CLASSIC WAVES : RUI MASSENA | PETER SANDBERG

Ciclo de concertos duplos, focados no universo musical que actualmente é internacionalmente designado como “Post Classical”, “Neo Classical”, “Modern Classical” ou mesmo “Indie Classical”. Neste género, os compositores contemporâneos usam o piano como elemento central, mas a música de influência clássica envolve-se com sonoridades que tocam a electrónica, a new age ou a música progressiva.

Rui Massena

 

Rui Massena é um nome incontornável no panorama cultural presente, dono de uma obra de seriedade inquestionável, facto que justifica que tenha visto uma das suas peças seleccionadas para a antologia Expo 1 da Deutsche Grammophon que incluiu trabalhos de outros importantes estetas da modernidade clássica como Hauschka, Philip Glass ou Ludovico Einaudi. A editora alemã é referência máxima no universo da música erudita e com Expo 1 procurou documentar um facto impossível de ignorar: numa era de transformações tecnológicas, de mudança de paradigmas de pensamento é perfeitamente natural que os próprios conceitos musicais se alterem, que evoluam, acomodando novos pensamentos e perspectivas.

Para a sua apresentação no âmbito do programa Classic Waves, Rui Massena propõe por isso um novo conceito, uma nova direcção que identifica como Post Classical. Partindo de Solo e Ensemble, os seus dois aplaudidos registos em nome próprio que o firmaram como compositor depois de um reputadíssimo percurso como maestro, Rui Massena repensa as próprias noções de erudição e classicismo num trabalho altamente pessoal e evoluído que reflecte toda a sua experiência acumulada mas, sobretudo até, uma corajosa abertura a possibilidades futuras, a novos caminhos, algo só possível num artista que não teme novos desafios e que está sempre em busca do amanhã que também se pode encontrar dentro de um piano.

 

Peter Sandberg

A carreira que Peter Sandberg projectou a partir da Suécia é hoje, pode dizer-se, global. As suas rigorosas composições contemporâneas partem da tradição clássica e colocam o seu piano no centro de uma paisagem musical poderosamente evocativa, talvez inspirada pela particular paisagem nórdica: funda, misteriosa, cativante e exótica para quem a partir do sul imagina um norte mágico e distante.

Criador de inúmeras peças para cinema e televisão, Peter Sandberg é um prolífico compositor, capaz de trabalhar a orquestra – e sobretudo as cordas – com ideias de uma beleza insuperável, o que ajuda a explicar que as suas obras já somem mais de 100 milhões de plays na plataforma Spotify. Em Portugal, num concerto integrado no ciclo Classic Waves, Sandberg apresentar-se-á ao piano, mostrando-nos algumas das suas mais delicadas peças, capazes de sustentar um imaginário narrativo, quase como se as suas composições nos fossem, através de notas e cadências, de silêncios e melodias, contando histórias que nos prendem.

 

CLASSIC WAVES : RODRIGO LEÃO | HAUSCHKA

Ciclo de concertos duplos, focados no universo musical que actualmente é internacionalmente designado como “Post Classical”, “Neo Classical”, “Modern Classical” ou mesmo “Indie Classical”. Neste género, os compositores contemporâneos usam o piano como elemento central, mas a música de influência clássica envolve-se com sonoridades que tocam a electrónica, a new age ou a música progressiva.

Rodrigo Leão: como nunca o ouvimos

Todos achamos que conhecemos Rodrigo Leão. Afinal, são vinte e cinco anos de carreira a solo, assinalados em 2018, para além do passado colectivo com os Sétima Legião e Madredeus. E no entanto se existe alguém que tem conseguido reinventar-se ao longo do tempo é ele. Já andou pela pop, minimalismo, electrónicas, música contemporânea, clássica, bandas-sonoras (Do filme O Mordomo à série documental Portugal – Um Retrato Social) ou colaborações (da Orquestra Gulbenkian a Scott Mathews) e, no fim de contas, nunca deixou de ser ele próprio.

