Maria João, André Mehmari & Carlos Bica

A notável cantora portuguesa Maria João, o virtuoso pianista brasileiro André Mehmari e o renomado contrabaixista português Carlos Bica juntam-se numa inédita e entusiasmante colaboração que surgiu a convite do Theatro Circo de Braga. Neste espetáculo imperdível, as três figuras incontornáveis do panorama contemporâneo do jazz apresentam temas originais e uma releitura de alguns dos mais emblemáticos standards de jazz.

O projeto terá dois períodos de tour: o primeiro, de 1 a 15 de julho, e o segundo em novembro de 2026.

Sobre Maria João

Possuidora de um estilo único, a cantora portuguesa Maria João é uma referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal icónica e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe, não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da atualidade.

Condecorada com a comenda da ordem do Infante D. Henrique pelas mãos do presidente Jorge Sampaio, Maria João é também a única artista portuguesa a ter sido nomeada para o European Jazz Prize. Com uma carreira que já leva quatro décadas, a artista trabalhou com nomes como Bobo Stenson, Bobby McFerrin, Egberto Gismonti, Gilberto Gil, Joe Zawinul, entre muitos outros.

Sobre André Mehmari

Duas vezes nomeado para os Grammys Latinos, o virtuoso pianista André Mehmari é considerado um dos maiores expoentes da música criativa brasileira contemporânea e a sua vasta produção é absolutamente singular, indo do piano solo ao jazz, passando pela ópera e música orquestral em mais de 55 álbuns lançados desde 1998, muitos deles produzidos no seu Estúdio Monteverdi.

Participou como solista em mais de 40 países e em importantes festivais de jazz como o Chivas Jazz, Heineken Concerts, TIM Festival, Spoleto Festival USA (André Mehmari Trio), Juan Les Pins (França), Umbria Jazz (Itália), além de numerosas tours nos EUA, Europa e Japão. Atuou como pianista ao lado de nomes como Antônio Meneses, Maria Bethânia, Milton Nascimento, entre muitos outros nomes de destaque do cenário nacional e internacional, transcendendo com elegância e brilhantismo géneros e barreiras estilísticas.

Sobre Carlos Bica

Carlos Bica é um dos nomes do jazz nacional com maior projeção além-fronteiras, tendo-se tornado uma referência no panorama do jazz europeu. Entre os vários projetos musicais que lidera e, além das suas participações em outras áreas como teatro, cinema e dança, o seu trio AZUL com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, tornou-se na imagem de marca do contrabaixista e compositor.

Com o decorrer dos anos, outros projetos nasceram e ficaram registados em disco, tais como: Diz, Single, Matéria-Prima, I Am The Escaped One, Playing with Beethoven e o mais recente 11:11 (Melhor Álbum de Jazz Nacional). Fez muita música improvisada, tocou durante anos com a cantora Maria João, trabalhou e gravou na área da música popular portuguesa com nomes como Carlos do Carmo, José Mário Branco, Camané e Janita Salomé. Carlos Bica também já colaborou com Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Kurt Rosenwinkel, John Zorn, Lee Konitz, entre outros.

Artemis

Com o nome em homenagem à deusa grega da caça, ARTEMIS é um poderoso ensemble all star de instrumentistas virtuosas.

Fundado pela pianista e compositora Renee Rosnes, este supergrupo reúne artistas de grande singularidade, numa cintilante formação global e multigeracional. Além de Rosnes, a banda é composta por outras referências do jazz atual: Ingrid Jensen (trompete), Nicole Glover (saxofone tenor), Noriko Ueda (contrabaixo) e Allison Miller (bateria).

Detentoras de uma cumplicidade eletrizante, as ARTEMIS foram reconhecidas pelos leitores da prestigiada revista norte-americana DownBeat como Grupo de Jazz do Ano por duas vezes consecutivas – em 2023 e 2024. Também no ano passado, foram distinguidas pela Jazz Journalists Association como Mid-Sized Ensemble of the Year.

ARBORESQUE é o título do seu terceiro álbum, editado em fevereiro de 2025 pela histórica Blue Note – um trabalho que resulta da maturidade artística do quinteto, com arranjos inspirados, composições originais envolventes e contribuições de todos os elementos. Um hino ao prazer genuíno da colaboração e da criatividade.

A visão criativa de cada membro de ARTEMIS destaca-se na construção de uma voz coletiva imponente, provocando momentos musicais inesquecíveis.

