Mark Guiliana

Considerado pelo The New York Times como “um baterista com um culto de admiração”, o baterista e compositor Mark Guiliana traz um espírito aventureiro, uma paleta eclética e um dom para a invenção espontânea a uma variedade impressionante de estilos. Igualmente versátil a tocar jazz acústico, música eletrónica sem fronteiras ou rock de alto nível, tornou-se um colaborador-chave de pensadores sónicos originais como St. Vincent, Pearl Jam, Matt Cameron, Brad Mehldau, Meshell Ndegeocello, Matisyahu e o grande David Bowie.

Depois dos seus célebres álbuns de quarteto Jersey’ e ‘Family Firstthe sound of listening da Edition Records – lançado a 7 de outubro de 2022 – é tudo o que se esperaria de Mark Guiliana, enquanto leva a música em novas direções que nunca vimos antes. Em contraste com o seu último trabalho BEAT MUSIC!, the sound of listening (intencionalmente em minúsculas) é um álbum profundamente honesto e expressivo de um músico que sabe para onde quer ir e o que quer dizer a pessoas em quem confia profundamente. Em abril de 2023, lançou o álbum Mischief. “Gravada nas mesmas sessões que the sound of listening, a música em Mischief representa um lado diferente da mesma moeda.”

Kazy Lambist

Kazy Lambist navega persistentemente no reino dos seus sons sem fricção e sem conflitos com uma música ao mesmo tempo acolhedora e panorâmica, sofisticada e hedonista, volátil e elegante, descontraída, mas cheia de carácter. Enquanto outros podem recorrer ao seu arsenal electrónico para meios mais agressivos, Kazy Lambist, inspirado pela sensualidade e pelas emoções, recusa-se a limitar-se a certos nichos musicais mais restritos. Nada surpreendente para um artista que se tem esforçado por ultrapassar limites desde os primeiros dias, procurando oferecer ao seu público uma visão ampla, convidando os ouvintes a sonhar acordados na sua rede sonora, a dançar num lounge aconchegante ou numa hipnótica pista de dança ensolarada. O seu primeiro sucesso viral, “Doing Yoga”, conquistou o prémio de novo talento do público do Inrocks Lab em 2015, valeu-lhe ainda o entusiástico apoio do realizador Guillermo Del Toro e a colaboração com o estilista Jean-Charles de Castelbajac. Posteriormente, lançou o álbum de exceção e inovador “33 000 Ft”, que inegavelmente posicionou o seu nome na cena eletro-pop.

Kazy Lambist está agora pronto para lançar o segundo capítulo, um LP com quase seis anos de produção, facto que não deverá ser confundido com inércia artística. O jovem de trinta anos ainda nos encantou com sua produção intercalar, incluindo o alegre EP “Sky Kiss” com uma colaboração convincente de Jean-Benoît Dunckel (Air), dando uma vida nova e mais clássica a alguns de seus primeiros sucessos (“Decrescendo” EP), e mais algumas deambulações exploratórias (“Nasty” junto com o rapper italiano Tutti Fenomeni). Também fez o mundo dançar com seus espetáculos ao vivo e DJ sets, confirmando a sua atratividade global com o single certificado de platina (“Love Song”), cinco singles certificados de ouro (“Doing Yoga”, “Headson”, “On You”, “Annecy” e “Work”) e uma digressão mundial marcada por 20 espetáculos nos Estados Unidos ao lado do grupo francês, Kid Francescoli. É na Turquia que tem granjeado maior aclamação internacional, país onde o seu sucesso foi firmemente solidificado após uma recente série de espetáculos e uma residência de um mês e meio no bairro artístico de moda, localizado no lado asiático do estreito de Bósforo. Este retiro oriental inspirou o título do seu novo álbum, “Moda”, no qual Kazy Lambist – nome verdadeiro Arthur Dubreucq – gravou “Dünya”, um esforço seráfico com os vocais suaves de Sedef Sebüktekin sobre violinos turcos e o saxofone de Jowee Omicil. Da mesma forma, “Moda Disko”, uma jubilante colaboração italo-disco com o cantor Den Ze, que teria encaixado perfeitamente na banda sonora do filme italiano, “La Grande Bellezza”.

