David Castello-Lopes

David Castello-Lopes ficou conhecido em França pelos seus vídeos humorísticos, sobre os mais diversos temas, nas estações de TV Francesas Canal + e Arte, bem como na Rádio Europe 1.
Dos vídeos virais na internet para o palco, foi um passo natural, para este Humorista e
Jornalista que mantém laços fortes com Portugal (filho do fotógrafo e distribuidor de cinemaPortuguês Gérard Castello-Lopes).
Estudou em Berkeley, História e Jornalismo, e é apelidado pelo Le Parisien como o Jornalistamais divertido de França.
Ele canta, encanta e confirma clichés, num espectáculo de stand up comedy direcionado a um público falante de Francês, que se estreia em Portugal, como uma lufada de ar fresco e com um olhar cáustico de um “one man show”, a não perder.
Através do seu primeiro espetáculo “Authentique”, David Castello-Lopes convida-nos a rir com inteligência ao descobrir a autenticidade das coisas que nos rodeiam.

Worakls

Condutor da sua própria orquestra, Kevin da Silva Rodrigues (nome artístico, Worakls) é autor, compositor e performer cujo o som único e moderno fazem parte da sua assinatura musical. Apesar de a sua formação ter sido na música clássica, rapidamente ganhou reconhecimento com a fusão deste género musical com outras sonoridades e influências, como o rock e a eletrónica. É, aliás, desta mescla de sonoridades que nascem poderosas orquestrações, melodias emotivas e sonoridades oníricas – marcas distintivas da música deste músico francês. Ao vivo consegue criar momentos únicos com a sua “Worakls Orchestra”, que o tem levado a atuar nas maiores salas de espetáculos na Europa. Worakls fundou as editoras Hungry Music e Sonate Records e, atualmente, está comprometido no combate às alterações climáticas, prova disto é a realização do festival de beneficência “Oceanfest” que coorganiza com o jornalista e ecologista, Hugo Clément, tendo já composto bandas-sonoras para alguns dos seus documentários. A causa ambiental levou-o ainda a colaborar com Camille Etinenne, numa ação de protesto contra o projeto do oleoduto da EACOP.

Rapossa

Rapossa já não passa despercebido no universo dos clubes, festivais e dos ritmos da dance music mundial. Pela primeira vez em Portugal, o dj e produtor instala o seu habitat natural em Lisboa e traz o seu ecossistema sonoro repleto de amor e vida. Música escrita com alma em que cada faixa é a impressão digital do próprio estado de espírito do músico. Rapossa começou a sua carreira em 2017 e é já considerado um dos performers mais reconhecidos da música de dança. Artista multigénero, o seu som é inconfundível, marca de um músico com estilo, sonoridades ímpares e reminiscências de diferentes épocas, conseguindo firmar a sua própria identidade sonora. Ao vivo, há sempre algo de novo – improvisação no som e no estilo. Sintetizadores analógicos e acordes de guitarra (a combinação ideal para a melhor vibração). Rapossa assegura um espetáculo incrível com cerca de duas horas de música autêntica que ficará para memória.

JOSÉ JAMES

José James, o cantor de jazz internacionalmente aclamado da geração hip-hop, acaba de lançar o seu 12º álbum de estúdio, ‘1978’ pela Rainbow Blonde Records. ‘1978’ leva o nome do ano em que James nasceu e apresenta colaborações com a estrela brasileira em ascensão e recentemente nomeada ao Grammy Latino, Xênia França, bem como com o rapper/cineasta congolês-belga Baloji. O novo álbum captura com sucesso os sons dos anos 70, uma era onde jazz, soul, disco e hip-hop se fundiam e enchiam as casas noturnas cintilantes.

