Wim Mertens Inescapable – 2021 Portugal

INESCAPABLE – O PROJETO

Wim Mertens é uma das mais emblemáticas figuras da mais avançada música contemporânea, um artista com uma obra de referência que se espalha por 4 décadas de intensa criatividade. Inicialmente um musicólogo e produtor de rádio, Mertens estreou-se em 1980 com For Amusement Only, um trabalho eletrónico que usava exclusivamente sons de máquinas de flippers. Seguiram-se obras que depressa entrariam no seu role de celebrados clássicos, como Struggle for Pleasure (1983) e Maximizing the Audience (1984). Nas décadas seguintes, Wim Mertens refinou a sua linguagem, compôs para diversos instrumentos e ensembles e firmou o seu nome no panorama internacional com recitais regulares nas melhores salas do planeta, a solo, em pequenas formações e até com orquestras. 

 Para assinalar devidamente tão importante marca de carreira, Wim Mertens lançou o CD quádruplo Inescapable, que reuniu 61 composições, entre marcos do seu percurso de 40 anos, gravações ao vivo de alguns dos seus mais aplaudidos clássicos e peças inéditas. Esse será o mote para uma digressão mundial, um espetáculo especial em que pretende presentear os seus fãs com interpretações dos momentos mais apreciados da sua longa discografia. Portugal, claro, é um dos países que acolheu o compositor belga desde praticamente o início da sua carreira e o nosso público um dos que melhor o tem sabido acarinhar ao longo dos anos. Neste concerto, acompanhado por dois músicos, o pianista e compositor belga viajará pelos marcos de Inescapable bem como algumas das peças de The Gaze of the west, a sua mais recente obra. E é desta música, que eleva o espírito e alma, que traduz os tempos, que inspira o que de melhor existe em nós, que todos precisamos no mais estranho de todos os momentos da História. 

 

 

Ludovico Einaudi – 2021 Tour Portugal

TOUR 2021/22 – O PROJETO

Ludovico Einaudi já conta com três décadas de celebrada carreira discográfica, facto relevante na hora de subir ao palco já que o seu reportório inclui muitas peças, entre elas vários trabalhos premiados para o grande ecrã. 

 Essa magia tem sido uma constante na sua carreira que conheceu um importante ponto alto com a banda sonora de Amigos Improváveis e que tem recolhido os mais veementes aplausos do público e da crítica em tão importantes salas e eventos internacionais como o La Scala, em Milão, o Roundhouse de Londres onde tocou a convite do iTunes Festival ou a Liverpool Philharmonic Orchestra com que estreou um dos seus mais reconhecidos concertos para piano. 

A acumular a este contexto, há toda a bagagem que o público português tem tido o privilégio de acompanhar de perto: é verdade que o pianista tem conhecido uma plateia cada vez mais ampla internacionalmente, mas Portugal há muito que lhe reconhece o talento, tendo-lhe aplaudido as prestações a solo, com o seu ensemble ou ao lado de Rodrigo Leão. 

Todos lhe reconhecem um poder extremamente emotivo, um tocar que traduz em notas a calma e a contemplação. Talvez seja essa, avançam alguns críticos musicais internacionais, a  explicação para o facto da sua música dizer tanto a tanta gente nos agitados dias que correm. 

Os seus espectáculos são arrebatadores na forma como as melodias se ligam a estados de alma muito profundos. 

 

michael nyman – 2021 Tour Portugal

Tour 2021/22 – O PROJETO

Michael Nyman é uma das mais incontornáveis referências da música contemporânea, compositor de excepção com uma obra vasta e reconhecida. O pianista regressa agora ao nosso país para se apresentar a solo, um dos formatos com que tem recolhido maiores elogios ao longo dos anos. A íntima relação que possui com o piano manifestou-se várias vezes ao longo da sua discografia e também na sua celebrada banda sonora para o filme de Jane Campion O PianoNyman assinou também bandas sonoras para filmes de Peter Greenaway e é autor de várias óperas, incluindo Facing Goya  ou Sparkie: Cage and Beyond. Cidadão britânico, Michael Nyman já foi distinguido com uma condecoração pela Casa Real, possui no seu currículo prémios notórios como o Ivor Novello e o Golden Globe e, entre variadíssimos outros momentos altos de uma irrepreensível carreira, foi escolhido para tocar em Kyoto em 2007 como parte do evento Live Earth

Joep Beving – TOUR Portugal

 Tour 2021/22 – O Projeto

O facto de ser um dos pianistas vivos mais escutados no mundo atualmente diz muito do alcance da particular visão do holandês Joep Beving. Com quase dois metros de altura, barba e cabelo abundante, a sua imagem não corresponde, provavelmente, ao que se imagina se nos depararmos com uma peça como “Sleeping Lotus” numa plataforma de streaming (só no Spotify soma mais de 40 milhões de plays…): a sua vertente melancólica traduz-se em melodias de profunda capacidade de envolvimento o que já levou a que as suas composições sejam descritas como “música para os sonhos”. E o final de 2020 foi período de intensa criação em que refletiu sobre os tempos, sobre o isolamento e a saudade: “Solitude” ou a belíssima “Saudade de Gaia” são duas peças reveladoras da profundidade da sua música e da sua extrema e tranquilizante beleza.

