Teresa Salgueiro

Um espectáculo íntimo e imersivo nas Ruínas do Convento do Carmo

nos dias 19 e 20 de Julho

Teresa Salgueiro vai assinalar os 25 anos volvidos sobre a homenagem de Wim Wenders à nossa capital, prestada com o filme Lisbon Story, com um espectáculo especial que irá levar a um dos mais belos espaços da cidade, as ruínas do Convento do Carmo, canções originalmente incluídas no filme e ainda temas que versam, precisamente sobre Lisboa. O concerto será ainda “emoldurado” por efeitos em vídeo mapping concebidos pela conceituada empresa OCubo, responsável pelo festival de luz Lumina.

 

Passaram 25 anos desde a estreia de “Lisbon Story” – o documentário transformado em filme – dirigido pelo conceituado realizador alemão Wim Wenders. A narrativa cinematográfica interlaça-se com a música dos Madredeus, na voz inconfundível de Teresa Salgueiro, a actriz principal, desvendando uma Lisboa cheia de memórias, cheia de segredos e lugares por descobrir.

 

Hoje, mais do que a celebração de algo que não se pode repetir, Teresa Salgueiro propõe-nos uma viagem e uma reflexão sobre a própria condição humana, tendo a cidade de Lisboa como ponto de partida. Desde a busca incessante de sons por Philip Winter, a desilusão de Friedrich Monroe até à voz de Teresa que nos transporta através das melodias de um sentimento particular português.

 

As migrações, a hospitalidade, a falta de diálogo, os sorrisos, a partida, o retorno e a saudade. A história e as histórias de a cidade. De Lisboa para o mundo.

 

Teresa Salgueiro convida-nos a assistir a um espectáculo que conta também com a participação especial de OCUBO, empresa de referência na tecnologia de vídeo mapping, responsável, por exemplo pelo Festival Lumina. Para o espetáculo Lisbon Story OCUBO desenvolveu vários conteúdos de multimédia personalizados que, juntamente com sequencias do filme, serão projetados nas paredes do Convento do Carmo – ilustrando assim aquelas que serão certamente noites inesquecíveis de beleza ímpar.

 

Nestes concertos, Teresa é acompanhada em palco pelo seu companheiro de longa data, o virtuoso José Peixoto na guitarra, Óscar Torres no contrabaixo, Rui Lobato na bateria, percussão e guitarra e Fábio Palma no acordeão. Serão interpretadas canções do filme e dos Madredeus, bem como temas dos seus dois discos originais e músicas que representam o percurso vibrante, caleidoscópico e multicultural da cidade de Lisboa.

Rodrigo Leão

Rodrigo Leão regressa aos palcos nacionais para apresentar o seu novo espetáculo numa estreia absoluta! O compositor, que assinalou em 2018 os 25 anos de uma muito bem-sucedida carreira, mostra agora em primeira mão as canções do novo repertório que será editado ainda durante este ano, num concerto que não vai poder perder.

Dono de uma das mais interessantes discografias do nosso país, o músico e compositor Rodrigo Leão tem conhecido o sucesso dentro e fora de portas.  A sua música já viajou por todo o mundo tendo recebido aplausos nas mais distintas latitudes: por toda a Europa, mas também no Extremo Oriente ou na América.

Rodrigo Leão promete uma vez mais surpreender quem o tem seguido de perto ou quem queira agora embarcar nessa entusiasmante aventura em que estreia o novo espetáculo e o novo repertório.

John Mayall : 85 th Anniversary tour

Feat: Carolyn Wonderland (guitarras), Greg Rzab (baixo) Jay Davenport (bateria)

85TH ANNIVERSARY TOUR

Uma das maiores lendas dos blues do mundo, John Mayall, virá a Portugal no âmbito de uma digressão especial com que assinala o seu 85º aniversário. O líder dos lendários Bluesbreakers foi um dos principais pilares da propagação dos blues na Europa funcionando igualmente como um mestre para muitas gerações de músicos, de Eric Clapton e Peter Green, de Mick Fleetwod a Jack Bruce.

A obra de John Mayall é monumental: gravou sete dezenas de álbuns, sensivelmente metade em estúdio e a outra metade em palco, algo que acaba por espelhar a sua própria filosofia musical: se por um lado é encarado como um tecnicista de exceção, referência máxima para gerações de guitarristas que lhe estudaram o seu refinado estilo, por outro nunca deixou de pisar palcos por todo o mundo, propagando os blues como uma linguagem viva. Este ano, John Mayall deverá, aliás, editar um novo trabalho, prova de que continua a ser um incansável criador.

