Lina_Raül Refree – 2021 Tour Internacional

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Lina_ Raül Refree – O PROJETO

Dois músicos incríveis que criaram uma intensa e profunda relação musical.
Numa noite de fados as vozes mostram-se autênticas: sem amplificação, sem adornos e sem filtros, apenas nervo e talento, alma e paixão.

Raül Refree entende bem o que é isso da paixão e como marca as vozes, tendo assinado a produção de Los Angeles, o álbum que colocou o fenómeno internacional Rosalía no mapa. Por isso mesmo, o músico e produtor não teve dúvidas quando ouviu Lina cantar no Clube de Fado, que é uma das mais reputadas casas desta cultura na capital, pouso certo de grandes vozes e viveiro de muitos talentos resguardados por Mário Pacheco, guitarrista que acompanhou os maiores artistas, incluindo a eterna Amália. E foi aí, à meia luz, num momento solene e autêntico, que Raül Refree se apaixonou pela voz de Lina.
A ideia de se juntarem num estúdio foi imediata e pouco depois cruzaram-se ambos numa sala especial, nos arredores da capital.
Rodeado de sintetizadores vintage, de Moogs e Arps, de Oberheims e Rolands, mas também com o piano muito perto, Raül emoldurou a voz de Lina em névoa analógica, deixando as guitarras do fado na nossa imaginação, mas retendo toda a força de uma garganta carregada de verdade.

Lina mostrou-se à altura do desafio. Estudante atenta da obra de Amália, escolheu uma série de pérolas do reportório da Diva com o intuito de as usar como base de comunicação. Como se este projecto nascesse de uma busca do assombro, da essência.

Concordaram ambos imediatamente que deveriam explorar o reportório da eterna fadista, despindo-o dos dogmas instrumentais do fado, mas retendo a sua mais funda alma.

Neste projeto os arranjos são extraordinários!
Refree, que tem uma longa carreira na pop mais desafiante e que como produtor já assinou dezenas de trabalhos, de Sílvia Perez Cruz a El Niño de Elche ou Lee Ranaldo, além da já mencionada Rosalía, é um artista de extraordinária intuição.

Lina, com voz maturada pelas noites nas casas de fado, pela sua própria devoção por Amália e por todas as grandes vozes que ouviu, sentiu e estudou, é uma artista verdadeiramente especial: soa como se tivesse nascido no meio da história, a ouvir as divas a ecoarem nas vielas da sua imaginação. Soa autêntica e comovente. E por isso conquistou Refree.

Em temas como “Barco Negro” ou “Foi Deus”, “Ave Maria Fadista”, “Medo” ou “Gaivota”, qualquer um deles um monumento maior da memória do fado, Lina mostra-se artista completa, verdadeira e de um talento capaz de nos assombrar a todos. As suas interpretações são sobretudo humanas, emocionantes, preferindo arrancar as palavras ao coração do que moldá-las com a técnica que também estudou. Essa entrega oferece uma outra luz ao fado nos arranjos que Raül Refree lhe preparou. Sem truques ou filtros, mas com arte e com uma abordagem nunca antes tentada vestindo o fado com uma inédita roupagem electrónica que ao invés do o desvirtuar só lhe reforça a condição universal.

O fado é património imaterial da humanidade, uma cultura que ajuda a identificar um país que anda nas bocas do mundo e que tem atraído muitos artistas a Lisboa. Vindos de fora, esses artistas buscam no fado um terreno ainda imaculado, um rasgo de autenticidade num universo musical tantas vezes rendido ao artifício.
Foi exactamente isso que trouxe Raul Refree a Lisboa. Essa busca do que é novo e sem tempo, do que estremece e que o mundo precisa de ouvir. Mesmo que para tanto seja necessário desafiar as regras.

É assim, afinal de contas, que se faz história.

 

Nancy Vieira – Manhã Florida – 2021 Tour Internacional

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Manhã Florida – O projeto

Nancy Vieira é uma das mais reputadas artistas a explorarem no presente o imenso património musical de Cabo Verde que, no caso específico da morna, mereceu até distinção recente da Unesco como Património Imaterial da Humanidade. E em palco, Nancy é uma das grandes defensoras desse património estando habituada a apresentá-lo um pouco por todo o mundo: “Eu conheço a morna desde os meus 6 ou 7 anos de idade”, diz-nos. “Sempre cantei os clássicos. E por isso, na véspera de um concerto, posso lembrar-me de um tema antigo que depois no espetáculo desafio os meus músicos a interpretarem comigo”.