Henosis, o mais recente e triunfal álbum de Joep Beving, vencedor de um prémio Edison, é já o seu terceiro trabalho para a mundialmente famosa Deutsche Grammophon, a mais conceituada editora no mundo da música clássica e erudita. Com envolvimento orquestral e eletrónico, o seu piano ascende aí a novos patamares de maravilhamento. Será esse o álbum que servirá de base a um concerto de maravilhamento absoluto, com passagem por momentos mais relevantes da sua obra anterior igualmente assegurados. Uma apresentação absolutamente imperdível e certamente histórica.

RE:ACT – 2021 TOUR PORTUGAL

RE:ACT – O PROJETO

Ólafur Arnalds é, muito mais do que uma promessa, uma certeza absoluta da cena internacional que cruza uma abordagem moderna à música clássica, electrónica e pop num todo absolutamente harmonioso que entusiasma audiências internacionais. Entende-se assim a aplaudida colaboração ao vivo com Rodrigo Leão cuja carreira apresenta muitos pontos de contacto com a de Ólafur. Tal como o celebrado compositor português, Ólafur também tem um passado ligado ao rock. No seu caso particular ao Heavy Metal. Foi baterista nalguns projectos do género, mas o seu expressivo talento na área da electrónica levou-o a explorar outras paisagens sonoras. Fez digressões com os compatriotas Sigur Rós e foi trabalhando nos seus próprios discos construindo a pulso uma audiência internacional nos últimos anos. Esses crescentes aplausos valeram-lhe não só contrato com a multinacional Universal, que editou um dos seus últimos trabalhos, o premiado For Now I Am Winter, como alguns convites para trabalhar em Hollywood no domínio das bandas sonoras: assinou o score de Another Happy Day e tem composições incluídas no mega sucesso Hunger Games, o que diz muito do alcance da sua particularíssima visão musical. Ólafur Arnalds assinou igualmente a banda sonora da primeira temporada da série televisiva Broadchurch produzida pela sempre excelente BBC. Esse trabalho valeu-lhe um cobiçado BAFTA e o convite para repetir a dose na segunda temporada da série. É por tudo isso que a sua prestação ao vivo – mágica, intensa, misteriosa, mística – é totalmente imperdível.

Suso Saiz – 2021 tour Portugal

Tour 2021/22 – O Projeto

Suso Saiz é um dos maiores tesouros da modernidade espanhola, um discreto gigante com uma discografia que se estende por quase quatro décadas e que nos últimos anos reencontrou lugar no presente graças à aliança com a editora de referência holandesa Music from Memory que em 2016 reuniu algumas pérolas da sua discografia na antologia Odisea, inspirando depois um regresso ao ativo que já lhe valeu rasgados elogios na imprensa especializada internacional.

A carreira de Saiz remonta a 1980, quando formou La Orquestra de las Nubes, grupo em que cruzou eletrónica, música popular e jazz com uma veia experimental que lhe garantiu desde logo um lugar de destaque na modernidade do país vizinho. Esse estatuto levou-o a tornar-se um requisitado produtor que trabalhou com os mais destacados nomes da pop espanhola dos anos 80 e 90, incluindo Jorge Reyes, Pablo Guerrero ou Dhuncan Du e Celtas Cortos.

Em anos mais recentes lançou, na Music From Memory, trabalhos de referência na vanguarda eletrónica atual como Rainworks, Nothing is Objective ou, já o ano passado, Between No Things, uma bem recebida colaboração com Suzanne Kraft, alter-ego do DJ e produtor Diego Herrera. Essa intensa atividade levou Saiz a ser convidado por reputados festivais de música eletrónica e experimental, com a sua música de recorte ambiental e new age e com pormenores tropicais e baleáricos a ser muito bem recebida por audiências mais jovens e exigentes.

PENGUIN CAFE – 2021 TOUR PORTUGAL

Tour 2021/22 – O projeto

Em boa hora Arthur Jeffes decidiu pegar no legado do seu pai, Simon Jeffes, e reinventar a mítica Penguin Cafe Orchestra, que nos anos 80 foi responsável por algumas pequenas obras primas como Signs of Life ou When In Rome…, discos lançados por Brian Eno. O resultado é a moderna aventura Penguin Cafe, projeto apostado em prosseguir na mesma senda, entre um estilo neo-clássico e de câmara e uma leveza pop muito etérea.