“Mayall”, explicou o Guardian há um par de anos, “é um daqueles músicos que prefere tocar a falar sobre o que faz. “Mas”, questionava o jornal de referência britânico, “o que será que têm os blues que agarra um músico e nunca o deixa ir?” O mestre explicou: “o segredo é a honestidade crua que expressa aquilo que realmente somos, as nossas experiências na vida”. E é isso: 85 anos de uma incrível história serão também celebrados em Portugal

Rui Massena Trio : III

Rui Massena sublinhou a sua condição de artista de dimensão internacional com a edição de “III” na prestigiada Deutsche Grammophon, disco que mereceu os favores de um público devoto da sua música profundamente poética e meditativa, que não só o tem aplaudido ao vivo como tem aderido aos seus lançamentos levando cada novo projeto a alcançar significativos resultados de vendas.

O pianista e compositor está agora de regresso aos palcos, com um espetáculo acústico, centrado no triunfal “III”, mas que não esquecerá outros pontos altos da sua obra. Para este concerto, Massena faz-se acompanhar por cordas, com as cristalinas notas do seu piano a serem sublinhadas pelas harmonias desenhadas pela viola de arco e pelo violoncelo, numa apaixonante conversa a seis mãos em torno de um repertório composto por evocativas e românticas peças. “Este trabalho”, explicou o próprio Rui Massena, “contém uma intenção sonora muito diferente pelo que o concerto irá refletir isso mesmo, essa procura de novos caminhos para a minha música”.

Os caminhos podem ser novos e desafiantes, mas o maestro, pianista e compositor trilha-os com o mesmo rigor e dedicação e paixão com que sempre pautou todas as etapas da sua carreira, brindando o seu público com uma entrega profunda a uma música que estimula a imaginação e que transporta sempre quem a escuta para lugares da mais pura beleza.

PHOSPHORESCENT : C’EST LA VIE

As vidas mudam e com elas muda também a música, ainda que a essência se retenha, porque podem-se aprender coisas novas, mas muito mais difícil é desaprender o que se sabe de cor. E Matthew Houck sabe uma coisa ou duas acerca da arte de escrever canções: “Song For Zula”, talvez a sua mais aplaudida faixa de Muchacho, álbum de 2013, é um belíssimo exemplo. Mas, entretanto, quando alguém pisca os olhos, a vida acontece. Até a alguém que fez carreira como Phosphorescent, um dos nomes de referência na cena indie folk internacional que também nos deu Bon Iver ou Iron & Wine.

C’Est La Vie é o sétimo álbum de originais de Phosphorescent numa discografia que inclui ainda ep’s e trabalhos ao vivo, estabelecida há década e meia. O cantor de Athens, na Georgia estabeleceu-se em Nova Iorque, onde lançou a sua carreira, mas o seu trabalho já tem meia dúzia de anos e o que Houck fez nesse período foi… viver. Apaixonou-se, mudou-se para Nashville, construiu um estúdio de raiz, foi pai. C’Est La Vie transforma toda essa vivência em canções, mais expansivas e aguerridas, mas com a mesma verve autoral que o impôs como artista de culto. A Pitchfork menciona um álbum feito de “canções astutas e sarcásticas que abrem espaço para a voz se impor em arranjos complexos”. Como a vida, de resto, que também nada tem de simples, certo? Phosphorescent vai apresentar-se em Portugal no Lisboa Ao Vivo, o seu regresso após a estreia, em 2013, em Paredes de Coura.

Patxi Andion : 50 aniversário

Não há melhor maneira de celebrar 50 anos de carreira do que aproveitar a ocasião não para olhar para trás, mas para avançar rumo ao futuro. É exatamente essa a proposta de Patxi Andión, um dos artistas espanhóis mais “portugueses” de sempre.Meio século depois da sua estreia com o single “Canto” / “La Jacinta”, trabalho que precedeu a estreia em LP com Retratos em 1969, Patxi decidiu assinalar a ocasião escrevendo 20 novas canções que decidiu dividir por dois volumes: La Hora Lobican editado em 2018 e o segundo volume dedicado a esta produção que olha para o futuro na hora de marcar 50 anos de canções tomará o título Profecia e deverá ser lançado este ano.