Cinco anos em produção, ‘1978’ surge como o trabalho mais autobiográfico de James até agora, pulsando com as vibrações partidárias e políticas socialmente conscientes dos anos 70. Os discos “Saturday Night (Need You Now)” e “Planet Nine” convidam os ouvintes a escapar para a pista de dança, enquanto “For Trayvon” é um tributo equilibrado a Trayvon Martin. “38th & Chicago” expressa a indignação e o desgosto de James em torno do assassinato de George Floyd. Apesar da sua batida e refrão contagiantes, a letra compreende um hino de protesto impressionante e comovente, com um título que faz referência ao cruzamento de Minneapolis onde George Floyd foi assassinado, a poucos quarteirões de onde James cresceu. James emerge como um líder na música negra global de hoje através de colaborações como “Dark Side Of The Sun” com Baloji e “Place of Worship” com Xenia França. Em recentes críticas internacionais de ‘1978’, a Record Collector compara James a um “cantor estilo Johnny Hartman para a era do hip-hop”, enquanto Echoes elogia sua “ondulação sexy ao estilo de Marvin” em “Black Orpheus [Don’t Look Back] .”

James estreou ‘1978’ ao vivo no início deste ano no Music Hall of Williamsburg como parte do NYC Winter Jazz Fest. Apresenta-se em Nova York para uma residência de uma semana no Blue Note Jazz Club e a partir desta primavera, os fãs estrangeiros poderão vê-lo em locais conceituados por toda a Europa, incluindo em Portugal.

 

MOISÉS P. SÁNCHEZ

Compositor, produtor musical, pianista, improvisador e arranjador, Moisés P. Sánchez é reconhecido como um dos principais valores do panorama musical espanhol e europeu. Com uma linguagem própria e uma rica combinação das mais diversas influências, as suas criações ultrapassam as habituais fronteiras entre géneros e surpreendem tanto pela torrente de recursos que utilizam como pela sua fascinante vitalidade e originalidade. Moisés foi nomeado para um Grammy Latino em 2019 pelo seu álbum Unbalanced: concerto for ensemble, e recebeu duas vezes o MIN Independent Music Award (2017 e 2022) entre outros importantes reconhecimentos nos EUA e Espanha. Foi artista residente na temporada 2022/2023 do Centro Nacional de Difusão Musical (CNDM, Auditório Nacional). Em março de 2024, lançou o seu nono álbum, “Dedication II”, por uma editora internacional.

Ao longo dos seus mais de 20 anos de carreira, Moisés P. Sánchez actuou em eventos tão destacados como o FIAS (Madrid), Jazz Madrid, o Festival de Stresa em Itália e o Festival de Jazz de Vitoria-Gasteiz, entre muitos outros. Com a sua discografia, traça um caminho de exploração permanente através de uma conceção sinfónica das suas criações, que se tornou a chave da sua identidade musical. Isto é igualmente evidente nos seus projectos de adaptações de grandes compositores como J.S. Bach, Beethoven, Stravinsky ou Bartók, nos quais traz a sua visão muito pessoal de alguns dos seus compositores mais admirados. Sob a sua direção, foram realizadas obras como “Los viajes inmóviles” do rapper Nach, “Ambrosía” de Juan Valderrama, ou a “Homenaje a Juanito Valderrama” na qual teve a oportunidade de produzir e arranjar Joan Manuel Serrat, Martirio, Antonio Carmona, Arcángel, Juanito Valderrama, Pasión Vega ou Diana Navarro. Moisés tem colaborado em gravações e actuações ao vivo com músicos e projectos notáveis e inovadores, como John Adams e a Orquesta Nacional de España, Plácido Domingo, Benny Golson, Jorge Pardo, Chuck Loeb, Eric Marienthal, Wolfgang Haffner, Chano Domínguez, Javier Vercher, Pablo M. Caminero, Luis Verde, Javier Paxariño, Carmen París, Cristina Mora, Pasión Vega, Nach, Noa Lur, Ara Malikian, Fernando Egozcue, Chema Vílchez, Albert Vila e um longo etc.

Aaron Parks

Aaron Parks Trio apresenta-se no Campus Jazz. Nas palavras de Aaron Parks, este foi um trio reunido especialmente para este festival e conta com duas das suas músicas favoritos atualmente: “Kanoa toca de forma pensada, fundamentada, intuitiva e cheia de surpresas; Cornelia toca de forma alegre, divertida, subtil e com um swing profundo. Mas estas palavras dificilmente captam o sentimento essencial que tive ao tocar com ambas: uma sensação de reconhecimento imediato e de afinidade musical natural. Aguardo ansiosamente por este concerto e por ver e ouvir o que vamos encontrar juntos.”

