Matthew Halsall

Há um som que tem vindo a conquistar espaço nas mais relevantes plataformas de media, nos festivais internacionais, na preferência de um público mais informado e conhecedor: o novo jazz britânico! E o trompetista de Manchester Matthew Halsall é, sem a menor sombra de dúvida, uma das suas maiores referências. Salute to the Sun, o seu mais recente álbum, é apontado como um marco contemporâneo do jazz mais espiritual e é também a base para o seu novo e sofisticado espetáculo, com o trompetista e multi-instrumentista a apresentar-se à frente de um sexteto de incríveis músicos da nova escola do jazz inglês.

Halsall é o fundador e diretor da Gondwana Records, uma das mais ativas editoras independentes da cena jazz britânica, e dirige a Gondwana Orchestra com que já gravou dois álbuns. Gravou igualmente com o vocalista americano Dwight Trible, com Nat Birchall, Emanative, Greg Foat, Mr Scruff ou DJ Shadow, firmando o seu elevado nível técnico com uma abordagem emotiva e inventiva ao seu instrumento, reclamando para o seu som as marcas das obras pioneiras de gente como Pharoah Sanders ou Alice Coltrane. A revista britânica Time Out não teve dúvidas e descreveu o seu som como algo que poderia resultar do encontro o Miles Davis de Kind of Blue com a Cinematic Orchestra. Ao vivo, este belíssimo Salute to the Sun traduz uma saudade por tempos de maior bonomia, por aqueles dias que a memória se revela capaz de resguardar por anos, insuflando felicidade na imaginação de qualquer um. Exatamente o que agora todos necessitamos.

 

KYLE EASTWOOD

A música para cinema tem um poder especial: associada a grandes imagens, a históricos desempenhos e a histórias eternas, a música das grandes bandas sonoras tem o poder de convocar profundas emoções que mexem com o nosso âmago. Kyle Eastwood sabe isso melhor do que ninguém: filho do grande ator e realizador Clint Eastwood, Kyle cresceu rodeado de cinema e de música. O seu pai é ele mesmo um grande amante de jazz (e um competente pianista) e por isso não é de espantar que Kyle tenha decidido combinar essas duas grandes artes – a música e o cinema – na sua mais recente criação, o álbum Cinematic, em que arranja para um combo de jazz música de compositores cujas obras brilharam no grande ecrã – de Michel Legrand a Henry Mancini, de Ennio Morricone e Lalo Schifrin a John Williams, entre outros, incluindo uma peça que ele mesmo escreveu para um filme do pai.

Esteve em Portugal, em novembro de 2019, para se apresentar em Coimbra, Espinho, Porto e Estoril, no âmbito do Misty Fest com o seu mais recente disco: Cinematic. Do repertório fez parte música de filmes como Gran Torino, que o seu pai dirigiu, mas também de clássicos como Bullit, Expresso da Meia Noite, Taxi Driver, Pantera Cor de Rosa, La La Land ou Skyfall, percorrendo assim icónicas histórias que o cinema consagrou, evocando heróis, grandes atores e obras que estão na nossa memória coletiva.

AVISHAI COHEN


Avishai Cohen é uma das maiores referências contemporâneas no contrabaixo de jazz. O músico, compositor e vocalista israelita chegou a Nova Iorque – o centro do universo jazz – no arranque dos anos 90 e, enquanto estudava na prestigiada New School for Jazz and Contemporary Music tocou na rua para sobreviver até conseguir entrar no disputado circuito de clubes. A mudança na carreira chegou com um telefonema do grande pianista Chick Corea: em 1996, Cohen foi um dos fundadores do colectivo Origin, liderado por Corea. Foi aliás na etiqueta Stretch, do próprio Chick Corea, que Avishai Cohen lançou os seus primeiros quatro registos como líder. Avishai manteve-se nos projectos de Corea até 2003, quando decidiu começar o seu próprio trio e a sua editora, a Razdaz Recordz, operação que já soma praticamente duas dezenas de lançamentos, incluindo vários do própio Avishai Cohen.