Em palco, Nancy gosta de se fazer acompanhar pelos seus músicos habituais, mas também gosta de receber convidados, por vezes até surpresas inesperadas: “Gosto de ter ao meu lado não apenas vozes de que gosto muito e com quem tenho trabalhado ao longo dos anos, mas também alguns músicos que admiro. Gosto sempre de ter surpresas nos concertos”, admite a artista cabo-verdiana. A sua música que fala das viagens e o do mar, da saudade e da distância, vive de diferentes balanços, algo que confere sempre uma dinâmica especial aos seus concertos para que leva sempre mornas e funanás, coladeiras e mais música que se espraia pelo oceano e pelo mundo. A artista, que reside em Portugal, estreou-se em 1995, mas começou por dar nas vistas em 1999, quando surgiu numa compilação de título Música de Intervenção Cabo-Verdiana cantando ao lado do lendário Ildo Lobo. Lançou depois os trabalhos Segred (Praça Nova, 2004), Lus (Harmonia Mundi/World Village, 2007), Pássaro Cego (Arthouse, 2009), com Manuel Paulo, ou Nô Amá (Lusafrica, 2012). E foi já em 2018 apresentou o muito aplaudido Manhã Florida (uma vez mais com selo Lusafrica). Atualmente, Nancy prepara um novo trabalho, acrescentando novas canções a um reportório de excelência.

NANCY VIEIRA – PROMOTIONAL PORTRAITS

Nancy Vieira & Fred Martins – 2021 Tour Internacional

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nancy vieira & fred martins – O projeto

O balanço das águas, que viaja nas ondas, facilmente atravessa o oceano e vai do Brasil até Cabo Verde e vice-versa. Nancy Vieira e Fred Martins sabem bem disso. A primeira é um autêntico tesouro vivo das ilhas que nos deram a morna e o funaná, a coladera e tanto mais, voz de um crioulo tão universal quanto doce, tão sensual quanto moderno, que gravou nos últimos anos alguns dos mais importantes discos da cultura que a Unesco agora reconhece como Património Imaterial da Humanidade, casos de Manhã Florida ou No Amá. E Fred Martins é outro tesouro, este do lado de lá do oceano, compositor, violonista premiado, aplaudido por público e crítica, respeitado pelos seus pares.

Juntos, Nancy e Fred começaram por gravar, nesta Lisboa que a tantos une, “O Samba Me Diz”, unidos pelo produtor Paulo Borges. Foi essa a canção que também interpretaram juntos num especial televisivo, A Música é Meu País, que a RTP 1 exibiu recentemente. E nesse balanço doce do samba em que Nancy e Fred se encontraram nasceu uma cumplicidade que agora se prepara para se traduzir em concerto, um dueto íntimo de dois talentos gigantes que pegam na bossa e em ritmos de cabo Verde e dão-lhes novas nuances, novos sotaques, novas doçuras. Música de qualidade extrema, de sinceridade total, capaz de agarrar corpos e corações, executada por dois artistas que são tão genuínos quanto universais. Não podia ser melhor.

 

Pedro Joia Trio

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O Pedro Jóia Trio é hoje um dos mais inestimáveis tesouros da música portuguesa. Pedro Jóia na guitarra clássica, Norton Daiello no baixo e João Frade no acordeão: três músicos virtuosos, cada um deles um expoente de classe internacional no respectivo instrumento, com percursos destacados em terrenos como o fado e o flamenco, o jazz e a MPB ou a música popular portuguesa. Juntos, em palco, estes três gigantes – Pedro Jóia chegou a referir-se aos seus companheiros de trio como Quaresma e Cristiano Ronaldo, forma bem disposta de sublinhar a classe que possuem como músicos – conseguem viajar pelo Brasil e pela memória da guitarra portuguesa, pelo fado e pelo flamenco com total autoridade, espalhando magia por clássicos como “Verdes Anos” de Carlos Paredes ou “Bulerias” de Paco de Lucia. Os percursos individuais – que se estendem por inúmeros projectos, incluindo nomes como Madredeus ou Couple Coffee – garantem uma bagagem de que nenhum dos três músicos abdica, antes convoca para cada novo momento musical, garantindo assim o Trio uma riqueza infinda de subtilezas que a sua música transparece.

