| A banda nasceu em 2006, quando Miguel Lima decidiu gravar um CD. Um dos membros tinha um apartamento capaz de conter música como a que imaginaram, era um espaço quase infinito dividido em nove ou dez assoalhadas e uma varanda com uma vista soberba para o Intendente. Nesse espaço, gravaram-se umas bases e foram chegando outros músicos. Nunca tinham tocado juntos, mas foram gravando e, depois de concluídas as gravações, começaram os ensaios para poder tocar ao vivo. Ou seja, a banda nasceu de um disco e não ao contrário. O dono da casa fez, algumas vezes, ensopado de borrego e foi assim que a banda ganhou um nome: graças à ementa de domingo. O primeiro CD tendo sido totalmente gravado em casa, chamou-se "Homemade Blues", e é um disco de música artesanal gravado ao longo de quase um ano. The Soaked Lamb participaram ainda na banda sonora de filmes, em especial uma longa (de Leonel Vieira, "A Arte de Roubar"). Em 2008 começam a gravar segundo disco que tem características mais ecléticas do que o primeiro. É composto exclusivamente de originais e totalmente gravado em estúdio (Índigo), apesar de ser, tal como o outro, feito à mão. Muito do espírito desta banda é inspirado na música americana da primeira metade do século XX. Os concertos passam-se sentados, o público e a banda. Tocam a cores, mas soa a preto e branco. Todos usam chapéu. São seis músicos, mas os instrumentos são mais de uma dúzia: Miguel Lima toca bateria e percussão, Tiago Albuquerque toca trompete, clarinete, saxofones, guitarra, concertina e ukulele, Mariana Lima canta e toca saxofone e ukulele, Vasco Condessa toca piano e outras teclas, Afonso Cruz canta e toca guitarra, banjo, ukulele, harmónica e lap steel, Gito toca contrabaixo. E ainda há um megafone envolvido. |