Rão Kyao: Aventuras da Alma TOUR

Disponibilidade para Portugal e Comunidades Portuguesas - Todo o Ano (Sob Consulta)

Clique para ver os contactos para contratação
antoniocunha@uguru.net | carmocruz@uguru.net miguelfurtado@uguru.net

Rão Kyao Tour 2021/2022 – O projeto

Rão Kyao é um verdadeiro embaixador da alma portuguesa nos mais importantes palcos globais. Editou mundialmente este ano o álbum Gandhi, uma homenagem ao símbolo universal da paz, que lhe merece uma reverente vénia. Em dezembro de 2021, este novo projeto, em que volta a dialogar com outras culturas musicais, terá uma digressão associada.

Rão nasceu em Lisboa, começou a estudar saxofone com o mestre Vítor Santos e flauta de bambu como autodidata. Ainda adolescente começou a frequentar o Hot Clube e a sua aproximação ao jazz levou-o a ser convidado para atuar em vários festivais Cascais Jazz durante os anos 70. Nessa altura viveu em Paris durante um ano e alguns meses e fez parte de um grupo de música africana liderado pelo trompetista nigeriano Ray Stephen Oche, tendo atuado nesse período com vários músicos franceses e americanos.  No final dessa década, gravou os seus primeiros trabalhos discográficos, Malpertuis (EMI, 1976) e Bambu (EMI, 1977), e nessa época foi convidado para atuar numa orquestra de jazz internacional liderada pelo trompetista Clark Terry no Festival Jazz Yatra em Bombaím. Aí ficou durante longos meses a estudar flauta de bambu e música indiana com o mestre flautista Pandit Ragunath Seth e durante esse tempo participou na gravação de música de vários filmes do chamado Bollywood. Regressado a Lisboa, gravou o disco Goa (EMI, 1079), a celebrar a sua ligação com a música indiana aprofundada pelo estudo na cidade de Bombaím. 

O percurso que construiu para si desde então foi extraordinário. Em 1983, por exemplo, Rão começou uma colaboração com a editora Universal e lançou aquele que é ainda um dos maiores sucessos da sua carreira, o clássico Fado Bailado (Universal, 1983), um dos primeiros trabalhos em que o fado foi abordado por um músico com uma instrumentação diferente, mas interior, fresca e inventiva. Foi o primeiro álbum português a ver as suas significativas vendas traduzirem-se no galardão de platina! Os anos seguintes mantiveram-se alinhados com os favores do público que fez de trabalhos como Estrada da Luz (Universal, 1984) ou Oásis (Universal, 1985), registos em que trabalhou com a nata dos músicos portugueses, sustentando digressões longas e muito aplaudidas.

Trabalhou igualmente com várias figuras musicais internacionais de relevância, como Sivuca ou Marcos Resende, no Brasil, no álbum Danças de Rua (Universal, 1987), além de se ter apresentado com a   Orquestra Chinesa de Macau com quem gravou o álbum Junção (União Lisboa, 1999), cujo tema “Integração” foi interpretado por Rão e pela Orquestra na cerimónia de passagem de soberania de Macau para a China, em Macau no final de 1999. Gravou o memorável Delírios Ibéricos (Universal, 1991) com os espanhóis Ketama, referências maiores no flamenco em Espanha. Foi também durante esta década que se afirmou como um verdadeiro mestre da flauta de bambu, instrumento que tomou como a sua principal ferramenta de expressão artística.

E ao longo desse caminho, Rão Kyao afirmou-se como o mais universal dos músicos portugueses, construindo não apenas uma discografia repleta desses momentos de diálogo com artistas internacionais, trazendo efetivamente o mundo para Portugal, mas levando também Portugal para o mundo, ao tomar o fado, hoje património imaterial da humanidade, como uma das mais vincadas inspirações da sua música.

Os últimos 20 anos foram igualmente recheados de conquistas. Dilatou a sua discografia com trabalhos que voltaram a recolher elogios da crítica e favores do público: Fado Virado a Nascente (Universal, 2001), produzido por Mário Barreiros, foi gravado com músicos marroquinos e com as vozes da fadista Deolinda Bernardo e de Teresa Salgueiro, a conhecida vocalista do grupo Madredeus. Pedro Ayres Magalhães, também dos Madredeus, foi coprodutor e autor de uma das letras desse álbum. Seguiram-se Porto Alto (UGURU, 2004), com o virtuoso guitarrista de Flamenco Gerardo Núñez e com a participação do cantor/guitarrista Tito Paris e Em’Cantado (Universal, 2009) com grandes artistas e vozes do Fado portuguesas como Carminho, Camané, Ricardo Ribeiro, Tânia Oleiro e Manuela Cavaco. Destaque ainda para Coisas Que a Gente Sente (Get!Records, 2012) em que dedica o tema “Ouvindo Cesária” à lendária cantora de Cabo Verde Cesária Évora. O seu último registo de originais data de 2017: Aventuras da Alma (Ampla, 2017) é um trabalho repleto de magia, com uma visão plena da natureza, que explora a elevação do espírito pela música.

Paralelamente, em 2011, inaugurou um projeto de música litúrgica de autores portugueses intitulado “Sopro de Vida” para além de ter desenvolvido uma atividade musical ligada ao nada yoga que quer dizer yoga do som, período esse em que gravou os CDs Samadhi, com o percussionista Ruca Rebordão, e Heart and Wings, com uma sonoridade dedicada à trance dance, com André Sousa Machado e João Ferreira na bateria e percussões, respetivamente.

Ainda nestas duas últimas décadas, viajou pelo mundo, arrebatou audiências e conquistou prémios e honrarias de topo, como a Ordem do Infante D. Henrique, a ele atribuída em 2007 pelo Presidente da República, ou a comenda da Academia das Artes e Ciências de Paris, em 2011, atribuída pelo estado francês

Todos estes marcos fazem da carreira de Rão Kyao uma das mais ricas e extensas da música portuguesa: Rão vê o mundo como poucos, dialoga com muitas culturas, de África ao Brasil, da China à Índia, da América a Espanha, procurando sempre usar a alma portuguesa que tão bem traduz com o seu sopro singular como ponte para a aproximação com outros povos, outras línguas e outras experiências. Nenhum outro músico português o faz desta forma, com esta intensidade e com tamanho reconhecimento.

Detalhes da Digressão

Rão Kyao: Tour:2021/2022 – 5 músicos em palco

Com uma série de discos editados desde os anos oitenta, Rão Kyao apresenta em Aventuras da Alma um espetáculo que inclui alguns dos temas mais significativos dos seus trabalhos, reinterpretando-os com o seu grupo atual,  passando em revista parte significativa da sua carreira. O concerto culmina com uma especial passagem pelo álbum “Aventuras da Alma”, editado em 2017

Com o Renato Silva Júnior nos teclados e acordeão o Toni Lago Pinto na guitarra clássica e braguesa, o André Sousa Machado na bateria e o Ruca Rebordão nas percussões, o espetáculo desenrola-se com uma espontaneidade que deriva da improvisação que caracteriza a atuação do grupo que, revivendo os temas, os reveste de roupagem inédita, ao mesmo tempo que respeita a sua integridade original.

Voltar ao Topo ↑

Vídeo

Voltar ao Topo ↑

Áudio

 

Voltar ao Topo ↑

Fotos

 
Voltar ao Topo ↑