“O nosso objetivo é fazer música honesta que toque as pessoas. Inspiramo-nos mutuamente e sentimos uma verdadeira paixão por tocar juntas. Toda essa energia positiva transparece no som e acredito que o público consegue senti-la” – Renee Rosnes

Ganavya

Ganavya nasceu em Nova Iorque e cresceu na Índia. É cantora, compositora, investigadora e educadora, com formação em teatro, psicologia, performance contemporânea, etnomusicologia e pensamento crítico. É cofundadora do coletivo We Have Voice e tem colaborado com nomes como Peter Sellars, Wayne Shorter e Esperanza Spalding. Mais recentemente viu a sua contribuição vocal adicionada ao novo tema Cuentale de David Guetta & Willy William & Nicky Jam.

O novo álbum, Nilam, é o resultado de uma vida dedicada à escuta, à criação e à interrogação constante do lugar da arte no mundo. Um disco que convida à reflexão, à presença e à experiência sensível da música que que ganhará ainda mais camadas ao vivo.

Nilam significa “terra” em Tamil, e é precisamente esse sentido de enraizamento que atravessa todo o disco — uma meditação sobre pertença, equilíbrio e continuidade. Com composições delicadas e tocantes, ganavya oferece ao ouvinte um espaço de escuta profunda, onde a fragilidade se transforma em força. Este é um trabalho que se distingue pela honestidade e pela beleza, construído a partir de influências múltiplas e de um percurso artístico e académico ímpar.

 

 

 

Salomão Soares

Nascido e criado em Cruz do Espírito Santo, interior da Paraíba, no Brasil, e atualmente a morar em São Paulo, Salomão é pianista, arranjador e compositor. Tem-se destacado como uma das grandes revelações da nova geração de instrumentistas brasileiros e já dividiu palco com nomes marcantes da música brasileira como Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Hamilton de Holanda, Leny Andrade, Filó Machado, Renato Braz, Mônica Salmaso, Itiberê Zwarg, Arismar do Espírito Santo, Toninho Ferragutti (com quem gravou um disco em duo), entre tantos outros. É vencedor do Prémio MIMO Instrumental 2017, finalista do Piano Competition no Festival de Montreux 2017 – Suíça e vencedor do Prêmio Novos Talentos do Festival Savassi 2018, em Belo Horizonte (MG). 

 Participou de diversos festivais e turnês pelo mundo, como recentemente na Espanha e Portugal, ao lado da cantora e compositora Vanessa Moreno, no Uruguai e pelo Brasil todo, como no SESC Jazz, um dos festivais de jazz da América Latina de maior renome, com o seu trio e também como convidado especial de Hermeto Pascoal. A sua discografia inicia-se com Alegria de Matuto – Salomão Soares Quarteto (2018), depois Toninho Ferragutti & Salomão Soares (2018) e ainda no mesmo ano, Salomão Soares & Nivaldo Candido Duo – Gravado e lançado na Suíça. Em 2019, lança Colorido Urbano – Salomão Soares Trio, Chão de Flutuar – Salomão Soares & Vanessa Moreno e em 2021, Yatra-TáSalomão Soares & Vanessa Moreno. Em agosto de 2023, ao lado de Guegué Medeiros, Salomão lançou Baião de Dois, disco que une o piano e a zabumba. 

 Recentemente, integrou o projeto Rosa dos Ventos, um espetáculo que levou ao palco quatro grandes pianistas como André Mehmari, Tiago Costa, Hercules Gomes, além de Salomão, realizado no Theatro Municipal de São Paulo. Em dezembro de 2022, apresentou-se ao lado de Vanessa Moreno no Montreux Jazz Festival, na edição do Rio de Janeiro. 

samara joy

Com três vitórias nos GRAMMY e um álbum de estreia no topo das tabelas, Samara Joy, de 24 anos, é a próxima sensação do jazz a ser gravada pela venerável Verve Records, e apresenta-se em duas datas em Portugal: 1 de Março na Casa da Música (Porto) e a 3 de Março na Aula Magna (em Lisboa).

A sua voz, rica e aveludada, mas precocemente refinada, já lhe valeu fãs como Anita Baker e Regina King e aparições no TODAY Show, The Tonight Show w/Jimmy Fallon, The Late Show w/Stephen Colbert, CBS Mornings, Kelly Clarkson, Jennifer Hudson, entre outros, para além de milhões de gostos no TikTok – garantindo-lhe o estatuto de talvez a primeira estrela vocal de jazz da Geração Z. O New York Times elogiou a “estrela em ascensão de voz sedosa” por “ajudar o jazz a dar uma guinada jovem”, enquanto a NPR designou-a como “cantora de jazz clássica de uma nova geração”.

