Rodrigo Leão : O Método

“Talvez este seja o meu concerto mais intimista e mais atmosférico,” diz Rodrigo Leão a propósito do espectáculo com que vai apresentar o seu novo álbum O Método. “Um concerto que convida o público ao silêncio, à tranquilidade.”

O músico português define a digressão que vai acompanhar o lançamento, a 21 de Fevereiro, do seu novo álbum O Método como “uma produção onde as influências clássicas e electrónicas estão mais presentes e são mais exploradas. E onde, pela primeira vez, toco mais piano acústico.”

Em palco estará um pequeno grupo de músicos. A Rodrigo Leão (piano e sintetizador), juntam-se quatro cúmplices de palco de longa data: Ângela Silva (voz, sintetizador e metalofone), Viviena Tupikova (violino e voz), Carlos Tony Gomes (violoncelo) e João Eleutério (guitarra, baixo, sintetizador, percussão e harmónio indiano).

Rodrigo explica que “pela primeira vez, a Ângela Silva usará a voz de uma forma menos convencional”. Este uso da voz nasce da opção do músico de usar, em vários temas de O Método, palavras cantadas numa língua inventada, não existente.

Para completar o leque de músicos, a produção convidará em cada cidade da digressão um coro juvenil local para subir a palco, interpretando as partes corais gravadas em disco pelo Coro da Associação Musical dos Amigos das Crianças.

O concerto O Método contará com imagens de Gonçalo Santos, desenhos de Rodrigo Leão, e iluminação de Miguel Ramos e Nuno Salsinha.

A estética musical dos novos temas gravados em O Método trará novidades para o material mais antigo que fará parte do alinhamento, cuja escolha e adaptação será feita de acordo com o ambiente geral dos concertos. “Haverá uma sensação de maior unidade e coesão ao longo de todo o concerto, apesar de tocarmos temas que foram compostos há mais de 25 anos”, valorizados pelos arranjos “que fomos construindo ao longo deste último ano com a ajuda dos produtores Federico Albanese, João Eleutério e Pedro Oliveira”.

Avishai Cohen : 50:50:50

50:50:50

No ano em que completa 5 décadas de vida, o contrabaixista, vocalista e compositor israelita Avishai Cohen embarca num projeto muito especial a que chamou 50:50:50 — 50 concertos em 50 países à volta do mundo. O músico que é hoje visto como um verdadeiro embaixador do seu país é também um humanista convicto que acredita que a música pode transformar mentes, unir corações e ultrapassar qualquer barreira ou fronteira. É esse também o simbólico significado desta viagem por 50 nações do mundo, como se a sua música fosse um esperanto capaz de ser entendido em qualquer lugar.

O músico estudou e formou-se em Nova Iorque, uma das mais musicais cidades do mundo, tornou-se braço direito de Chick Corea, com quem percorreu o planeta e, dos anos 90 em diante, embarcou numa celebrada carreira a solo que já lhe valeu os mais prestigiados prémios e rasgados elogios na imprensa de referência mundial, incluindo o New York Times ou o Guardian. Agora, em modo de celebração de um marco na visa de qualquer pessoa, Cohen pretende usar a visibilidade que conquistou a pulso para ajudar novos músicos, como ele sente que foi ajudado por gigantes como Corea tendo para tal criado o Avishai Cohen Music Award que já este ano distinguiu um duo, Shadow And Light, de Nova Deli, na Índia, prova de uma generosidade que também atravessa a sua música.

Capaz de partir do jazz e de se acercar da pop, de explorar nuances árabes ou israelitas e de ir até à música clássica, Avishai é um portentoso criador que quer convidar-nos a celebrarmos o mais positivo espírito unificador da música nesta digressão especial que vai também passar pelo nosso país. 50:50:50. A não perder.Um concerto inserido no Misty Fest 2020.

Pablo Milanés : esencia

O maestro da “trova nova”, Pablo Milanés, um dos maiores tesouros da canção de autor em espanhol, vem a Portugal para apresentar Esencia, o seu mais recente espetáculo. Acompanhado por Ivonne Téllez ao piano e Caridad R. Varona no violoncelo, o artista cubano propõe um recital que viajará pela sua ampla carreira que se estende já por seis décadas.

Milanés foi um dos renovadores da canção cubana e navegou por muitas águas, revelando sempre ser um artista irrequieto, tão atento á tradição como aberto à experimentação e graças a essa altamente criativa postura conquistou o aplauso da crítica e do público internacionais: gravou nueva canción e boleros, jazz e rumbas, son e tanto mais, legando à história importantes obras como “El Breve Espacio“, “Para Vivir“, “Yolanda“, “Ya Ves” e tantas outras, sinónimos de refinamento de uma arte que levou com enorme sucesso a todos os continentes.

O seu concerto passará por esses marcos de carreira, mas também por preciosidades menos conhecidas, verdadeiras pérolas de uma imensa discografia que se espraia por dezenas de álbuns, o mais recente dos quais, Amor, lançado em conjunto com a sua filha, Haydée Milanés, em 2017.