Mark Guiliana

Considerado pelo The New York Times como “um baterista com um culto de admiração”, o baterista e compositor Mark Guiliana traz um espírito aventureiro, uma paleta eclética e um dom para a invenção espontânea a uma variedade impressionante de estilos. Igualmente versátil a tocar jazz acústico, música eletrónica sem fronteiras ou rock de alto nível, tornou-se um colaborador-chave de pensadores sónicos originais como St. Vincent, Pearl Jam, Matt Cameron, Brad Mehldau, Meshell Ndegeocello, Matisyahu e o grande David Bowie.

Depois dos seus célebres álbuns de quarteto Jersey’ e ‘Family Firstthe sound of listening da Edition Records – lançado a 7 de outubro de 2022 – é tudo o que se esperaria de Mark Guiliana, enquanto leva a música em novas direções que nunca vimos antes. Em contraste com o seu último trabalho BEAT MUSIC!, the sound of listening (intencionalmente em minúsculas) é um álbum profundamente honesto e expressivo de um músico que sabe para onde quer ir e o que quer dizer a pessoas em quem confia profundamente. Em abril de 2023, lançou o álbum Mischief. “Gravada nas mesmas sessões que the sound of listening, a música em Mischief representa um lado diferente da mesma moeda.”

Kazy Lambist

Kazy Lambist navega persistentemente no reino dos seus sons sem fricção e sem conflitos com uma música ao mesmo tempo acolhedora e panorâmica, sofisticada e hedonista, volátil e elegante, descontraída, mas cheia de carácter. Enquanto outros podem recorrer ao seu arsenal electrónico para meios mais agressivos, Kazy Lambist, inspirado pela sensualidade e pelas emoções, recusa-se a limitar-se a certos nichos musicais mais restritos. Nada surpreendente para um artista que se tem esforçado por ultrapassar limites desde os primeiros dias, procurando oferecer ao seu público uma visão ampla, convidando os ouvintes a sonhar acordados na sua rede sonora, a dançar num lounge aconchegante ou numa hipnótica pista de dança ensolarada. O seu primeiro sucesso viral, “Doing Yoga”, conquistou o prémio de novo talento do público do Inrocks Lab em 2015, valeu-lhe ainda o entusiástico apoio do realizador Guillermo Del Toro e a colaboração com o estilista Jean-Charles de Castelbajac. Posteriormente, lançou o álbum de exceção e inovador “33 000 Ft”, que inegavelmente posicionou o seu nome na cena eletro-pop.

Kazy Lambist está agora pronto para lançar o segundo capítulo, um LP com quase seis anos de produção, facto que não deverá ser confundido com inércia artística. O jovem de trinta anos ainda nos encantou com sua produção intercalar, incluindo o alegre EP “Sky Kiss” com uma colaboração convincente de Jean-Benoît Dunckel (Air), dando uma vida nova e mais clássica a alguns de seus primeiros sucessos (“Decrescendo” EP), e mais algumas deambulações exploratórias (“Nasty” junto com o rapper italiano Tutti Fenomeni). Também fez o mundo dançar com seus espetáculos ao vivo e DJ sets, confirmando a sua atratividade global com o single certificado de platina (“Love Song”), cinco singles certificados de ouro (“Doing Yoga”, “Headson”, “On You”, “Annecy” e “Work”) e uma digressão mundial marcada por 20 espetáculos nos Estados Unidos ao lado do grupo francês, Kid Francescoli. É na Turquia que tem granjeado maior aclamação internacional, país onde o seu sucesso foi firmemente solidificado após uma recente série de espetáculos e uma residência de um mês e meio no bairro artístico de moda, localizado no lado asiático do estreito de Bósforo. Este retiro oriental inspirou o título do seu novo álbum, “Moda”, no qual Kazy Lambist – nome verdadeiro Arthur Dubreucq – gravou “Dünya”, um esforço seráfico com os vocais suaves de Sedef Sebüktekin sobre violinos turcos e o saxofone de Jowee Omicil. Da mesma forma, “Moda Disko”, uma jubilante colaboração italo-disco com o cantor Den Ze, que teria encaixado perfeitamente na banda sonora do filme italiano, “La Grande Bellezza”.