Nils Hoffman

O produtor berlinense vem ao nosso país com o novo disco “Running In a Dream” (lançado pela editora Anjunadeep), trabalho que firma um admirável percurso em ascensão, posicionando-o como um dos mais excitantes jovens artistas da eletrónica mundial. Este novo trabalho sucede aoaclamado “A Radiant Sign” (2022), que chegou ao primeiro lugar nas tabelas de dança do iTunes aquando do seu lançamento, conseguindo também o importante reconhecimento dosseus pares – como os DJs Maceo Plex, Joris Voorn e Eelke Kleijn – assim como o apoio de algumas das principais plataformas e rádios internacionais como a BBC Radio 1, SiriusXM Chill e KCRW.

Moldado pela música e pela cultura eletrónica alemãs, Nils Hoffmann tem formação em piano clássico e cresceu a ouvir nomes como Paul Kalkbrenner e Trentemoller. Inspirado na house progressiva e melódica, até à data, o produtor de 28 anos já acumulou 120 milhões de streams em todas as plataformas. Hoffmann atuou em alguns dos principais festivais de verão como o Tomorrowland ou o Echelon Festival e secundou atuações de nomes como Ben Bohmer, Gorgon City, Franky Wah, Stephan Bodzin ou Tiga.

Com o lançamento do novo trabalho, Nils Hoffman embarca numa digressão mundial que passa pela Austrália, Estados Unidos e pelo continente europeu, com paragem obrigatória em novembro, no Misty Fest.

Joris Delacroix

O som de Joris Delacroix ficou, desde logo, definido na paisagem sonora singular do seu álbum de estreia “Room With View” (2011). Desde então passou a ser presença assídua em alguns dos mais consagrados clubes e festivais como o Peacock Society, Rex Club ou o Paleo Festival. Seguiram-se várias digressões internacionais, o lançamento do segundo álbum editado pela Universal, “Night Visions” (2018) e a edição de vários EPs. Com estes trabalhos conquistou o reconhecimento e consolidou definitivamente o seu lugar no topo da cena techno melódica francesa, ao lado de artistas como Worakls, NTO e Joachim Pastor.

Inspirado por nomes como Daft Punk, Paul Kalkbrenner, Stefan Bodzin, Claude VonStroke, Stuart Price, David August, Maceo Plex, Rone, Rodriguez Jr, para citar alguns, será justo afirmar que Joris Delacroixconseguiu já cimentar o seu próprio cunho e identidade, arrecadando, até à data, mais de 75 milhões de reproduções em plataformas de streaming.

No DJ Set que preparou para a sua estreia em Portugal, o produtor e DJ não deixará de revisitar as faixas que têm marcado o seu percurso musical, mas irá igualmente mostrar, em primeira mão, as mais recentes “Turpentine”, “Fall In” (com colaboração de Silly Boy Blue) ou “Do it Again” (com Malou). Será uma verdadeira viagem por vastas paisagens sonoras enquanto Delacroix envolve a pista nas linhas de baixo e sintetizadores retumbantes, equilibrados por notas melódicas que vibram e contrastam com a electrónica envolvente, quente e rica, potenciadora dos seus próprios padrões rítmicos.

Na pista, Delacroix receberá o testemunho de Rogue Fire, responsável pelo “Opening” desta noite em Lisboa. Produtor e DJ experiente, o seu estilo incorpora música profunda, melódica e poderosa. Rogue Fire cria sets híbridos emocionais com forte presença do saxofone e, depois de um EP de estreia com grande destaque (Discovery, 2022), seguido por “Getaway” em 2023, antecipa o lançamento de novas faixas em 2024 com uma mistura perfeita entre melodias e ritmos cativantes. Já marcou presença no reconhecido Burning Man, e dividiu palcos com artistas de destaque na Europa, EUA, África do Sul e Austrália.

A noite encerra com Luna Semara, DJ/produtora, artista musical e A&R que, na sua música, canaliza um profundo amor pela síntese. A comunhão de ritmo e dança são uma corrente poderosa comum a todas as suas faixas que se desenrolam numa construção lenta e deliberada.

Gustavo Santaolalla


Com uma vasta carreira que se estende das composições cinematográficas e para videojogos às produções musicais, Gustavo Santaolalla deixou já uma marca indelével e um legado que, em muito, se deve à forma (e arte) como capta momentos e consegue evocar sentimentos profundos com forte ressonância no seu público.

