Procol Harum

Os lendários Procol Harum, autores do eterno A Whiter Shade of Pale, regressam a Portugal mais de 25 anos depois da sua última passagem pelo nosso país. O grupo liderado desde 1967 pelo vocalista e pianista Gary Brooker, assinalou 50 anos de existência com a edição de Novum, em 2017, trabalho que os impeliu a regressarem á estrada para uma digressão em que têm tocado os principais marcos da sua celebrada carreira.

Com Gary Brooker, pisam o palco músicos de excepção como Matt Pegg (baixista), Geoff Whitehorn (guitarrista), Josh Phillips (organista) e Geoff Dunn (baterista), garante de qualidade na recriação de clássicos como “A Whiter Shade of Pale”, “Homburg”, “Pandora’s Box” ou “Grand Hotel”, temas com que a banda conheceu os lugares cimeiros dos TOPs de vendas durante a década de 70. Com o tema que lhes garantiu a eternidade, “A Whiter Shade of Pale”, Gary Brooker e companhia conseguiram a rara proeza de vender mais de 10 milhões de cópias de um single que está inscrito na história do rock e que é, ainda hoje, um hino para várias gerações, uma canção que nos transporta instantaneamente para a década de 60 e para o seu espírito libertário.

 

Homenageados com a entrada no Rock and Roll Hall of Fame no passado ano, os Procol Harum continuam a viajar pelo mundo com a sua sofisticada música, uma mescla muito própria de rock e pop barroco, soul e algum jazz, psicadelismo e toques de erudição, uma mistura que lhes garantiu a eternidade e que continua a recolher aplausos efusivos por todo o globo.

Wim Mertens: That Which is not

Wim Mertens é uma das principais “vozes” do piano contemporâneo, um compositor que sempre soube explorar a melodia e o silêncio e oferecer-nos visões singulares do universo a partir da sua música, espalhada por um longa e muito aplaudida discografia que é considerada referência no universo clássico do presente. That Which is Not — título do seu mais recente trabalho que se pode traduzir, algo livremente – como “Aquilo Que Não É” — oferece também uma chave para a sua obra. O “no” e o “not” têm sido constantes nos seus títulos — atente-se, por exemplo, a  Casting no Shadow, Essence of the (k)not, No plans,no projectsNo testament, Not at home, Not me, The paths not taken — e devem ser entendidos não como alguma expressão de negatividade, mas como a abertura de possibilidades, de novas perspectivas. Por vezes é mais fácil nomear o que não se vê, o que não se sente ou não se alcança do que o contrário…

São essas as nuances do nosso pensamento e existência, da nossa visão e experiência do mundo que Wim Mertens se propõe explorar na sua nova obra que agora vai ser apresentada no nosso país num imperdível concerto. Oportunidade rara para ouvir um dos maiores expoentes mundiais do piano contemporâneo, um mestre que há 35 anos nos diz, com as suas melodias e harmonias, mas também com os seus silêncios, aquilo que o mundo é ou não é, o que pode ver e o que simplesmente é possível de se imaginar.

LCC: O PORQUÊ DA COISA

LUSITÂNIA COMEDY CLUB APRESENTA: O PORQUÊ DA COISA

“Uma reflexão perfeitamente inútil sobre a magnífica História de Portugal”

Ah, Portugal!…

Nação valente e imortal! Ou algo do género.

Nação, também, com sérios problemas de auto-estima. Genericamente, estimamo-nos muito pouco. Não toleramos que digam mal de nós, mas dizer mal de nós é um dos nossos desportos favoritos. “Aquele bandalho daquele cientista português foi lá para fora descobrir a cura para o cancro? Sacana! Quem é que ele julga que é, todo armado em bom? Porque é que não a descobriu cá? Traidor!”

Consideramos que o nosso país é ruim, até alguém de fora dizer alguma coisa ruim do país – altura em que o país passa a ser o maior.

Somos um país repleto de “sôtores”, e ai daquele que não trata um “sôtor” por “sôtor”. E não é preciso o “sôtor” ser “sôtor” – qualquer banco mete as letras “DR.” no nosso cartão Multibanco, não precisando de ver o nosso diploma. Basta pedir-lhes o favor com jeitinho.

