Piers Faccini

Há uma razão para Piers Faccini se sentir tão à vontade em Portugal: o cantor que em 2014 lançou o projecto colaborativo “Songs of Times Lost” com Vincent Segal diz-se apaixonado pela ambiguidade cultural das fronteiras, aquele sítio onde por vezes as pessoas sentem pertencer a dois lados ao mesmo tempo, abraçando línguas e sons distintos com a mesma familiaridade. Na nossa história, onde o Brasil e África, a Europa e distantes culturas do Médio Oriente todos representam ou representaram um papel, essa ambiguidade faz todo o sentido.
Abraçando com idêntico fervor as influências da folk britânica e as tonalidades das dunas do Saara, Piers tem vindo a construir uma intrigante e sólida carreira, que já conta com sete álbuns, tendo a estreia ocorrido em 2004 com “Leave No Trace”. Nesse tempo coleccionou colaborações e cruzamentos com artistas tão distintos como Ballake Sissoko, Vincent Segal, Ben Harper, Rokia Traore, Patrick Watson e Ibrahim Maalouf entre outros. Teve igualmente tempo para viajar, para tocar pelo mundo fora. Esteve, por exemplo, presente na primeira edição do Misty Fest. regressa agora, seis anos e muitas viagens depois.
Ao vivo, Piers tem preferido uma versão despedida do seu som, o que só dá mais força às suas canções, que sobrevivem bem com a sua voz, a guitarra e a bateria de Simone Prattico. Essa será a experiência que Piers Faccini trará a Portugal, inlcuindo canções de toda a sua carreira e do seu mais recente projecto que foi distinguido pela NPR americana como um dos melhores discos de world music do seu ano. A “Songlines” e várias rádios europeias também não têm poupado distinções para premiar a singular música de um artista que em boa hora regressa a um país onde a sua obra faz pleno sentido.

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