Em fevereiro de 2023, Samara levou para casa dois GRAMMYs – Melhor Álbum de Jazz Vocal por Linger Awhile e a muito procurada estatueta de Melhor Novo Artista. Num período relativamente curto, Samara fez uma digressão pela Europa e pelos EUA, fazendo paragens em festivais lendários, incluindo o Newport Jazz Festival, o Monterey Jazz Festival, o Montreal Jazz Festival, o Barbican Center em Londres, o Nice Jazz Festival e a Philharmonie Paris. Em 2023, Samara foi também cabeça de cartaz em locais emblemáticos, incluindo espectáculos esgotados no Village Vanguard, no Apollo, no Rose Hall do Jazz at Lincoln Center e no Blue Note Jazz Club, na sua Nova Iorque natal.Já este ano, em 2024, na 66ª edição dos prémios Grammy, acrescentou à sua crescente coleção de distinções o prémio de Melhor Performance de Jazz pelo seu single “Tight”. A faixa auto-produzida apresenta Joy com a sua banda de trabalho (o pianista Luther Allison, o baixista Mikey Migliore e o baterista Evan Sherman) e foi gravada nos lendários Electric Lady Studios em Nova Iorque.

Mais recentemente, a vocalista de sucesso lançou o single original “Why I’m Here”. Esta faixa incrivelmente triunfante e empolgante do filme Shirley, da Netflix (estrelado pela vencedora do Oscar Regina King), estabelece ainda mais Samara como uma voz a ser reconhecida, não apenas no mundo do jazz, mas sem esforço em todos os géneros. Escrita por Samara e pelo também vencedor do GRAMMY PJ Morton, a canção hino toca nos créditos finais de Shirley.

A ascendente vocalista, vencedora de 3x GRAMMY, que continua a fazer digressões por todo o mundo em palcos cada vez maiores, ainda está chocada por atuar perante milhares de pessoas que se agarram a cada palavra. “Ainda sou muito estudante, apesar de já ter me formado”, diz Samara. “Portanto, isto é apenas o início… há muito, muito mais para vir.”

 

Nubya garcia

A compositora e saxofonista Nubya Garcia apresenta a sua mais recente toiur em Portugal.

A digressão Odyssey de Nubya Garcia abrange oito países e inclui os seus maiores espetáculos a solo até ao momento, e decorrerá entre fevereiro e março de 2025, com arranque e estreia em PortugalNubya Garcia será acompanhada em palco pela sua banda, que conta com Lyle Barton nos tecladosDaniel Casimir no contrabaixo e Sam Jones na bateria.

O novo álbum Odyssey, recentemente editado, foi já amplamente elogiado, e que como o nome sugere é uma viagem ambiciosa e épica, onde Garcia assegura a orquestração de cordas pela primeira vez. O resultado é uma paisagem sonora que atravessa o jazz, a música clássica, o R&B e o dub.

Odyssey, segue-se à estreia do londrino nomeado para o Mercury em 2020, Source.
Para o lançamento de Odyssey, Nubya Garcia concretiza a visão de longa data de envolver experiências coletivas e eventos de escuta comunitária, e celebra o lançamento com uma exposição única e uma série de experiências imersivas auditivas no centro de Londres. Até sábado (28 de setembro), a exposição gratuita – KEF & Nubya Garcia apresentam: The Making Of Odyssey – para assinalar a luz do dia deste novo álbum, que poderemos vir a escutar ao vivo já em Fevereiro de 2025.

“Odyssey atravessa o jazz, o R&B e os sons orquestrais” – Elle

“Odisseia tem tudo a ver com crescimento e disciplina. Parece mais melancólico e espiritual, tocando as cordas do coração com grandes batidas e composições orquestrais” – Financial Times

“um salto sonoro inspirador” – Jazzwise

“Odyssey leva o ouvinte numa viagem genuinamente épica e emocionante” – The Line of Best Fit

“Odyssey aprofunda o seu ofício como compositora e líder de banda, sendo pioneira num som difícil de definir…. será necessário algum tempo” – MOJO

“brilhante” – Music Week

“majestoso, emocionante” – Rolling Stone UK

“um conjunto deslumbrante que supera até o Source de 2020, com o porte de um clássico moderno” – Uncut

“Grandes acordes de piano, cordas vibrantes e uma batida de fundo esmagadora combinam-se para criar um destaque perfeito para os solos de Garcia” – The Wire

Yumi Ito

Com a sua voz, Yumi Ito cria mundos muito para além de todas as fronteiras. A cantora suíça com raízes polaco-japonesas é considerada uma das mais destacadas representantes da improvisação vocal e actua sem esforço e opera sem esforço entre géneros, bem como entre os seus papéis de cantora, pianista, compositora e improvisadora, pianista, compositora e improvisadora. Consequentemente, a música de Ito de Ito é diversificada, um verdadeiro oceano de art-pop, jazz e neoclássico. Com base em inúmeros concertos e digressões, o músico actua como um mestre zen – claro, reflexivo e com uma energia única e poderosa. Yumi Ito actua num trio, que inclui o “poeta do tambor” espanhol Iago Fernández espanhol Iago Fernández e o baixista israelita Nadav Erlich. Sempre em foco: a criação de mundos musicais em nome do sem limites.