Já correu mundo, mas apetece ter a sua música só para nós. Já gravou com orquestras e coros monumentais, mas também compôs para embalar as primeiras palavras de um dos filhos e dedicou um álbum à mãe. É discreto mas não se assusta em convocar grandes nomes para gravarem com ele (Beth Gibbons, Stuart Staples, Neil Hannon, Adriana Calcanhoto). E acima de tudo, apesar da diversidade e qualidade do seu percurso, continua a inquietar-se e, nesse movimento, desafiando também o público.

Este ano ele vai dar os últimos concertos da digressão conjunta com o cantor-compositor Scott Matthew, ao mesmo tempo que terá uma versão revista do espectáculo Os Portugueses, mas no Classic Waves apresentará um outro conceito de concerto. Trata-se de Instrumental – O Ensaio, com forte componente de projecções vídeo e focado integralmente em composições instrumentais, sendo assistido por um Ensemble de cinco músicos.

Como sempre nele, será um espectáculo com algo de familiar – ou não tivesse uma identidade e sonoridade reconhecível – e de particular, porque haverá novas composições em que tem trabalhado nos últimos tempos e que serão reveladas em versões integralmente instrumentais. Será um concerto em que teremos a oportunidade, em primeira mão, de ouvir uma série de novos temas, em versões irrepetíveis, que farão parte de um novo álbum de originais, que será lançado até ao final do corrente ano.

Vinte e cinco anos depois do lançamento do álbum Ave Mundi Luminar (1993), Rodrigo Leão celebra a sua carreira, ao mesmo tempo que mostra o que virá aí para os anos vindouros e o Tivoli, em Lisboa, vai ter oportunidade de o testemunhar em estreia.

 

Hauschka: o mestre do piano ilusionista

Parem por uns momentos. Detenham-se no silêncio. Agora imaginem alguém a tocar piano. Depois oiçam o alemão Volker Bertelmann, mais conhecido por Hauschka, e nunca mais conseguirão imaginar o som de um piano da mesma maneira.

Ao longo de oito álbuns distribuídos por uma dúzia de anos, o alemão tornou-se no mestre do piano preparado. Para gravar o seu último álbum, What If (2017), combinou velhas e novas tecnologias. O resultado é talvez o seu álbum mais rico e imersivo. Conhecido sobretudo pelos intimistas concertos a solo, é também um dos mais originais orquestradores contemporâneos, nunca de deixando aprisionar pelas fórmulas académicas. A sua música é hipnótica, circunferências de harmonias irresistíveis, que tanto funcionam quando se faz acompanhar de um colectivo de músicos, ou na presente versão, solitariamente. Nas suas mãos o piano parece uma máquina de fazer todas as músicas possíveis, clássica, de câmara, electrónica, minimal ou ambiental.

Como os outros músicos convocados para o ciclo Classic Waves é alguém que se move por entre vários territórios, sendo dos mais sérios representantes da tendência neoclássica ou pós-clássica, conseguindo tocar um público transgeracional, alguns mais próximos da música clássica e outros mais sensíveis às linguagens populares da pop, rock ou electrónica. A feitura de bandas-sonoras para cinema ou TV é outra das suas facetas, tendo composto para inúmeros filmes, com destaque para Lion – A Longa Estrada para Cada, trabalho que lhe valeu uma nomeação (na companhia de Dustin O’ Halloran dos A Winged Victory For The Sullen) para os Óscares do ano passado.

Nos seus espectáculos a música, a iluminação e a concepção lúdica do cenário contribuem para o mesmo efeito, fazendo viajar o ouvinte, enquanto ele se entrega ao piano, por vezes seguindo um guião pré-definido, outras vezes entregando-se ao deleite do improviso. Por vezes toca as notas do piano, outras as cordas do piano, extraindo daí uma sonoridade que consegue ser percussiva ou indefinível, fazendo o ouvinte duvidar do que ouve: guitarras? Cítaras? Não, apenas o piano.