Homenageado com Grammy Latino em 2005 e um Grammy de Excelência Musical em 2015, este trovador nunca deixou de procurar desafiar-se: gravou um álbum de standards de jazz em inglês e tem vindo a preparar uma revisitação de alguns marcos da sua carreira em tons salsa com alguns músicos expoentes do género, prova do carácter universal da sua arte. Matéria mais do que suficiente para uma noite absolutamente imperdível.

Federico Mecozzi : Awakening

Federico Mecozzi é um segredo que o mundo está prestes a desvendar. Um segredo que já muitos conhecem, mesmo sem saberem: violinista prodigioso, Mecozzi tem secundado Ludovico Einaudi, tanto em várias das suas premiadas gravações como em muitas das suas mais importantes digressões tendo ao seu lado pisado alguns dos mais prestigiados palcos mundiais. E não é só Ludovico Einaudi que lhe reconhece as suas extraordinárias capacidades musicais: nomes como Pacifico, Angelo Branduardi, Blonde Redhead, Remo Anzovino, Filippo Graziani, Andrea Mingardi ou I Ministri têm recorrido aos particulares talentos de Federico Mecozzi que além de violinista de primeira linha é compositor, arranjador e produtor com méritos comprovados.

Essa bagagem, que começou a ser coleccionada em Rimini quando, aos seis anos apenas, começou a tocar guitarra, foi afinada em conservatórios superiores e acalentada por mestres que lhe reconheceram as suas incríveis capacidades musicais. Agora, aos 28 anos, Federico possui um percurso que passa pela pop pop, pela clássica contemporânea, pela música minimal, mas também se alarga ao estudo das músicas celtas da Irlanda e Escócia. Toda essa ampla visão do mundo da música está exposta em Awakening, o trabalho que o apresenta a solo em que se revela ainda mais claramente como violinista, compositor e multi-instrumentista. este ano, Federico foi igualmente maestro no 69º Festival de San remo, mais uma das qualidades que o distinguem como um valor cetro para o futuro.

Bebel Gilberto

Bebel Gilberto tem regresso marcado para Portugal a 16 de maio próximo, data em que se apresentará ao vivo no teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. A cantora brasileira trará consigo um novo álbum que será editado internacionalmente um par de semanas antes com o primeiro single com revelação prometida para o próximo dia 17 de fevereiro. O novo registo conta com produção de Thomas Bartlett (St. Vincent, Sufjan Stevens ), composições da autoria da própria Bebel e é apontado como uma espantosa evolução do som de bossa nova eletrónica por que esta artista tem sido reverenciada e aplaudida em todo o mundo.

E se há um nome que rima hoje de forma perfeita com bossa nova esse é, sem dúvida, o de Bebel Gilberto. Com uma carreira que se espraia por mais de três décadas, Bebel registou o seu trabalho de estreia em 1986. No final dos anos 90, a explosão eletrónica associada ao conceito modernista de “lounge” abriu-lhe um espaço novo que veio preencher com o hoje clássico “Tanto Tempo”, lançado em 2000. Desde então, Bebel tem colecionado aplausos por todo o mundo, do Japão à Europa e Estados Unidos, foi distinguida com várias nomeações para os prestigiados Grammy, participou na famosa série Red Hot + Rio e colaborou com importantes artistas além de ter gravado para históricas etiquetas de jazz como a Verve. O novo registo promete elevar ainda mais a fasquia de qualidade que sempre representou com a sua música.

Wim Mertens : INESCAPABLE

Wim Mertens Ensemble:
Wim Mertens: piano, voz
Tatiana Samoui: violino
Liesbeth Baelus: violino
Liesbeth De Lombaert: viola de arco
Lode Vercampt: violoncelo
Ruben Appermont: contrabaixo

Wim Mertens prepara-se para embarcar numa tournée mundial em 2020 com que assinalará os seus 40 anos de carreira. Inicialmente um musicólogo e produtor de rádio, Mertens estreou-se em 1980 com For Amusement Only, um trabalho eletrónico que usava exclusivamente sons de máquinas de flippers. Seguiram-se obras que depressa entrariam no seu role de celebrados clássicos, como Struggle for Pleasure (1983) e Maximizing the Audience (1984). Nas décadas seguintes, Wim Mertens refinou a sua linguagem, compôs para diversos instrumentos e ensembles e firmou o seu nome no panorama internacional com recitais regulares nas melhores salas do planeta, a solo, em pequenas formações e até com orquestras.

Para assinalar devidamente tão importante marca de carreira, Wim Mertens lançará em  novembro o CD quádruplo Inescapable, que reunirá 61 composições, entre marcos do seu percurso de 40 anos, gravações ao vivo de alguns dos seus mais aplaudidos clássicos e peças inéditas. Esse será o mote para a digressão mundial, um espetáculo especial em que pretende presentear os seus fãs com interpretações dos momentos mais apreciados da sua longa discografia. Portugal, claro, é um dos países que acolheu o compositor belga desde praticamente o início da sua carreira e o nosso público um dos que melhor o tem sabido acarinhar ao longo dos anos. O reencontro será, por isso mesmo, motivo de celebração. Inescapável.