Com aplausos efusivos recolhidos em espaços tão emblemáticos como o Mosteiro dos Jerónimos ou o Grande Auditório do CCB, o Pedro Jóia Trio tem-se de facto afirmado como um expoente da mais séria música que se produz entre nós e que músicos apresentaram no álbum Vendaval de 2017, uma viagem por diferentes ritmos, sensibilidades e tradições que o Pedro Jóia Trio consegue unir graças às suas ímpares capacidades individuais e, sobretudo, graças ao som que juntos erguem de forma magistral. 

Rão Kyao – Gandhi – 2021 Tour Internacional

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Gandhi – O Projeto

Humanista, ambientalista, homem da espiritualidade, olhando para o local, mas também para o global. Se existe altura em que necessitamos desses valores é hoje. A atenção pelos seres humanos e natureza. Saber olhar para dentro e para o que nos rodeia. O líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), era isso. “Estava à frente do tempo. Continua um futurista. A sua filosofia é aquilo que precisamos para este tempo”, di-lo Rão Kyao.  

A música do compositor e flautista português também tem sido isso. Música que respira tanto universalidade como portugalidade, convite para mergulharmos em nós próprios para estarmos mais atentos aos outros e ao que nos circunda. É desta síntese que nasce Respeito pela natureza, primeiro single do novo álbum, que homenageia a figura e o pensamento de Gandhi por altura das celebrações dos 150 anos do seu nascimento.  

O álbum chama-se Gandhi – Um Português Homenageia Gandhi, vincando a ideia que é uma interpretação de tons portugueses de Gandhi, e sairá em maio. Mas antes existe uma história para contar. O projeto começou como desafio. As entidades oficiais da Índia lançaram um convite a 124 países para cada um deles escolher um músico que recriasse Vaishnav Jan to Tene Kahiyeo tema que Gandhi mais ouvia e que se foi transformando numa espécie de hino não oficial da nação indiana.  

“Foi então que a embaixada da Índia me contactou para conceber uma versão desse tema, a partir do facto de ter estudado lá dez anos e da minha música ter influências indianas”, afirma Rão Kyao, que depois de ter finalizado a recriação, obteve uma reação imediata que não deixa de ser inesperada. A interpretação de Rão Kyao com este tema teve um impacto surpreendente sendo que o PM Indiano, Narendra Modi, o referenciou e publicou em todas as suas redes sociais. 

Daí até que Rão Kyao mergulhasse, ainda mais fundo, na atualidade do pensamento de Gandhi, para conceber todo um álbum, foi um instante. Mas esse só chega em Maio. Agora há Respeito pela Natureza, o single onde faz uso da sua experiência de décadas para tocar um público transgeracional, através de uma música instrumental capaz de nos fazer viajar até à Índia, sem que em nenhum momento saiamos das texturas e ritmos de Portugal, numa viagem que é, afinal, ao nosso interior. Música pacificadora, mas ativa e encantatória, como a filosofia de Gandhi.  

Eis-nos então perante a obra de alguém que partiu do jazz e daí atirou-se ao mundo, do Oriente a África, da Europa às Américas, munido de flautas de bambu. Um embaixador da alma portuguesa. Uma já longa carreira, com muitos discos, como o sucesso de Fado Bailado (1983), imensos encontros e colaborações, muitas aprendizagens (estudou com mestres da música indiana, apresentou-se à frente de orquestras chinesas e gravou com expoentes do flamenco) e inspirações (do fado ao flamenco exposto em Delírios Ibéricos com os espanhóis Ketama), que o tornam no mais universal dos músicos portugueses.  

Nos últimos vinte anos não parou, recolhendo os elogios da crítica e os favores do público com trabalhos como Fado Virado a Nascente (2001), Porto Alto (2004) ou Coisas Que a Gente Sente (2012), sempre em trânsito pelo mundo, ao mesmo tempo que conquistava honrarias como a Ordem do Infante D. Henrique, atribuída em 2007, ou a comenda da Academia das Artes e Ciências de Paris, em 2011, atribuída pelo estado francês.   