Como se não bastasse é um excelente comunicador, mostrando que a experimentação e a inteligibilidade, a erudição e a capacidade de projectar universalidade, podem caminhar a par.

Nas noites Classic Waves não só é possível, como é desejável.

 

CLASSIC WAVES : PETER BRODERICK | FEDERICO ALBANESE

Ciclo de concertos duplos, focados no universo musical que actualmente é internacionalmente designado como “Post Classical”, “Neo Classical”, “Modern Classical” ou mesmo “Indie Classical”. Neste género, os compositores contemporâneos usam o piano como elemento central, mas a música de influência clássica envolve-se com sonoridades que tocam a electrónica, a new age ou a música progressiva.

Peter Broderick: juntos outra vez com o seu piano

Compositor, pianista e multi-instrumentista, o americano Peter Broderick vai estar outra vez em Portugal. E como sempre será uma apresentação única. Desta vez em torno do álbum do final do ano passado, All Together Again, que integra peças instrumentais que foi coleccionado ao longo da última década e que integraram projectos artísticos muito diferenciados.

Existe por exemplo um tema épico de 17 minutos (A ride on the bosphorus) que foi comissionado para um projecto da artista Fiona Hallinan em torno de uma travessia de barco em Istambul na Turquia, mas também há lugar para uma peça original que foi composta para uma festa de casamento de uma amiga (Emily) ou para um filme (Robbie’s song).

Não surpreende que assim seja. Peter Broderick é um dos músicos contemporâneos mais solicitados para criar música para cinema, dança, instalações de arte ou teatro, seja através de peças de piano emotivas ou de composições onde o envolvimento harmónico é da ordem do celestial.

Ao lado de Hauschka ou Olaf Arnalds, é mais um desses jovens músicos inclassificáveis, que tanto se inspira na música clássica, como na folk ou na pop. Com meia dúzia de álbuns a solo, colaborações e passagens por grupos como os dinamarqueses Efterklang,  é um criador ímpar de música intima, sensitiva e calorosa, com a quantidade certa de originalidade.

Vê-lo em palco é percepcionar alguém que, em simultâneo, é um dotado tecnicamente, mas que mantém uma grande frescura na sua aproximação aos instrumentos, integrando uma certa dose de improviso nas suas apresentações, mas sem que isso dissemine o ambiente global dos seus espectáculos onde prevalece um misto de lirismo, fantasia e de elevação. Desta vez não será certamente diferente e isso são magníficas notícias.

 

Federico Albanese: o pianista contemplativo

A música de Federico Albanese foi sempre contemplativa. Já era assim nos álbuns The Houseboat And The Moon e For The Blue Hour, e volta a sê-lo no novo By The Deep Sea, em destaque na digressão que vai passar por Lisboa. O que também tem estado sempre presente na sua música é a predilecção por captar estados emocionais transitivos, aquele tipo de melancolia reflectiva que parece irromper quando o dia dá lugar à noite, quando tudo parece livre, vago, incerto, flutuando pelo espaço e tempo.

Daí que a sua música seja quase sempre delicada, misto de atmosferas gentis e notas de piano repetitivas que instauram um clima tão elegante quanto melancólico. Mas é uma taciturnidade que não se fecha sobre si própria, emanando felicidade e esperança. O compositor e pianista italiano – a residir em Berlim – é alguém que consegue dotar a sua música de uma tapeçaria de fascinantes texturas – incluindo orquestrações, pianos acústicos e eléctricos ou sintetizadores – expondo uma sonoridade evocativa, fazendo ressonância com as nossas memórias mais profundas.