 

 

LLoyd Cole: From Rattlesnakes…

Lloyd Cole está de regresso a um país que tem sabido aplaudir a sua música desde sempre. Os clássicos que o compositor inglês assinou no início da carreira com os Commotions foram omnipresentes nas playlists das nossas rádios nos anos 80 e desde que se lançou a solo com um álbum homónimo em 1990, Cole nunca mais se manteve demasiado tempo afastado do nosso país, tendo por aqui estabelecido uma sólida reputação de palco.

Agora, além dos clássicos coleccionados nos últimos 35 anos de uma prolífica carreira que nos deu um dos melhores cancioneiros da pop — de “Lost Weekend” a “Brand New Friend” ou “No Blue Skies” — Lloyd Cole traz-nos um novo conjunto de canções que se reunem no seu 12o álbum a solo, Guesswork, que está prestes a ser editado. Neste álbum, com um carácter pop e de recorte electrónico que o aproxima de alguns dos terrenos percorridos, por exemplo, pelos Pet Shop Boys, Lloyd Cole reencontra velhos companheiros como Blair Cohen, dos Commotions, ou Fred Maher, baterista de elite que tocou, por exemplo, com Lou Reed.

Será, por todas as razões, um concerto especial, com as canções de sempre De um verdadeiro mestre das palavras e as de agora, aquelas em que reflete sobre o ponto da vida a que o tempo o trouxe. Diz ele: “Começo a pensar que a velhice pode ser bem mais divertida que a meia-idade porque, na verdade, que temos nós a perder?”

The simon & Garfunkel Story

Paul Simon interpretado por Sam O’Hanlon
Art Garfunkel interpretado por  Charles Blyth

O cancioneiro da mítica dupla Simon & Garfunkel é um dos mais celebrados do mundo. Quando assinaram o mítico Concert In Central Park em Nova Iorque em 1981, Paul Simon e Art Garfunkel arrebataram não apenas o meio milhão de pessoas que os aplaudiu nessa noite, mas toda uma geração que entoou a uma voz temas eternos como “Mrs Robinson”, “Cecília” ou “The Boxer.

The Simon & Garfunkel Story já foi visto por mais de 250 mil pessoas, o que o torna no musical itinerante mais visto no mundo. Inclui as vozes de exceção de Sam O’Hanlon, no papel de Paul Simon e Charles Blyth, que encarna Art Garfunkel, uma banda de músicos de elevadíssima qualidade e novas tecnologias de projecção de vídeo de alta definição tornam esta uma experiência única, perfeita para públicos de todas idades que continuam a querer aplaudir as grandes canções que unem gerações.

Rui Massena

RUI MASSENA
Piano SOLO
“Preciso de voltar a ouvir as minhas canções ao Piano. Já lá vão 3 álbuns e cinco anos
desde que comecei este novo caminho. Em Novembro de 2014 fiz os meus primeiros
concertos a solo na Casa da Música e no CCB, ainda sem disco gravado. Quero agora
ouvir como o silêncio mudou, como se alterou a visão da minha própria música, como
a minha alma mudou. Quanto tempo tem agora cada música, cada gesto, cada reação,
cada aplauso. Senti-lo. Percebê-lo e deixar-me ir. “

Harlem Gospel Choir

O Harlem Gospel Choir regressa a Portugal para nos oferecer um Natal diferente, igualmente espiritual, festivo e capaz de unir toda a família em torno de algumas das mais celebradas canções do mundo.

O Harlem Gospel Choir, talvez o mais famoso grupo de gospel do mundo neste momento, já trouxe a Portugal espetáculos de homenagem a gigantes da música como Michael Jackson, Stevie Wonder ou Whitney Houston, Adele ou Beyoncé, compositores e interpretes de méritos mais do que reconhecidos que nas experientes vozes deste grupo se tornam também autores de hinos universais capazes de capturar o espírito de uma época muito especial.

Este ano, o grupo homenageia um dos mais geniais artistas dos nossos tempos – Prince! Não irão faltar os temas mais conhecidos deste músico de Minneapolis, com arranjos muito especiais como só o Harlem Gospel Choir sabe fazer.

Este grupo, que já cantou ao lado de ou para gente tão importante como Nelson Mandela, o papa João Paulo II, Paul McCartney, Diana Ross, U2 ou Gorillaz, entre tantos outros, tem quase três décadas de história, percurso relevante que lhes permitiu colecionar muitos sucessos que agora se traduzem num envolvente espetáculo, capaz de elevar os espíritos e de inundar de paz qualquer plateia.

O convite é para uma celebração muito especial e dirige-se a toda a família. A banda sonora, essa será de luxo e entregue com o inimitável estilo do Harlem Gospel Choir.