Conseguiu a proeza de conquistar dois Óscares consecutivos para Melhor Banda Sonora nos filmes “O Segredo de Brokeback Mountain” de Ang Lee (2005) e “Babel” de Alejandro González Iñárritu (2006), além de inúmeras outras distinções de referência – ganhou 2 Grammys19 Grammys Latinos2 Baftas e 1 Globo de Ouro. Santaolalla continua a sua jornada artística com portentosa criatividade e inigualável talento para a composição musical que, ao mesmo tempo, nos abraça e acolhe.

Salvador Sobral

TIMBRE” é o mais recente álbum de estúdio de Salvador Sobral, editado no final de Setembro de 2023. O regresso às edições discográficas aconteceu depois do lançamento de vários temas, ao longo dos últimos meses, que fazem parte do alinhamento deste espetáculo: “al llegar” (feat. Jorge Drexler), “pedra quente” e, mais recentemente, “de la mano de tu voz” (feat. Silvana Estrada). Este trabalho é composto por 11 originais, 10 criados em parceria com Leo Aldrey, responsável também pela produção.

Alma – Rituais dos sentidos

É com os sentidos que percebemos o mundo, que o escutamos e vimos, que o sentimos e saboreamos. É ainda através do olfato que nos chegam as diferentes nuances que o ar nostraz, quer estejamos em plena natureza ou nos domínios que a humanidade ergueu.

É tendo tudo isso em conta que a Actu, a Uguru e o Wize Collective vêm apresentar um novo projeto que pretende pensar a música como ponto de partida para o alcance de uma paz interior cada vez mais necessária. Alma visa por isso mesmo proporcionar momentos singulares nos quais cada indivíduo pode alinhar-se numa vibração coletiva, plena de paz, serenidade, cura e prazer, através de concertos que enaltecem a música capaz de servir a prática da meditação ou simplesmente do apaziguamento interior. Tudo numa exaltação dos diferentes sentidos que se traduz numa experiência de suave imersão.

O primeiro evento , a realizar no dia 25 de Fevereiro no Art Kaizen artkaisen.com, pelas 10:30 terá como proposta central um concerto de Lemos, pianista que se tem destacado no mundo da clássica contemporânea através de uma série de lançamentos que têm alcançado significativos números nas plataformas de streaming internacionais. Lemos tem um trabalho continuado nesta área e entende como poucos a importância da ligação da música à meditação, de que é entusiástico praticante. O reconhecido pianista tem, como já teve oportunidade de explicar em múltiplas entrevistas, a intenção de “aprofundar o conhecimento em áreas de produção musical que afetam diretamente a atividade elétrica das células cerebrais e ajudam a alcançar estados profundos de consciência”. Para Lemos, a música é uma espécie de portal que leva “a elevados estados de concentração e consciência e também ao relaxamento”. É, por tudo isso, a escolha ideal para o arranque desta série de Sentidos da Alma.

Todos os eventos terão por introdução uma cerimónia do chá que precederá uma sessão de meditação coletiva guiada. No final, os participantes poderão não apenas contactar diretamente com os artistas, mas também entre si, reforçando desta forma os laços de comunidade que pretendemos estreitar. Oferecemos uma nova experiência sensorial, cuidadosamente pensada para estimular os sentidos e até a Alma.

Tony Ann

Um virtuoso de profissão, Tony Ann é um pianista solo com grandes ideias. Ele funde os estilos do novo e do antigo com um efeito de cortar a respiração.