Quem está familiarizado com a vaga neoclássica (de Nils Frahm a Michael Price) irá encontrar na música do italiano pontos de contacto, com ele a colocar o piano no centro da acção, rodeando-o de arranjos e elementos electrónicos, dotando a sua música de uma qualidade meditativa. Uma vez, numa entrevista, disse que gostava que a sua música conseguisse captar o mesmo tipo de ambientes reflectidos nos quadros do pintor americano Edward Hooper (1882-1967). Na sua pintura existe uma mistura de realismo e estranheza, com ênfase na atmosfera, nos cenários ou na composição minuciosa da luz. Muitos dos seus quadros parecem captar um antes e um depois de uma situação qualquer, sem que se perceba exactamente o quê, como se fossem fragmentos de um contínuo.

A música de Federico Albanese é assim: nem início, nem fim, apenas a captação da transitoriedade dos estados de espirito ou das relações humanas, através de um piano que nos interpela a todo o momento

LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA

Da autoria do humorista e argumentista Nuno Markl, Francisco Martiniano Palma, Frederico Pombares (texto) e J.J. Galvão (música e letra) e produção Lemon Live Entertainment, nasce em Portugal a estreia do colectivo LUSITÂNIA COMEDY CLUB – O PORQUÊ DA COISA – Uma Reflexão Perfeitamente Inútil Sobre a Magnifica História de Portugal, uma delirante comédia musical multimédia onde, para além do elenco no palco, há participações-surpresa de várias caras conhecidas. Este espetáculo conta a História de Portugal em apenas 90 minutos.

Ah, a História de Portugal!… Séculos de História, agora comodamente concentrados numa comédia musical que se propõe, finalmente, desvendar… O PORQUÊ DA COISA.

Porque é que Portugal é assim, e não um El Dorado de riqueza e prosperidade? Terá o sentido de humor a ver com tudo isso? Onde é que tudo se estragou? As respostas para (quase) tudo estão no espetáculo de estreia do coletivo LUSITÂNIA COMEDY CLUB. Sob direção de Nuno Markl e J. J. Galvão, com texto de Nuno Markl, Francisco Martiniano Palma e Frederico Pombares, e música original de J. J. Galvão, um bando de jovens acores multiplica-se num imparável desfile de personagens históricas, desde a Fundação até à Revolução… e mais além. E tudo sem sair do local onde, afinal, todos os grandes acontecimentos da epopeia lusitana aconteceram – o bar de comédia mais antigo do país, o Viriatu’s.

É lá que, em 2018, Tomé, um jovem comediante desencantado com a maneira como, na atualidade, toda a gente se parece ofender com qualquer piada, inicia uma viagem no tempo conduzida pelo barman, Sebastião – que, mais do que um banal Sebastião, é, afinal, o maior Sebastião de todos: nada mais, nada menos do que El-Rei D. Sebastião, conservado no nevoeiro – “é ótimo para a pele!” – e capaz de o usar para viajar pelo tempo, graças a um gadget que construiu por alturas de Alcácer-Quibir.

O PORQUÊ DA COISA – Se Regresso ao Futuro e Os Lusíadas tivessem um filho, seria esta peça!

 Ficha Técnica

Uma comédia musical escrita por: Nuno Markl com Francisco Martiniano Palma, Frederico Pombares (texto) e J.J. Galvão (música e letras)

Com: Mafalda Santos (assistente de direção e encenação) / Ana Freitas / Hugo Simões / Luís Sousa / Luís Oliveira / Frederico Amaral // João A. Guimarães (assistente de produção e contra-regra)

