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Gaiteiros de Lisboa |  | | “Vale a pena ter orgulho: é uma das mais importantes bandas portuguesas da última década, e sem dúvida uma das maiores do Mundo” in Público “Até ao momento, os Gaiteiros de Lisboa revelam-se simplesmente incapazes de produzir outra coisa que não seja uma monumental obra-prima.” Gonçalo Frota, in Blitz Poucos serão os nomes na música portuguesa que reúnam um tão generalizado e sólido consenso como o dos Gaiteiros de Lisboa. Chamar-lhes «instituição» poderia acarretar o perigo de lhes imputar alguma rigidez, mas os Gaiteiros de Lisboa exibem com orgulho o estatuto de «Grupo de Manifesto Interesse Cultural» atribuído pela Secretaria de Estado da Cultura e têm sido tudo menos rígidos na sua história, feita de abertura, de imaginação e de um sucesso só explicável com a qualidade.Os Gaiteiros de Lisboa nasceram em 1993 pela mão de Paulo Marinho, o homem da gaita-de-foles nos Sétima Legião. Atualmente, integram os Gaiteiros os músicos Carlos Guerreiro, José Manuel David, Pedro Calado, Paulo Marinho, Pedro Casaes e Rui Vaz, um verdadeiro grupo de luxo feito com gente que ostenta uma experiência rica que toca nas carreiras de nomes grandes da música portuguesa como José Afonso, Sérgio Godinho, Vitorino, Amélia Muge, Rui Veloso, Sétima Legião ou Adufe. Ou seja, um vasto campo que se estende do rock ao jazz passando ainda pelas músicas tradicionais.Na música dos Gaiteiros, elogiada ao longo dos anos por toda a imprensa nacional, passam ecos da história e o resultado de um olhar sério e profundo sobre as nossas raízes, sobre as ligações que nos prendem à Europa e ao mundo, mas também sobre as possibilidades encerradas pelo futuro. Uma das marcas da identidade dos Gaiteiros e dessa abertura a um universo de possibilidades passa pela invenção de instrumentos, uma das receitas para o seu som original que marca tanto os espectáculos como a sua aplaudida discografia. De Invasões Bárbaras - o primeiro CD datado de 1994 - a Sátiro - o mais recente trabalho editado, já com meia dúzia de anos - vai a distância de um grupo que soube crescer, recolher aplausos em palcos nacionais, mas também noutros países da Europa.Para 2012, os Gaiteiros de Lisboa preparam um novo trabalho discográfico que servirá de base ao seu regresso aos palcos.«A modernidade passa muitas vezes por estas surpresas de ida e volta na máquina do tempo», escreveu João Gobern a propósito de Invasões Bárbaras. Já o Público, pela mão de Fernando Magalhães, não hesitava em 1997 quando descrevia Boca do Inferno como o álbum português do ano. A mesma distinção que o então semanário Blitz também atribuiu a esse disco. Já sobre Macaréu, ainda nas páginas do Blitz, Gonçalo Frota escrevia que «até ao momento, os Gaiteiros revelam-se simplesmente incapazes de produzir outra coisa que não seja uma monumental obra-prima». Este arrebatamento conseguiu sempre passar dos textos sobre os discos para as reportagens e crónicas devotadas aos concertos. Os Gaiteiros de Lisboa não sabem de facto não ser brilhantes.E nesta história, os Gaiteiros foram ganhando aliados: trabalharam de perto com José Mário Branco, que chegou a integrar o grupo no início da sua carreira, abriram espetáculos para a Sétima Legião, contaram com colaborações de gente como Pacman dos Da Weasel ou Mafalda Arnauth nos seus discos, foram convidados de Sérgio Godinho ou das Vozes da Rádio e criaram uma efetiva ponte com Espanha, aproveitando a forte implantação das gaitas na Galiza para daí levarem a sua música a todo o país vizinho, incluindo uma triunfal apresentação na edição de Sevilha da importante mostra de músicas do mundo que é o Womex. Fizeram pontes com a Córsega, participaram num documentário sobre Giacometti... Os Gaiteiros de Lisboa, enfim, têm-se afirmado como um tesouro vivo da nossa música, um dos mais sólidos valores da nossa identidade e modernidade. E agora estão de regresso aos palcos e com um novo trabalho discográfico em mãos. Óptimas notícias! |
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