Temos um complexo de inferioridade tramado. Somos um país pequeno que alguns países grandes acham que faz parte de Espanha. E somos um país pequeno que, ainda por cima, já foi grande. Ou fez coisas grandes. Como os Descobrimentos. Ou o recorde da Maior Feijoada na Ponte 25 de Abril. Isso dá cabo da cabeça de qualquer um. É como a pequenita do filme ET – em garota foi uma estrela, logo a seguir deixou de ser e depois entrou em depressão e nas drogas.

Portugal é a pequenita do ET. Vivemos em depressão e metemo-nos nas drogas. Espetamos com futebol nas veias e snifamos “reality shows” pelas narinas acima. E continuamos a rir-nos pouco, cada vez mais ofendidos com, basicamente, tudo. Porque a boa educação diz que a galhofa e a comédia é coisa de malcriadões.

Pois bem, nós somos malcriadões. Mais: descobrimos que a salvação é capaz de estar na má criação. Porque se não partimos alguma louça, partimo-nos por dentro. Ou seja – se não nos rimos disto tudo, o mais certo é acabarmos na primeira página do Correio da Manhã, ou porque matámos alguém ou porque alguém nos matou a nós. E não sei o que é que vocês acham disso, mas para nós, matar e morrer é uma coisa que nos chateia à brava. Sobretudo morrer. Não nos convinha nada, até porque dizem que reduz significativamente a possibilidade de ser contratado para qualquer coisa.
Lusitânia Comedy Club é um colectivo e um espírito. É também uma organização que, claramente, tem sérias lacunas ao nível da boa escrita de “press releases”. Temos uma peça chamada O Porquê da Coisa, escrita por Nuno Markl (O Homem Que Mordeu o Cão), Francisco Martiniano Palma (5 Para a Meia-Noite) e Frederico Pombares (O Último a Sair), com canções originais de JJ Galvão e interpretada por Mafalda Santos, Ana Freitas, Hugo Simões, Luis Sousa, Luis Oliveira e Frederico Amaral. Pessoas que já viram a peça dizem que o sex-appeal delas aumentou e que o seu colesterol baixou, embora ainda se esteja a estudar se foi a peça que provocou isso, ou apenas a decisão de comer menos pão e gorduras.

Lusitânia Comedy Club: O Porquê da Coisa. Já que gostamos de rebentar com a nossa auto-estima, façamo-lo a rir.

 

Link de vendas. https://ticketline.sapo.pt/evento/lusitania-comedy-club-o-porque-da-coisa-39298

Bebel Gilberto

Se há um nome que rima hoje de forma perfeita com bossa nova esse é, sem dúvida, o de Bebel Gilberto. A cantora leva já mais de 30 anos de carreira, tendo assinado o seu primeiro registo homónimo em 1986. Mas no final dos anos 90, a explosão eletrónica associada ao conceito modernista de “lounge” abriu-lhe um espaço novo que veio preencher com o hoje clássico “Tanto Tempo”, lançado em 2000. Desde então, Bebel tem colecionado aplausos por todo o mundo, do Japão à Europa e Estados Unidos, foi distinguida com várias nomeações para os prestigiados Grammy, participou na famosa série Red Hot + Rio e colaborou com importantes artistas além de ter gravado para históricas etiquetas de jazz como a Verve.

Agora, Bebel Gilberto regressa a Portugal para um espetáculo intimista. Acompanhada pelo guitarrista Guilherme Monteiro, Bebel promete não apenas revisitar os mais altos momentos da sua brilhante carreira, mas também antecipar algumas das pérolas que tem reservadas para o seu próximo álbum. Voz e violão, a base eterna da bossa nova por uma das suas maiores embaixadoras no mundo. Imperdível, pois claro.

Rodrigo leão : O aniversário

Rodrigo Leão está a comemorar os 25 anos de uma bem-sucedida carreira a solo e têm sido vários os eventos a assinalar a efeméride: dois novos discos editados, a reedição de toda a discografia a solo, uma exposição e vários espetáculos ao longo de 2018.  