Oportunidade única para ouvir este extraordinário artista espanhol a cantar o passado, o presente e o futuro. Porque 50 anos é só o princípio de uma história que ainda tem muito para dar.

José Carreras

JOSÉ CARRERASCom ORQUESTRA SINFONIETTA DE LISBOA Dirigida por DAVID GIMÉNEZ • Soprano ISABEL ALCOBIA

CONCERTO ÚNICO EM PORTUGAL

O lendário Tenor celebra 60 anos de uma carreira triunfante numa digressão que tem sido internacionalmente apresentada como tournée de despedida

Aos 72 anos, José Carreras é um dos mais aplaudidos e premiados intérpretes de canto lírico do mundo, um tenor especialmente reverenciado pelas suas interpretações em óperas de Verdi e Puccini. José Carreras vai apresentar-se no magnífico palco da Altice Arena acompanhado pela soprano Isabel Alcobia e com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa dirigida pelo maestro David Giménez. Uma ocasião rara e especial para presenciar um dos mais celebrados tenores do universo da música erudita, um cantor que ao lado de Placido Domingo e Luciano Pavarotti completou os míticos Três Tenores que protagonizaram alguns dos maiores concertos da história da música erudita.

Carreras nasceu em Barcelona em 1946, traçou o seu destino quando viu Mario Lanza a interpretar o papel principal no filme The Great Caruso tendo logo, aos seis anos, adotado “La Donna é mobile” como a primeira ária da sua vida. Jose Carreras dedicou-se aos estudos de música e estreou-se como tenor num pequeno papel de uma produção de Norma em 1970 e mesmo tendo apenas cantado apenas algumas frases, a sua interpretação foi suficiente para captar a atenção da estrela da companhia, Montserrat Caballé. E foi ela que o convidou a interpretar o papel de Gennaro em Lucretia Borgia de Donizetti, lançando-o definitivamente para os grandes palcos e para a fama internacional.

Procol Harum

Os lendários Procol Harum, autores do eterno A Whiter Shade of Pale, regressam a Portugal mais de 25 anos depois da sua última passagem pelo nosso país. O grupo liderado desde 1967 pelo vocalista e pianista Gary Brooker, assinalou 50 anos de existência com a edição de Novum, em 2017, trabalho que os impeliu a regressarem á estrada para uma digressão em que têm tocado os principais marcos da sua celebrada carreira.

Com Gary Brooker, pisam o palco músicos de excepção como Matt Pegg (baixista), Geoff Whitehorn (guitarrista), Josh Phillips (organista) e Geoff Dunn (baterista), garante de qualidade na recriação de clássicos como “A Whiter Shade of Pale”, “Homburg”, “Pandora’s Box” ou “Grand Hotel”, temas com que a banda conheceu os lugares cimeiros dos TOPs de vendas durante a década de 70. Com o tema que lhes garantiu a eternidade, “A Whiter Shade of Pale”, Gary Brooker e companhia conseguiram a rara proeza de vender mais de 10 milhões de cópias de um single que está inscrito na história do rock e que é, ainda hoje, um hino para várias gerações, uma canção que nos transporta instantaneamente para a década de 60 e para o seu espírito libertário.

 

Homenageados com a entrada no Rock and Roll Hall of Fame no passado ano, os Procol Harum continuam a viajar pelo mundo com a sua sofisticada música, uma mescla muito própria de rock e pop barroco, soul e algum jazz, psicadelismo e toques de erudição, uma mistura que lhes garantiu a eternidade e que continua a recolher aplausos efusivos por todo o globo.

Wim Mertens: That Which is not

Wim Mertens é uma das principais “vozes” do piano contemporâneo, um compositor que sempre soube explorar a melodia e o silêncio e oferecer-nos visões singulares do universo a partir da sua música, espalhada por um longa e muito aplaudida discografia que é considerada referência no universo clássico do presente. That Which is Not — título do seu mais recente trabalho que se pode traduzir, algo livremente – como “Aquilo Que Não É” — oferece também uma chave para a sua obra. O “no” e o “not” têm sido constantes nos seus títulos — atente-se, por exemplo, a  Casting no Shadow, Essence of the (k)not, No plans,no projectsNo testament, Not at home, Not me, The paths not taken — e devem ser entendidos não como alguma expressão de negatividade, mas como a abertura de possibilidades, de novas perspectivas. Por vezes é mais fácil nomear o que não se vê, o que não se sente ou não se alcança do que o contrário…