Tour 50:50:50
No ano em que completa 5 décadas de vida, o contrabaixista, vocalista e compositor israelita Avishai Cohen embarca num projeto muito especial a que chamou 50:50:50 — 50 concertos em 50 países à volta do mundo. O músico que é hoje visto como um verdadeiro embaixador do seu país é também um humanista convicto que acredita que a música pode transformar mentes, unir corações e ultrapassar qualquer barreira ou fronteira. É esse também o simbólico significado desta viagem por 50 nações do mundo, como se a sua música fosse um esperanto capaz de ser entendido em qualquer lugar.

 

 

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Laurent Filipe

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 (Photo by Andreas Hoffman)

Laurent Filipe – biografia

Começou a tocar e gravar em Portugal aos quinze anos de idade.

Actuou como líder do seu próprio grupo e como “sideman” em diversos clubes e festivais de jazz nos E.U.A., Europa (nomeadamente, o Festival Internacional “Cascais Jazz ‘79”), África e Ásia.

Licenciou-se em Teoria e Composição Musical e trompete pela Universidade de Kansas (E.U.A.) em 1985, ano em que também recebeu o prémio “Art Farmer Perfomance Award” (E.U.A. 1985).

Estudou com os trompetistas Dr. Roger Stoner, Greg Hopkins e participou em seminários de Wynton Marsalis, Anthony Plog e Allen Vizutti e em 1987 obteve uma pós graduação em Composição Musical para Cinema pela Berklee College of Music (E.U.A.). Laurent Filipe é também doutorando em Ciências Humanas.

Participou em sessões com figuras marcantes do jazz tais como: Jimmy Mosher, Aldo Romano, Tete Montoliu, Carles Benavente, Maceo Parker e o lendário baterista Walter Perkins, entre muitos outros. Apareceu frequentemente como convidado especial de artistas como Mariza e Rui Veloso.

Em 1990 recebeu o prémio de “Melhor Solista 1990” no Festival Internacional de Jazz de Guetxo (Espanha), onde o seu grupo recebeu também o prémio de” Melhor Grupo”.

Colaborou activamente como compositor e instrumentista na “ Olimpíada Cultural Barcelona ‘92”, “Madrid Capital da Cultura” e “Lisboa Capital da Cultura’94”. Em 1996 obteve o prémio de “Melhor Músico de Jazz” pelo programa “Cinco Minutos de Jazz RDP”.

Ainda como compositor e instrumentista participou na “Expo’98” e no “Porto 2001” e em 2008 recebeu o primeiro prémio do concurso CAAM de composição de fados e canções SPA.

É autor de um extenso repertório nos campos da música tradicional, contemporânea (incluindo obras para o “Grupo de Metais do Seixal”, “Remix Ensemble” e “Opus Ensemble”), jazz e Afro-Cubano. Compôs a banda sonora do documentário “City at Night” (E.U.A.), a longa-metragem “Porto Santo”, o espectáculo multimédia “Quadrofonia do Tempo” e música para teatro que inclui obras como “Sebastião o Menino Rei”, encomendada pela Expo’98. “Augaciar, Viagem ao Fim do Milénio”, o musical “Mulheres ao Poder”, etc.

Mantém uma actividade regular como compositor, produtor, orquestrador, trompetista e conferencista em Portugal e no estrangeiro. Entre 2010 e 2013 exerceu as funções de director geral do “Musibéria Centro Internacional de Musicas e Danças do Mundo Ibérico” de Serpa (www.musiberia.com.pt)

Trabalha actualmente com as seguintes formações, das quais é autor: “Duo Iberia”, “Homenagem a Chet Baker”, “The Song Band”, o sexteto “Mingus e Mais”, o quarteto “Flick Music” (musica de flimes), “Swing City Orquestra”, a orquestra que serviu de suporte a Rui Veloso e o mais recente “Ar Trio”.