Jorge palma

Jorge Palma apresenta “Vida” o seu mais recente álbum no Casino Estoril e revista alguns dos seus temas de maior sucesso.

Vicente Palma, Pedro Vidal, Nuno Lucas, Gabriel Gomes, Francisco Palma e João Correia são os elementos da banda, composta por guitarra acústica, teclas, guitarra elétrica, baixo, acordeão e bateria.

Jorge Palma é um caso raro em Portugal. Compositor e intérprete admirado pelos colegas, amado pelo público, demasiado célebre para o papel de génio obscuro, demasiado genuíno e rebelde para ser um músico previsível e formatado.

O seu percurso de vida observa-se sempre a par da música. Exímio pianista, começou a aprender a tocar este instrumento apenas com seis anos de idade. Durante a adolescência e a par da formação erudita começa a interessar-se pelo rock’n’roll, e de um modo geral pela música popular americana e inglesa. Durante os anos 70 e o princípio da década de 80 o seu percurso artístico dividiu-se entre as suas primeiras edições fonográficas em Portugal e as ruas e carruagens de metro de cidades europeias como Paris e Copenhaga, onde enfrentava o público de guitarra em punho.

Terminou o Curso Superior de Piano em 1990 e no ano seguinte editou o emblemático álbum “Só”. Na mesma década formou o “Palma’s Gang” e integrou projetos como os “Rio Grande” ou os “Cabeças no Ar”. Ao longo da sua carreira lançou vários discos de originais, compôs êxitos e somou discos de ouro, tendo atingido a marca da dupla platina com “Voo Nocturno”.  A sua obra contém canções amplamente transversais com temas como “Frágil”, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” ou “Encosta-te a mim”, que se tornaram hinos intemporais.

Venceu o prémio José Afonso em 2002, e em 2008 e 2012 foi o vencedor do Globo de Ouro na categoria de melhor intérprete individual. O seu álbum “Com Todo o Respeito” foi ainda galardoado pela Sociedade Portuguesa de Autores com o prémio Pedro Osório.

O período mais recente da vida de Jorge Palma é marcado por um momento de grande atividade no qual se destacam projetos como “Juntos”, em que partilhou o palco com Sérgio Godinho, e ainda a celebração de discos históricos como “Bairro do Amor” e “Só”, tendo este último resultado na edição de “SÓ ao vivo”. Em 2020 celebrou “70 Voltas ao Sol” no Castelo São Jorge, num espetáculo com uma orquestra de câmara dirigida pelo maestro Cesário Costa. Foi ainda agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Cidade de Lisboa e com a Ordem do Infante Dom Henrique.

“70 voltas ao Sol” foi editado em CD e vinil em 2021, tendo vencido o galardão de melhor disco nos Play – Prémios da Música Portuguesa. Em 2023 regressou com o novo álbum “VIDA”, o muito ansiado novo trabalho de originais.

 

Fernando Cunha

Fernando Cunha é uma daquelas figuras sem as quais é impossível contar a rica história do pop-rock em Portugal: a sua particular história nasce nos Delfins, passa pela Resistência e pelo colectivo Ar de Rock e desagua em 25 anos de percurso a solo que em 2023 teve tradução e celebração no álbum A Linha do Tempo – Ao Vivo em Lisboa. Também em 2023, Fernando Cunha teve a oportunidade de, rodeado de amigos e colaboradores, esse importante marco de carreira em nome próprio com dois grandes concertos que mereceram os mais veementes aplausos do público no festival O Sol da Caparica e também nas sempre muito concorridas Festas do Mar, em Cascais.

Para 2024, o músico veterano imaginou uma digressão especial a que chamará Do Mar ao Cais. Ocupando-se em palco da guitarra e da voz, Fernando Cunha far-se-á acompanhar por João Campos em voz e guitarra acústica, João Gomes nos teclados e coros, João Alves na guitarra eléctrica e coros, Philippe Keil no baixo e Francisco Cunha na bateria – os Invisíveis, banda rodada e com muita experiência que tem acompanhado o músico em muitos quilómetros de estrada. Juntos, interpretam novas e bem originais versões de clássicos como “Ao Passar Um Navio” e muitos dos temas que Fernando Cunha foi criando nesse quarto de século muito preenchido de música, de “Vou Sorrir” a “Se Eu Pudesse Um Dia”.

Em concertos mais especiais, como aconteceu nas supra-citadas passagens pel’O Sol da Caparica ou pelas Festas do Mar de Cascais, Fernando Cunha poderá chamar convidados especiais como Olavo Bilac (Resistência/Santos e Pecadores), Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar/LX 90), Paulo Costa (Ritual Tejo) ou Maria Leon (Ravel/ Ar de Rock/Chameleon Collective), argumentos adicionais para um espectáculo cuidado e enérgico que se desenrola como uma celebração da vida, do rock e da amizade e capaz, por isso mesmo, de tocar os públicos mais diversos.