São essas as nuances do nosso pensamento e existência, da nossa visão e experiência do mundo que Wim Mertens se propõe explorar na sua nova obra que agora vai ser apresentada no nosso país num imperdível concerto. Oportunidade rara para ouvir um dos maiores expoentes mundiais do piano contemporâneo, um mestre que há 35 anos nos diz, com as suas melodias e harmonias, mas também com os seus silêncios, aquilo que o mundo é ou não é, o que pode ver e o que simplesmente é possível de se imaginar.

LCC: O PORQUÊ DA COISA

LUSITÂNIA COMEDY CLUB APRESENTA: O PORQUÊ DA COISA

“Uma reflexão perfeitamente inútil sobre a magnífica História de Portugal”

Ah, Portugal!…

Nação valente e imortal! Ou algo do género.

Nação, também, com sérios problemas de auto-estima. Genericamente, estimamo-nos muito pouco. Não toleramos que digam mal de nós, mas dizer mal de nós é um dos nossos desportos favoritos. “Aquele bandalho daquele cientista português foi lá para fora descobrir a cura para o cancro? Sacana! Quem é que ele julga que é, todo armado em bom? Porque é que não a descobriu cá? Traidor!”

Consideramos que o nosso país é ruim, até alguém de fora dizer alguma coisa ruim do país – altura em que o país passa a ser o maior.

Somos um país repleto de “sôtores”, e ai daquele que não trata um “sôtor” por “sôtor”. E não é preciso o “sôtor” ser “sôtor” – qualquer banco mete as letras “DR.” no nosso cartão Multibanco, não precisando de ver o nosso diploma. Basta pedir-lhes o favor com jeitinho.

Temos um complexo de inferioridade tramado. Somos um país pequeno que alguns países grandes acham que faz parte de Espanha. E somos um país pequeno que, ainda por cima, já foi grande. Ou fez coisas grandes. Como os Descobrimentos. Ou o recorde da Maior Feijoada na Ponte 25 de Abril. Isso dá cabo da cabeça de qualquer um. É como a pequenita do filme ET – em garota foi uma estrela, logo a seguir deixou de ser e depois entrou em depressão e nas drogas.

Portugal é a pequenita do ET. Vivemos em depressão e metemo-nos nas drogas. Espetamos com futebol nas veias e snifamos “reality shows” pelas narinas acima. E continuamos a rir-nos pouco, cada vez mais ofendidos com, basicamente, tudo. Porque a boa educação diz que a galhofa e a comédia é coisa de malcriadões.

Pois bem, nós somos malcriadões. Mais: descobrimos que a salvação é capaz de estar na má criação. Porque se não partimos alguma louça, partimo-nos por dentro. Ou seja – se não nos rimos disto tudo, o mais certo é acabarmos na primeira página do Correio da Manhã, ou porque matámos alguém ou porque alguém nos matou a nós. E não sei o que é que vocês acham disso, mas para nós, matar e morrer é uma coisa que nos chateia à brava. Sobretudo morrer. Não nos convinha nada, até porque dizem que reduz significativamente a possibilidade de ser contratado para qualquer coisa.
Lusitânia Comedy Club é um colectivo e um espírito. É também uma organização que, claramente, tem sérias lacunas ao nível da boa escrita de “press releases”. Temos uma peça chamada O Porquê da Coisa, escrita por Nuno Markl (O Homem Que Mordeu o Cão), Francisco Martiniano Palma (5 Para a Meia-Noite) e Frederico Pombares (O Último a Sair), com canções originais de JJ Galvão e interpretada por Mafalda Santos, Ana Freitas, Hugo Simões, Luis Sousa, Luis Oliveira e Frederico Amaral. Pessoas que já viram a peça dizem que o sex-appeal delas aumentou e que o seu colesterol baixou, embora ainda se esteja a estudar se foi a peça que provocou isso, ou apenas a decisão de comer menos pão e gorduras.

Lusitânia Comedy Club: O Porquê da Coisa. Já que gostamos de rebentar com a nossa auto-estima, façamo-lo a rir.

 

Link de vendas. https://ticketline.sapo.pt/evento/lusitania-comedy-club-o-porque-da-coisa-39298