O espetáculo O Aniversário celebra a da carreira do compositor através de uma viagem pelos seus temas mais icónicos, incluindo algumas canções de Madredeus e Sétima Legião.

A apresentação em palco faz-se com uma banda mais alargada e a presença de três vocalistas que habitualmente têm colaborado com o compositor.

Venha celebrar connosco!

Orquestra jazz do porto : convida Jesús Santandreu

ORQUESTRA JAZZ DO PORTO CONVIDA JESÚS SANTANDREU

Depois de um muito aplaudido espetáculo em que transformou a obra de Vitorino Salomé, com a participação especial do próprio cantor, a Orquestra de Jazz do Porto prepara-se agora para receber o maestro, arranjador e saxofonista espanhol Jesús Santandreu. O músico, residente em Valencia, estudou em prestigiadas instituições americanas como a Berklee College of Music e estabeleceu sólida carreira docente a partir da Middle Tennessee State University. Atualmente dá aulas no Conservatório de Valencia, instituição na qual dirige uma orquestra, e ensina improviso jazz na Sedajazz. Recetáculo de múltiplos prémios e distinções, tem uma vasta e aplaudida carreira que se estende da música de Câmara às big bands, das orquestras sinfónicas aos coletivos de sopros. O músico, diretor e orquestrador virá à Casa da Música, no Porto, dirigir e tocar com a Orquestra Jazz do Porto, em mais um capítulo de um percurso igualmente brilhante. Apoiado em reportório próprio, parte dele composto especialmente para esta ocasião, este será um concerto especial, pensado à medida dos talentos individuais e coletivos da Orquestra de Jazz do Porto.

 

A Orquestra  Jazz do Porto é um coletivo com dezena e meia de jovens músicos, estabelecido em 2017 com base de trabalho na Casa das Artes. Com trabalho sério e estudo atento das grandes orquestras de jazz dos anos 30 e 40 do século passado, a Orquestra Jazz do Porto conquistou o público da Invicta logo na sua estreia na Casa da Música. os seus concertos são sempre momentos de grande intensidade, festivos e imaginativos, apoiados numa vibração jovem, mas rigorosa e conhecedora da história. Este é mais um capítulo de uma história singular no panorama jazz nacional num inédito e certamente memorável encontro Ibérico.

BUIKA : WORLD TOUR

“Luminous…magnificent…superb!” – The New York times

“Though compared to Nina Simone, Billie Holiday and Edith Piaf, she sounds like no one but herself” -Los Angeles Times.

“ Buika belongs to a lineage of artists that is found very rarely. She only knows how to sing ‘ with her heart ripped apart” – Pedro Almodovar.

“ I love this artist! Pure Passion and the most gorgeous texture in her voice (…)” – Alicia Keys

Quando os elogios sem limites chegam das bocas de Pedro Almodovar e Alicia Keys ou se estampam nas páginas de referência do New York Times e do Los Angeles Times, não se pode ignorar a artista que referenciam. Mas Buika é assim: capaz de, muito justamente, arrebatar as mais díspares cabeças. A cantora espanhola das ilhas baleares, agraciada com um Grammy Latino e duas vezes nomeada para os Grammy, apontada como “a voz da liberdade” pela NPR, prepara-se para trazer o seu novo concerto ao Coliseu dos Recreios, paragem importante numa digressão em que estreará a sua nova banda formada apenas por mulheres.

A liberdade que a rádio pública norte-americana sublinhou espelha-se no seu abraçar do mundo através das línguas – canta em espanhol, francês, inglês, português ou até farsi e arménio -, mas também das sonoridades que explora nas suas canções e que vão do jazz ao reggae, da soul ao funk e de todos esses recantos ao “seu” flamenco. É por isso que Alicia Keys refere a paixão e a textura singular da sua voz, que o mais aplaudido cineasta espanhol sublinha que Buika não sabe cantar sem ser de coração rasgado e que os jornais mais importantes das duas costas americanas falam de luminosidade ou singularidade. Não há outra artista como Buika, de facto, e em 2019 o Coliseu vai ouvi-la como Portugal nunca a ouviu. Imperdível, obviamente.

