Quinteto Astor Piazzolla

Após a morte do lendário bandoneonista e compositor argentino, Laura Escalada Piazzolla criou a Fundação Astor Piazzolla com o objetivo de continuar o seu legado e promover uma nova etapa na divulgação da sua música. Para tal, em 1998, formou o Quinteto Astor Piazzolla, composto por cinco solistas virtuosos com carreiras de destaque, que partilham esteticamente as ideias do Maestro e que se formaram artisticamente sob a sua influência.

Pablo Mainetti (bandoneón), Nicolás Guerschberg (piano), Serdar Geldymuradov (violino), Armando de La Vega (guitarra), Daniel Falasca (contrabaixo) e Julián Vat (Direção Musical) são os responsáveis por interpretar e manter viva a vasta obra do compositor que revolucionou o tango.

A ideia de formar um quinteto remonta ao grupo mais transcendente do maestro Astor Piazzolla: o seu quinteto de bandoneon, violino, guitarra eléctrica, piano e contrabaixo. Criou-o em 1960 e foi a sua ferramenta preferida no processo de construção do Nuevo Tango, que desenvolveu ao longo dessa década.

Os músicos que o acompanhavam eram intérpretes notáveis e requintados que Piazzolla apreciava sobretudo pela sua capacidade de recriar a sua música, enriquecendo-a com as respectivas personalidades.

Piazzolla instalou-se então na Europa durante alguns anos e deixou temporariamente o quinteto de lado até 1978, altura em que o voltou a reunir com uma nova formação que o acompanhou até 1988 e o tornou famoso em todo o mundo. O repertório deste novo quinteto foi alimentado pelo Novo Tango dos anos sessenta e por composições que incorporavam novas ideias, incluindo algumas obras-primas.

Com mais de vinte anos de experiência, o Quinteto Astor Piazzolla realizou grandes digressões nos Estados Unidos, América Latina, Europa e Ásia, recebeu elogios unânimes da imprensa e recebeu importantes prémios internacionais, como o Grammy Latino para Melhor Álbum de Tango (2019).

Nos últimos anos, o grupo lançou quatro álbuns (Revolucionario, Fugata, En 3×4 e Triunfal) com um surpreendente grau de habilidade interpretativa, trazendo para a atualidade obras clássicas mas também as menos conhecidas do percurso musical de Piazzolla, que soam novas e frescas como se saíssem diretamente do pensamento do compositor.