artistas como Sílvia Perez Cruz ou Rosália, assina aqui todos os arranjos e produção deste projeto.

Neste espetáculo vamos poder mais uma vez comprovar a sua visão particular ouvindo o som de “Catedral” que criou para este projeto onde a voz de Lina envolta de névoa analógica soa à Capela, arrepiante, verdadeira e profundamente emocionante.

 

Um espetáculo que conta com encenação de António Pires!

 

Música não é geografia, mas emoção!

 

Formação:

Lina- Voz e sintetizadores

Raül Refree – Piano acústico e sintetizadores

 

Encenação -António Pires

 

Iluminação -Tela Negra-Miguel Ramos

Som: Arnau Ledesma

Tour Management -André Mendes

 

Um projeto da UGURU

Rui Massena

Piano SOLO
“Preciso de voltar a ouvir as minhas canções ao Piano. Já lá vão 3 álbuns e cinco anos
desde que comecei este novo caminho. Em Novembro de 2014 fiz os meus primeiros
concertos a solo na Casa da Música e no CCB, ainda sem disco gravado. Quero agora
ouvir como o silêncio mudou, como se alterou a visão da minha própria música, como
a minha alma mudou. Quanto tempo tem agora cada música, cada gesto, cada reação,
cada aplauso. Senti-lo. Percebê-lo e deixar-me ir. “

Rodrigo Leão : O Método

“Talvez este seja o meu concerto mais intimista e mais atmosférico,” diz Rodrigo Leão a propósito do espectáculo com que vai apresentar o seu novo álbum O Método. “Um concerto que convida o público ao silêncio, à tranquilidade.”

O músico português define a digressão que vai acompanhar o lançamento, a 21 de Fevereiro, do seu novo álbum O Método como “uma produção onde as influências clássicas e electrónicas estão mais presentes e são mais exploradas. E onde, pela primeira vez, toco mais piano acústico.”

Em palco estará um pequeno grupo de músicos. A Rodrigo Leão (piano e sintetizador), juntam-se quatro cúmplices de palco de longa data: Ângela Silva (voz, sintetizador e metalofone), Viviena Tupikova (violino e voz), Carlos Tony Gomes (violoncelo) e João Eleutério (guitarra, baixo, sintetizador, percussão e harmónio indiano).

Rodrigo explica que “pela primeira vez, a Ângela Silva usará a voz de uma forma menos convencional”. Este uso da voz nasce da opção do músico de usar, em vários temas de O Método, palavras cantadas numa língua inventada, não existente.

Para completar o leque de músicos, a produção convidará em cada cidade da digressão um coro juvenil local para subir a palco, interpretando as partes corais gravadas em disco pelo Coro da Associação Musical dos Amigos das Crianças.

O concerto O Método contará com imagens de Gonçalo Santos, desenhos de Rodrigo Leão, e iluminação de Miguel Ramos e Nuno Salsinha.

A estética musical dos novos temas gravados em O Método trará novidades para o material mais antigo que fará parte do alinhamento, cuja escolha e adaptação será feita de acordo com o ambiente geral dos concertos. “Haverá uma sensação de maior unidade e coesão ao longo de todo o concerto, apesar de tocarmos temas que foram compostos há mais de 25 anos”, valorizados pelos arranjos “que fomos construindo ao longo deste último ano com a ajuda dos produtores Federico Albanese, João Eleutério e Pedro Oliveira”.

Avishai Cohen : 50:50:50

50:50:50

No ano em que completa 5 décadas de vida, o contrabaixista, vocalista e compositor israelita Avishai Cohen embarca num projeto muito especial a que chamou 50:50:50 — 50 concertos em 50 países à volta do mundo. O músico que é hoje visto como um verdadeiro embaixador do seu país é também um humanista convicto que acredita que a música pode transformar mentes, unir corações e ultrapassar qualquer barreira ou fronteira. É esse também o simbólico significado desta viagem por 50 nações do mundo, como se a sua música fosse um esperanto capaz de ser entendido em qualquer lugar.

O músico estudou e formou-se em Nova Iorque, uma das mais musicais cidades do mundo, tornou-se braço direito de Chick Corea, com quem percorreu o planeta e, dos anos 90 em diante, embarcou numa celebrada carreira a solo que já lhe valeu os mais prestigiados prémios e rasgados elogios na imprensa de referência mundial, incluindo o New York Times ou o Guardian. Agora, em modo de celebração de um marco na visa de qualquer pessoa, Cohen pretende usar a visibilidade que conquistou a pulso para ajudar novos músicos, como ele sente que foi ajudado por gigantes como Corea tendo para tal criado o Avishai Cohen Music Award que já este ano distinguiu um duo, Shadow And Light, de Nova Deli, na Índia, prova de uma generosidade que também atravessa a sua música.

Capaz de partir do jazz e de se acercar da pop, de explorar nuances árabes ou israelitas e de ir até à música clássica, Avishai é um portentoso criador que quer convidar-nos a celebrarmos o mais positivo espírito unificador da música nesta digressão especial que vai também passar pelo nosso país. 50:50:50. A não perder.Um concerto inserido no Misty Fest 2020.