Fernando Cunha : Misty Fest

A apresentação das suas novas canções e a revisitação de clássicos dos Delfins

O título do novo trabalho em nome próprio de Fernando Cunha reflete aquela que tem sido, afinal de contas, a maior constante da sua vida: a sua guitarra tem, de facto, tocado e muito nos últimos trinta anos, tendo marcado de forma indelével a moderna história da música portuguesa, primeiro com os Delfins, grupo de que foi membro fundador e com que se estreou em álbum em 1987, depois com os Resistência, histórico colectivo de que foi igualmente instigador de primeira hora.

Fernando Cunha não foi apenas um músico dos Delfins: como co-compositor de boa parte dos clássicos do grupo e produtor de parte significativa da sua discografia, Cunha foi efectivamente responsável importante, ainda que não único, por uma sonoridade que alcançou amplo sucesso no nosso país, gerando alguns dos maiores clássicos do nosso cancioneiro colectivo, temas que se mantêm vivos nas memórias das pessoas e nas playlists das rádios.

Fernando Cunha entende A Guitarra A Tocar como um trabalho de reflexão, de olhar para trás para a sua vida, mas também como uma oportunidade para cumprir sonhos – como sejam musicar poemas de Fernando Pessoa, poeta que tanto o inspirou e guiou, ou reunir músicos de que é admirador confesso. Porque é quando a guitarra toca que Fernando Cunha melhor nos diz o que lhe vai na alma e no pensamento. 30 anos depois do arranque dos Delfins, 20 anos depois da sua estreia a solo, é com A Guitarra A Tocar que Fernando Cunha prepara o seu futuro.

NOA

Conhecida fora de Israel como Noa, Achinoam Nini é uma das mais celebradas artistas de um país cuja música é ainda largamente secreta no ocidente. Uma década após ter representado o seu país no Festival Eurovisão da Canção ao lado da cantora árabe Mira Awad, Noa goza hoje de um vasto reconhecimento internacional expresso não apenas nos aplausos da crítica à sua já considerável discografia – conta já uma dezena de álbuns de estúdio e mais um punhado de gravações ao vivo -, mas sobretudo às suas arrebatadoras apresentações de palco.

Love Medicine é o título do mais recente álbum de uma artista que acredita que a música pode ajudar a curar as maleitas do mundo. Talvez por isso, Noa já subiu a palcos para cantar para presidentes, até para o Papa, num evento em Cracóvia, na Polónia, visto por mais de dois milhões de pessoas. Para uma cantora que já fez scat ao lado de George Benson, que já dividiu atenções com Sting e Stevie Wonder parece mesmo não haver impossíveis. Neste seu ansiado regresso ao nosso país, Noa promete revisitar os mais altos momentos de uma carreira sem mácula que ainda promete muito futuro apesar de todas as incríveis conquistas já realizadas

RUI MASSENA BAND: III

Rui Massena acabou de editar “III”, novo trabalho que mereceu selo internacional da prestigiada Deutsche Grammophon, talvez a mais importante marca do universo da música erudita. Massena fala de “um grande avanço” quando explica a natureza do disco que agora vai lançar.

O trabalho de composição de Rui Massena e a fixação em disco que ocorreu entre Berlim e o Porto e que contou com Tobias Lehman e Mário Barreiros como grandes aliados será agora levado para o palco, com o compositor e pianista a voltar a contar com o apoio imprescindível da sua Band. “Desde os primeiros espectáculos com a Band que fui amadurecendo o material que depois gravámos no Porto. Agora está na hora de o acolher de novo no palco”, refere Rui Massena. “Este trabalho contém uma intenção sonora muito diferente pelo que o concerto irá reflectir isso mesmo, essa procura de novos caminhos para a minha música”.

Rui Massena pretende apresentar “III” na íntegra sem esquecer alguns dos mais importantes trabalhos dos seus dois primeiros álbuns e até, vai avisando, “um par de inéditos que podem sempre ser oportunos”. Com o seu piano, electrónica elegante e subtil, novas composições e a já muito rodada Band com que Rui Massena possui uma relação quase telepática, o concerto em torno do material de “III” promete ser o mais ambicioso da carreira do aplaudido compositor