Delfina Cheb

Aos 18 anos de idade, Delfina Cheb ganhou uma bolsa para concluir o seu duplo diploma em Composição de jazz e performance vocal no prestigiado Berklee College Of Music. Lá, explorou a música folclórica de diferentes partes do mundo, bem como o jazz. Delfina estudou e participou em várias masterclasses com grandes músicos como Kenny Werner, Francisco Mela, Luciana Souza, Kurt Elling, Dominique Eade e Toninho Horta. Neste momento está a terminar o mestrado em Improvisação Contemporânea liderada no prestigiado New England Conservatory e acaba de lançar o seu primeiro álbum com o produtor, bastante aclamado, Javier Limón, com o selo da Casa Limón.

“Doce milongas de amor y un tango desesperado”, já está disponível em todas as plataformas digitais.

NITIN SAWHNEY

Photographed in Brixton, London 7th June 2017

Nitin Sawhney que regressará a Portugal, mais de 10 anos depois da sua última apresentação, para revisitar um dos maiores clássicos da modernidade britânica, Beyond Skin, obra prima de que em 2019 se assinala o vigésimo aniversário. Aplaudido como um dos mais notáveis compositores britânicos, condecorado pela coroa e distinguido com regularidade pela crítica, Sawhney tem composto muito para o ecrã – é dele, por exemplo, a banda sonora de Mowgli, produção recente com marca Netflix. Neste concerto revisitará um dos mais amados encontros entre a música indiana e a eletrónica, um álbum que marcou uma época e que se prendeu ao futuro, continuando a ser referência até aos dias de hoje.

Maria Gadú

MG_guelã_ao vivo_div. horizontal_por Luiz Tripolli “Guelã” foi nomeado para os Grammys Latinos (2015), na categoria de melhor álbum da Música Popular Brasileira

Maria Gadú, compositora, cantora e autora de temas que correm o mundo como Shimbalaiê ou “Altar Particular”, é um dos maiores nomes de referência da Música Brasileira da actualidade.

Ao terceiro álbum, Maria Gadú pode orgulhar-se de ter deixado o plano das promessas e ser hoje uma absoluta certeza no plano dos talentos firmados no Brasil. Guelã (2015), é a prova desse talento maior: letras cuidadas, melodias ricas de imaginação, canções que têm garras para se manterem firmes nos nossos ouvidos por muito tempo.

Guelã é um trabalho ambicioso que traduz também as vistas largas do mundo que a cantora foi obtendo depois da estreia em 2009 e do crescimento, dois anos depois, com a edição do seu anterior trabalho, Mais Uma Página. Poder tocar em diferentes países fora do Brasil abriu-a a novas sonoridades e experiências e Guelã é a prova disso mesmo: James Brian, artista canadiano conhecido em Londres, ou Mayra Andrade, são alguns dos cúmplices nesta íntima viagem apresentada em Guelã. Apesar do tom solitário, talvez estas canções revelem que artisticamente Maria Gadú abriu as suas asas. Afinal de contas, Guelã significa Gaivota.

Canções como “Vaga” ou “Trovoa” são fundas e mostram como Gadú domina a arte das emoções feitas palavras e melodias. Quando canta, não há quem não acredite que é para si em especial que Maria Gadú está a cantar, talvez por as suas canções conterem tanta vida.