Como um autoproclamado conhecedor de harmonia, Ann está sempre a pensar em formas de não só ultrapassar os limites da música neoclássica e instrumental, mas também da música popular. Embora Ann possa estar limitada à música sem palavras, utiliza com sucesso todas as oitenta e oito teclas a seu favor com composições originais repletas de emoção, técnica e alcance. Com mais de 100 milhões de visualizações e mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais, Ann tem navegado no mundo online com grande sucesso, introduzindo as gerações mais jovens às ideias neoclássicas, especialmente através da sua série “#playthatword”. Utilizando o alfabeto escrito no seu teclado, Ann criou composições originais com base em palavras que lhe foram apresentadas pelo seu público, tendo muitas destas peças sido lançadas oficialmente. Este ano, Ann lançou uma trilogia de EPs (EMOTIONALLY BLUE, ORANGE e RED) em parceria com a Decca Records France (Universal Music Group) como parte de uma série de 15 faixas que exploram as muitas emoções da experiência humana. Para além do seu trabalho a solo, Tony adora a colaboração, tendo lançado faixas com Don Diablo, Wrabel e L.Dre, mostrando a sua elasticidade musical e vontade de mergulhar em diferentes géneros, como EDM, Lofi e Pop. Para além disso, Ann gostou de trabalhar com os The Chainsmokers, tendo participado na coautoria dos singles de platina dos EUA “Sick Boy” e “Call You Mine (feat. Bebe Rexha)”, bem como do single de ouro dos EUA “Side Effects (feat. Emily Warren)”. Ann também teve o prazer de fazer uma digressão com eles como teclista oficial na digressão norte-americana de arena “Memories: Do Not Open”, que também incluiu actuações no SNL e no Good Morning America. Depois de uma recente residência de 4 espectáculos esgotados no Le 360 em Paris, Tony está entusiasmado por levar o seu espetáculo de fusão de géneros a palcos distantes, começando com uma digressão europeia em abril de 2024.

Souad Massi

Muitas vezes considerada a mais bela voz feminina do Norte de África, Souad Massi construiu a sua reputação ao longo de uma carreira de mais de 20 anos.
Movida por uma determinação inabalável em defender aquilo que mais valoriza: a liberdade e a justiça, as suas canções estão impregnadas de amor, altruísmo e bravura, com uma vontade constante de erradicar a intolerância.Diz-se que ela é a Tracy Chapman do Magrebe. Longe da vaga de raï, Souad Massi, com a sua inspiração folk, guitarra ao ombro, trouxe um novo som à música argelina.

Karl Seglem

Karl Seglem é descrito como um dos mais excitantes saxofonistas tenor e compositores contemporâneos da Noruega. Este país gerou uma grande quantidade de músicos distintos que se empenharam em fundir tradições musicais, muitas vezes provenientes das suas terras de origem, com expressões contemporâneas, música do mundo e jazz improvisado. Karl Seglem destaca-se entre estes e é inquestionavelmente um dos grandes inovadores e visionários da música norueguesa; revigorando tanto os géneros tradicionais noruegueses como o jazz com a sua vontade inabalável de fundir expressões, prosseguir empreendimentos cruzados e abraçar novos instrumentos, sons e perspectivas.

O principal instrumento de Seglem é o saxofone tenor e tem desempenhado um papel importante na cena jazzística norueguesa. A sua produção de CD conta com 19 álbuns a solo e 17 álbuns com diferentes conjuntos (2017). Já numa fase inicial da sua carreira, começou a interessar-se por perspectivas musicais mais diversas e que cruzam géneros. Em especial, tem estado profundamente envolvido com a música folclórica norueguesa e tem-na explorado como base para a improvisação e composição. Seglem é muito mais do que um instrumentista, tendo trabalhado de forma ampla e diversificada como compositor – desenvolvendo novas formas contemporâneas com base no jazz, na música folclórica e em inspirações mais ecléticas – e também tem sido fundamental para o crescimento de expressões e projectos transversais como produtor e gestor da editora discográfica NORCD.
A fama internacional tem crescido constantemente e os seus lançamentos Ossicles, Som spor, JazzBukkBox e Nordic Balm cativaram a crítica e o público internacionais. Nestes discos, o uso de chifres de cabra e outros instrumentos tradicionais – nomeadamente o violino de Hardanger – é magistral e excitantemente misturado com uma pletora de elementos modernos e ecléticos: loops electrónicos, improvisação de jazz, traços de world music e características de rock. Seglem regressa frequentemente à noção do coração acústico da sua música, que é o leitmotiv fundamental e intemporal. Com este coração intacto, os elementos electrónicos e os sons artificiais, bem como os traços específicos do género, criam um dinamismo que se reforça reciprocamente.

Em 2010, recebeu o THE BUDDY AWARD, o maior prémio norueguês de Jazz.Em 2012, Egil Storbekkens Musikkpris pelo seu trabalho com chifres de cabra e årets Musikkverk da NOPA, pelo seu trabalho encomendado para o Vossa Jazz 2012 “Som spor” (Like traces).Foi galardoado com o prémio EDVARD pelo seu trabalho “Tya” (com R. Skår) e recebeu outros prémios nacionais e locais, subsídios e distinções pelo seu trabalho.