Nils Hoffman

O produtor berlinense vem ao nosso país com o novo disco “Running In a Dream” (lançado pela editora Anjunadeep), trabalho que firma um admirável percurso em ascensão, posicionando-o como um dos mais excitantes jovens artistas da eletrónica mundial. Este novo trabalho sucede aoaclamado “A Radiant Sign” (2022), que chegou ao primeiro lugar nas tabelas de dança do iTunes aquando do seu lançamento, conseguindo também o importante reconhecimento dosseus pares – como os DJs Maceo Plex, Joris Voorn e Eelke Kleijn – assim como o apoio de algumas das principais plataformas e rádios internacionais como a BBC Radio 1, SiriusXM Chill e KCRW.

Moldado pela música e pela cultura eletrónica alemãs, Nils Hoffmann tem formação em piano clássico e cresceu a ouvir nomes como Paul Kalkbrenner e Trentemoller. Inspirado na house progressiva e melódica, até à data, o produtor de 28 anos já acumulou 120 milhões de streams em todas as plataformas. Hoffmann atuou em alguns dos principais festivais de verão como o Tomorrowland ou o Echelon Festival e secundou atuações de nomes como Ben Bohmer, Gorgon City, Franky Wah, Stephan Bodzin ou Tiga.

Com o lançamento do novo trabalho, Nils Hoffman embarca numa digressão mundial que passa pela Austrália, Estados Unidos e pelo continente europeu, com paragem obrigatória em novembro, no Misty Fest.

Joris Delacroix

O som de Joris Delacroix ficou, desde logo, definido na paisagem sonora singular do seu álbum de estreia “Room With View” (2011). Desde então passou a ser presença assídua em alguns dos mais consagrados clubes e festivais como o Peacock Society, Rex Club ou o Paleo Festival. Seguiram-se várias digressões internacionais, o lançamento do segundo álbum editado pela Universal, “Night Visions” (2018) e a edição de vários EPs. Com estes trabalhos conquistou o reconhecimento e consolidou definitivamente o seu lugar no topo da cena techno melódica francesa, ao lado de artistas como Worakls, NTO e Joachim Pastor.

Inspirado por nomes como Daft Punk, Paul Kalkbrenner, Stefan Bodzin, Claude VonStroke, Stuart Price, David August, Maceo Plex, Rone, Rodriguez Jr, para citar alguns, será justo afirmar que Joris Delacroixconseguiu já cimentar o seu próprio cunho e identidade, arrecadando, até à data, mais de 75 milhões de reproduções em plataformas de streaming.

No DJ Set que preparou para a sua estreia em Portugal, o produtor e DJ não deixará de revisitar as faixas que têm marcado o seu percurso musical, mas irá igualmente mostrar, em primeira mão, as mais recentes “Turpentine”, “Fall In” (com colaboração de Silly Boy Blue) ou “Do it Again” (com Malou). Será uma verdadeira viagem por vastas paisagens sonoras enquanto Delacroix envolve a pista nas linhas de baixo e sintetizadores retumbantes, equilibrados por notas melódicas que vibram e contrastam com a electrónica envolvente, quente e rica, potenciadora dos seus próprios padrões rítmicos.

Na pista, Delacroix receberá o testemunho de Rogue Fire, responsável pelo “Opening” desta noite em Lisboa. Produtor e DJ experiente, o seu estilo incorpora música profunda, melódica e poderosa. Rogue Fire cria sets híbridos emocionais com forte presença do saxofone e, depois de um EP de estreia com grande destaque (Discovery, 2022), seguido por “Getaway” em 2023, antecipa o lançamento de novas faixas em 2024 com uma mistura perfeita entre melodias e ritmos cativantes. Já marcou presença no reconhecido Burning Man, e dividiu palcos com artistas de destaque na Europa, EUA, África do Sul e Austrália.

A noite encerra com Luna Semara, DJ/produtora, artista musical e A&R que, na sua música, canaliza um profundo amor pela síntese. A comunhão de ritmo e dança são uma corrente poderosa comum a todas as suas faixas que se desenrolam numa construção lenta e deliberada.