Ideia original e Direção: Nuno Markl / J.J. Galvão

PEDRO JÓIA TRIO

O Pedro Jóia Trio é hoje um dos mais inestimáveis tesouros da música portuguesa. Pedro Jóia na guitarra clássica, Norton Daiello no baixo e João Frade no acordeão: três músicos virtuosos, cada um deles um expoente de classe internacional no respectivo instrumento, com percursos destacados em terrenos como o fado e o flamenco, o jazz e a MPB ou a música popular portuguesa. Juntos, em palco, estes três gigantes – Pedro Jóia chegou a referir-se aos seus companheiros de trio como Quaresma e Cristiano Ronaldo, forma bem disposta de sublinhar a classe que possuem como músicos – conseguem viajar pelo Brasil e pela memória da guitarra portuguesa, pelo fado e pelo flamenco com total autoridade, espalhando magia por clássicos como “Verdes Anos” de Carlos Paredes ou “Bulerias” de Paco de Lucia. Os percursos individuais – que se estendem por inúmeros projectos, incluindo nomes como Madredeus ou Couple Coffee – garantem uma bagagem de que nenhum dos três músicos abdica, antes convoca para cada novo momento musical, garantindo assim o Trio uma riqueza infinda de subtilezas que a sua música transparece.

 

Com aplausos efusivos recolhidos em espaços tão emblemáticos como o Mosteiro dos Jerónimos ou o Grande Auditório do CCB, o Pedro Jóia Trio tem-se de facto afirmado como um expoente da mais séria música que se produz entre nós e que músicos apresentaram no álbum Vendaval de 2017, uma viagem por diferentes ritmos, sensibilidades e tradições que o Pedro Jóia Trio consegue unir graças às suas ímpares capacidades individuais e, sobretudo, graças ao som que juntos erguem de forma magistral.

ORQUESTRA JAZZ DO PORTO CONVIDA VITORINO SALOMÉ

A carreira de Vitorino é uma das mais celebradas do nosso país, precisamente por ter atravessado épocas, estilos, abordagens, com múltiplas alianças que nunca diluíram o sentir singular da sua voz.  Dos palcos com Zeca Afonso à Leitaria Garret, da companhia de Fausto e Sérgio Godinho  às gravações com os Cantadores de Redondo ou os Rio Grande, das aventuras em La Habana às palavras de António Lobo Antunes, pouco há que este extraordinário cantor não tenha experimentado. Mas agora, a prestigiada Orquestra Jazz do Porto propôs-lhe um novo desafio: deixar que as suas mais emblemáticas canções – de “Menina estás à Janela” e “Queda do Império” a “Fado Triste”, “Tocador de Concertina” ou “Ana Li” – sejam lidas por uma big band que conhece por dentro idioma do jazz e já por múltiplas ocasiões demonstrou ser capaz de reinventar reportórios muito diferentes.
A Orquestra  Jazz do Porto é um colectivo com dezena e meia de jovens músicos, dirigido pelo trompetista Gileno Santana e estabelecido em 2017 com base de trabalho na Casa das Artes. Com trabalho sério e estudo atento das grandes orquestras de jazz dos anos 30 e 40 do século passado, a Orquestra Jazz do Porto conquistou o público da Invicta logo na sua estreia na Casa da Música. Agora e com arranjos de diversos dos seus elementos, a Orquestra Jazz do Porto vai imprimir um outro tipo de balanço, de swing, a um reportório muitas vezes celebrado, bastas vezes cantado mas nunca antes ouvido neste registo. Um concerto único com Vitorino a deixar a sua voz brilhar na companhia dos grandes arranjos e dos enormes músicos de um dos melhores colectivos jazz do país.

The Simon & Garfunkel Story

siteUGURU_S&G_307x451O cancioneiro da mítica dupla Simon & Garfunkel é um dos mais celebrados do mundo. Quando assinaram o mítico Concert In Central Park em Nova Iorque em 1981, Paul Simon e Art Garfunkel arrebataram não apenas o meio milhão de pessoas que os aplaudiu nessa noite, mas toda uma geração que entoou a uma voz temas eternos como “Mrs Robinson”, “Wake Up Little Susie”, “Bridge Over Troubled Water” ou “The Boxer”. Prova da longevidade e alcance dessas canções tem sido o sucesso tremendo do espectáculo The Simon & Garfunkel Story que já foi visto por mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, conquistando público e crítica nos palcos da Broadway de Nova Iorque ou do West End de Londres.