O mais recente álbum dos Penguin Cafe de Arthur Jeffes, Handfuls of Night, resulta de uma encomenda da Greenpeace que lhe pediu quatro peças que funcionassem como um hino ou homenagem a quatro espécies de pinguins, gesto que pretende chamar a atenção para o perigo de extinção que estes animais enfrentam devido à crise climática em que vivemos. A música é de uma beleza tão arrebatadora como a da própria natureza em que esses seres habitam, entre cordas e piano, melodias expostas em sublimes arranjos que nos carregam para outra dimensão. Será esse o programa que os Penguin Cafe trarão a Portugal, num concerto que a crítica internacional não tem cessado de enaltecer.

NOPO ORCHESTRA- Tour 2021 Portugal

Tour 2021/22 – O Projeto

O termo World Music parece ter sido criado exatamente para descrever encontros como este. Mais do que um cruzamento entre a Noruega e Portugal, este concerto apresentará um misto de ideias criativas que se apoiam nas tradições portuguesa e nórdica. Os mestres Seglem e Kyao trabalharam juntos há cerca de 10 anos. Agora é tempo de uma re-união acompanhar o sucesso da fusão de “paisagens” musicais e humanas, criar novas viagens e também juntar-se a músicos mais jovens de ambos os países. Esta colaboração musical já cresceu há anos – e sons emocionantes da música são realizados e serão agora desenvolvidos.

Podemos esperar um intenso grau de comunicação, entre Karl, Rão e Francisco – e também entre esta nova banda. É evidente que procuram uma nova inspiração e desenvolvem tradições. É também uma colaboração musical entre gerações que fazem novos sons juntos. E a música é uma forma de contar histórias e descrever o mundo, meditar e viajar. O facto de as críticas de concertos tanto de Karl Seglem como de Rão Kyao mencionarem sempre um elemento místico permite-nos prever que nesta música haverá muitos momentos mágicos. Karl promete um concerto repleto de “espaços e surpresas, melodias fortes, improvisações imaginativas e com algo que pensa que a Noruega e Portugal também têm em comum: A melancolia/Saudade”.

 

Nitin Sawhney – Immigrants – 2021 Tour Portugal

Immigrants – O PROJETO

Nova tour de Nitin Sawhney, baseada no disco “Immigrants” editado no primeiro trimestre de 2021.

Aplaudido como um dos mais notáveis compositores britânicos, condecorado pela coroa e distinguido com regularidade pela crítica, Sawhney tem composto muito para o ecrã – é dele, por exemplo, a banda sonora de Mowgli, produção recente com marca Netflix. Neste concerto revisitará um dos mais amados encontros entre a música indiana e a eletrónica.

Chassol – Ludi – 2021 TOUR PORTUGAL

Ludi – O PROJETO

Pianista, compositor, arranjador e director musical de nomes como Phoenix ou Sebastien Tellier, o carismático e talentoso Christophe Chassol assinou uma peça artística que desafia as classificações. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens em novos objectos audiovisuais.

O resultado tem um nome: “ultrascore”.

Quem é Chassol?

Nascido em 1976, Chassol descobriu a música aos quatro anos. Filho de um saxofonista amador, este miúdo negro ingressou no Conservatório como outros vão para a tropa. Passou lá 16 anos, começando por aprender harmonia, escalas e melodia como base essencial para o que se seguiria.

Traumatizado ainda jovem pela banda sonora do filme A Torre do Inferno, o pequeno Chassol percebeu rapidamente que não editaria o seu primeiro álbum aos 20 anos. De facto, não aconteceu. A sua ambição inicial era escrever para o cinema, unindo som e imagem para produzir música para filmes de grande elegância na tradição de Jerry Goldsmith, Michel Magne ou Quincy Jones, entre outros. Em meados dos anos 90, Chassol praticamente desapareceu. Mergulhou no pouco iluminado mundo as produtoras de cinema e durante 15 anos compôs para o grande ecrã, para televisão e para publicidade.

Entre a produção de jingles para publicidade, Chassol encontrou tempo para se tornar maestro entre 1994 e 2002 e depois descobriu o mundo da música pop quando acompanhou Sebastien Tellier e os Phoenix em Politics (2004), trabalho para o qual o jovem sósia de Jean-Michel Basquiat criou a maior parte dos arranjos.

Uma das consequências destas trocas musicais, é a dualidade que criam entre a vanguarda e a ambição pessoal.