A SWR2 Jazz nomeou-a uma das descobertas vocais de 2020 e a revista Jazz thing selecionou o seu álbum “Stardust Crystals” entre os melhores lançamentos de 2020. Yumi Ito vive e trabalha em Basileia e Zurique, actua regularmente regularmente em todo o mundo e partilhou o palco com artistas artistas como Al Jarreau, Becca Stevens e Mark Turner.
Yumi Ito actuou no Blue Note Jazz Festival em Nova Iorque (EUA), Montreux Jazz Festival (CH), Jazzmandu Jazzmandu (NP), Jazz Juniors Kraków (PL), Nigran Jazz Festival (ES), Vejer Jazz Festival (ES), Schaffhauser Jazz Festival (CH), Jazz Festival Basel “offbeat” (CH) e muitos outros.

Ito é, entre outros, um vencedor do prémio do Montreux Jazz Competition (2015), foi escolhido por Wolfgang Muthspiel para a Focus Year Band (2017-2018) e recebeu o prémio High Priority Jazz Promotion da Pro Helvetia (2022-2024) com a sua banda.

Brandee Younger

Harpa de Brandee Younger mostra-se no seu apogeu
Do outro lado do Atlântico, Brandee Younger visita o Misty Fest para 2 concertos no Cineteatro Capitólio e no Auditório de Espinho (15 e 16 de Novembro, respetivamente). A norte-americana, conhecida por ampliar as fronteiras do som da harpa rumo a paragens sonoras tão diversas como o jazz, a soul e o funk, atua pela primeira vez no nosso país onde mostrará os temas do último álbum “Brand New Life”, uma coleção de originais, mas também de releituras de composições de ídolos confessos como Dorothy Ashby. Este trabalho, como o título deixa antever, aborda os novos caminhos – artísticos, pessoais, políticos e espirituais – de Younger, exímia executante deste instrumento tão delicado e, ao mesmo tempo, tão denso.
O ano de 2022 foi marcante – Younger fez história ao tornar-se a primeira mulher negra a ser nomeada para o Grammy de Melhor Composição Instrumental. Este ano, na 55.ª edição dos NAACP Image Award conquista o prémio na categoria jazz com “Brand New Life”.
Sempre em busca de novas experiências como artista, trabalhou já com Common, Lauryn Hill, John Legend e Moses Sumney.

JOSÉ JAMES

José James, o cantor de jazz internacionalmente aclamado da geração hip-hop, acaba de lançar o seu 12º álbum de estúdio, ‘1978’ pela Rainbow Blonde Records. ‘1978’ leva o nome do ano em que James nasceu e apresenta colaborações com a estrela brasileira em ascensão e recentemente nomeada ao Grammy Latino, Xênia França, bem como com o rapper/cineasta congolês-belga Baloji. O novo álbum captura com sucesso os sons dos anos 70, uma era onde jazz, soul, disco e hip-hop se fundiam e enchiam as casas noturnas cintilantes.

Cinco anos em produção, ‘1978’ surge como o trabalho mais autobiográfico de James até agora, pulsando com as vibrações partidárias e políticas socialmente conscientes dos anos 70. Os discos “Saturday Night (Need You Now)” e “Planet Nine” convidam os ouvintes a escapar para a pista de dança, enquanto “For Trayvon” é um tributo equilibrado a Trayvon Martin. “38th & Chicago” expressa a indignação e o desgosto de James em torno do assassinato de George Floyd. Apesar da sua batida e refrão contagiantes, a letra compreende um hino de protesto impressionante e comovente, com um título que faz referência ao cruzamento de Minneapolis onde George Floyd foi assassinado, a poucos quarteirões de onde James cresceu. James emerge como um líder na música negra global de hoje através de colaborações como “Dark Side Of The Sun” com Baloji e “Place of Worship” com Xenia França. Em recentes críticas internacionais de ‘1978’, a Record Collector compara James a um “cantor estilo Johnny Hartman para a era do hip-hop”, enquanto Echoes elogia sua “ondulação sexy ao estilo de Marvin” em “Black Orpheus [Don’t Look Back] .”

James estreou ‘1978’ ao vivo no início deste ano no Music Hall of Williamsburg como parte do NYC Winter Jazz Fest. Apresenta-se em Nova York para uma residência de uma semana no Blue Note Jazz Club e a partir desta primavera, os fãs estrangeiros poderão vê-lo em locais conceituados por toda a Europa, incluindo em Portugal.