A espiritualidade, a interculturalidade, o sentido ecológico e a sua música meditativa, fazem dele, tantos anos depois, uma figura profundamente contemporânea. Exatamente como Gandhi que agora homenageia.  

 

Rodrigo Leão O Metodo – 2021 Tour Internacional

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O MÉTODO –  PROJETO

RODRIGO LEÃO FALA SOBRE “O MÉTODO”

Comecei a procurar ideias para este novo trabalho em meados de 2017, no meio de uma tour europeia com o Scott Matthew, depois do lançamento do CD Life is Long.

Como é habitual no meu processo criativo, os primeiros passos são sempre muito intuitivos e sem nenhum método! Algumas ideias surgiram em quartos de hotel. Em Novembro de 2017 gravámos as primeiras ideias no nosso estúdio caseiro, mas ficámos com dúvidas.

A verdade é que, depois de três trabalhos muito diferentes entre si – A Vida Secreta das Máquinas, O Retiro Life Is Long – a minha necessidade de procurar novos caminhos aumentava, a par das influências de compositores como Nils Frahm, Ólafur Arnalds ou Max Richter.

Foi neste contexto que convidámos o músico e produtor italiano Federico Albanese para se juntar a nós. Tanto eu como o Pedro Oliveira e o João Eleutério percebemos que fazia sentido neste trabalho termos um ouvido de fora, e o meu amigo e manager António Cunha já tinha sugerido que experimentássemos trabalhar com um elemento novo.

Este momento coincidiu com outro não menos importante: o convite para compor música para uma exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, “Cérebro – Mais Vasto Que o Céu”. Nesse trabalho, co-produzido pelo João Eleutério e pelo Luís Fernandes, aprendemos muito sobre sonoridades ambientais electrónicas, que viriam a ser muito úteis neste novo disco.

As primeiras sessões de trabalho não foram fáceis, mas rapidamente chegámos a um método de trabalho que nos permitiu aproximar-nos das ideias que procurávamos. O Federico foi muito importante neste processo, propondo arranjos e instrumentações diferentes. Com a sua ajuda, as minhas ideias começavam a fazer sentido e todo o ambiente mais minimalista, etéreo que pretendia estava agora mais visível.

O Método acabou por ser o disco onde toquei mais piano acústico, o que veio mudar muito o som geral, para além de haver menos uso das cordas. E recorremos também a um coro juvenil com cerca de 20 vozes, que era uma das minhas ideias desde cedo.

É um disco mais contido, mais simples, mais depurado. Um pouco mais espiritual também… A própria música, mais ambiental, afasta-nos da nossa realidade. Assumi também um lado ingénuo que já sentia em alguns dos trabalhos anteriores.

Nos temas cantados, a minha intenção era inventar palavras, para não ter de usar nenhuma língua específica e tornar as canções mais abstractas. Existe um tema em inglês, “The Boy Inside”, cantado pelo Casper Clausen dos Efterklang; um cantor sugerido pelo Federico, mas que eu já conhecia e de que gostava muito. Outro tema, “O Cigarro”, é cantado em russo pela violinista Viviena Tupikova, que também escreveu a letra e toca há muito comigo. A cantora Ângela Silva, com quem trabalho há muito, também foi muito importante, quer pela sugestão de arranjos vocais, quer pela maneira pouco habitual de cantar com palavras que não existem.

O título foi mudando ao longo do tempo, mas O Método acabou por ser óbvio. Porque foi o disco onde mais procurámos um método para chegar a um resultado final. Mas para mim é muito mais interessante sentir o método de uma forma mais abstracta, filosófica.
Teremos todos um método interior para tentarmos fazer algo, para comunicarmos, sonharmos?

Vejo nestas músicas muitas perguntas que não têm respostas. Vejo uma criança a apontar para o céu: porque é que existimos? Para onde vamos depois de morrer? Qual o sentido da vida?

Gosto que a minha música faça perguntas, mesmo que elas não tenham resposta. Quer dizer que ela comunica com quem a ouve, que nos ajuda a pensar e a sonhar.