“Espantoso”, foi como a BBC se referiu ao espectáculo, “Autêntico e excitante”, exclamou a revista The Stage. Este é agora o musical itinerante mais visto no mundo, que inclui vozes de excepção, uma banda de músicos de elevadíssima qualidade e novas tecnologias de projecção de vídeo de alta definição tornam esta uma experiência única, perfeita para públicos de todas idades que continuam a querer aplaudir as grandes canções que unem gerações.

Rodrigo Leão – O Aniversário

Em 2018, Rodrigo Leão comemorará os 25 anos de carreira a solo e por isso serão vários os eventos que assinalam a efeméride.

O Aniversário será um espectáculo, com uma produção de palco dirigida ao grande público, contando com uma formação alargada a dez músicos e duas cantoras.

O trabalho técnico deste espectáculo será extremamente cuidado, de forma a que a amplificação sonora funcione tanto nos grandes espaços como nas salas mais exigentes, garantindo que cada recanto possa escutar cada pormenor da instrumentação.

Rodrigo Leão – Os Portugueses

A comemoração dos 25 anos de carreira de Rodrigo Leão terá uma versão revista e actualizada do concerto Os Portugueses, acompanhando o relançamento de uma das suas bandas-sonoras mais interessantes: Portugal, um Retrato Social, a seminal série televisiva realizada em 2007 por Joana Pontes e António Barreto. A música que Rodrigo compôs para essa série, onde cristalizou a indefinível portugalidade da sua inspiração melódica, vai ser relançada numa edição restaurada com material adicional, sob o título Os Portugueses, e servirá de base a uma produção de palco refeita e retrabalhada.

Rodrigo Leão & Scott Matthew – Life Is Long 2018

Rodrigo Leão é um dos mais prolíficos e aplaudidos compositores portugueses, alguém que tem sabido construir uma carreira absolutamente singular, mas, ao mesmo tempo, aberta a desafios, como bem o prova o seu recente trabalho com a Orquestra e Coro Gulbenkian, e a colaborações, como o seu longo historial com grandes vozes deixa claro. O novo capítulo nesta triunfante história passa pelo trabalho que está prestes a editar com o cantor Scott Matthew.

Rodrigo Leão e Scott Matthew conheceram-se no decorrer das gravações do álbum A Montanha Mágica, editado pelo compositor português em 2011. Scott emprestou a sua extraordinária voz ao tema Terrible Dawn, que abriu caminho para a sua participação em alguns concertos em Portugal e Espanha. Ao longo da sua carreira, Rodrigo tem aberto espaço no seu reportório para as canções, tendo trabalhado com vozes tão distintas como Beth Gibbons (Portishead) ou a cantora brasileira Adriana Calcanhoto, entre muitas outras. Mas o tema Terrible Dawn e mais tarde Incomplete, provaram a química especial entre os dois artistas. Um compositor português com os olhos postos no Mundo, um cantor australiano a viver em Nova Iorque: mundos distintos mas que acabam por se interligar tão bem. Um é descrito como inventor de melodias mágicas e o outro auto intitula-se um criador de barulho silencioso. É impossível resistir a um par tão exótico.

Apesar de agendas extremamente ocupadas, arranjaram tempo para colaborar entre si. Trocaram melodias e palavras e partilharam ideias que resultam agora num álbum de colaboração onde Rodrigo Leão se encarrega da composição e produção e Scott Matthew das letras, melodias e voz. Aqueles que já tiveram oportunidade de os ver ao vivo sabem como são especiais esses encontros, como a voz doce e profunda de Scott se liga perfeitamente às melodias e orquestrações de Rodrigo. Este trabalho foi lançamento em Setembro de 2016 e resultou numa digressão que teve início no último trimestre de 2016, incluindo, claro, estreia no Misty Fest.