Em digressão em Portugal: novembro 2025 // Disponibilidade geral: Todo o ano (sob consulta)
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LINA_ & JULES MAXWELL ABRAÇAM A MELANCOLIA DA POESIA PORTUGUESA E DA CANÇÃO TRADICIONAL IRLANDESA NO ÁLBUM “TERRA MÃE”
Depois do lançamento do aclamado Fado Camões e do mais recente EP, O Fado – este último em colaboração com o compositor e pianista espanhol Marco Mezquida – a multipremiada LINA_ anuncia mais uma parceria, desta vez com Jules Maxwell, compositor e teclista dos Dead Can Dance.
O génio musical do duo celebra as ligações poéticas entre Portugal e a Irlanda em Terra Mãe, álbum de 9 faixas, a ser editado no dia 27 de junho pela Atlantic Curve | Schubert Music Europe. A proposta criativa de LINA_ e do compositor irlandês visa suceder Burn, álbum de Lisa Gerrard e Jules Maxwell, editado em 2021.
Este trabalho conta com canções originais de Jules Maxwell, LINA_ e da escritora/compositora portuguesa Amélia Muge. Tal como o disco Burn, esta nova colaboração reúne exatamente a mesma equipa artística, que inclui o conceituado produtor britânico James Chapman (aka Maps). Utilizando uma eletrónica repleta de variadas camadas, Maps, nomeado para o aclamado Mercury Prize com o álbum We Can Create, criou remisturas oficiais utilizadas por nomes como The Killers, Depeche Mode, Moby, 83 e Bombay Bicycle Club, entre outras. Além do produtor, a equipa artística desta obra conta ainda com o designer Giovanni Rodriguez e o artista plástico/videógrafo David Daniels.
Portugal e a Irlanda estão unidos pelo coração da escrita de baladas e canções tristes, poesia essa que está patente em algumas das canções de fado. Curiosamente, “fado” também se encontra no dicionário gaélico irlandês, traduzindo-se como “há muito tempo” ou “era uma vez”.
Estes dois países estão ambos no limite da Europa, olhando para oeste, para o Oceano Atlântico e para tudo o que está para além dele. As canções destes dois países são caracterizadas por um sentimento de amor, saudade e partida que, por sua vez, uniu LINA_ e Jules Maxwell nesta colaboração, resultando em novas narrativas, melodias e composições.
‘Terra Mãe’ apresenta adaptações da compositora, poeta e cantora portuguesa Amélia Muge em “Arde Sem Se Ver”, “A Flor Da Romã” e “Entre O Ser E O Estar”. A lírica poética de Amélia Muge são o complemento perfeito para a voz emotiva de LINA_.
O melisma emotivo da poesia portuguesa e da música folclórica tradicional irlandesa são um ponto natural de conectividade entre as duas culturas, como explorado em Terra Mãe. O álbum apresenta canções que surgiram através dos espaços criativos da improvisação, como na faixa-título “Terra Mãe” e “Requiem”, enquanto a faixa de encerramento “When Are You Coming” foi escrita por ambos os artistas.
“Tem sido uma alegria criar Terra Mãe. As canções são composições originais nascidas na Irlanda, lindamente adaptadas para português pela LINA_ e pela Amélia Muge, com um som “forjado” no fogo do produtor inglês James Chapman, com quem trabalhei anteriormente no álbum ‘Burn’ com Lisa Gerrard”.”, explica Jules Maxwell.
Parte do processo criativo de Terra Mãe teve início durante uma residência artística entre LINA_ e James Maxwell no cenário inspirador de Malmesbury Abbey, em Wiltshire. Malmesbury Abbey não é apenas um local histórico de batalha e sepultamento, mas também um centro de educação, criatividade, oração e cura. LINA_ descreve o processo de colaboração com Jules Maxwell,
“Terra Mãe une dois géneros musicais distintos que, apesar das suas diferenças, partilham um profundo sentido de identidade e emoção. Adaptar letras e compor melodias com base nos fundamentos estabelecidos pelo Jules Maxwell foi uma experiência desafiante, mas simultaneamente gratificante que aumentou significativamente a minha confiança como compositora. Para mim, o álbum incorpora uma profunda ligação espiritual e etérea, entrelaçando temas do imaterial, da natureza e da religião.”
Cruzamentos e encontros resultam em novas descobertas e caminhos inusitados, especialmente quando se trata de artistas que estão recetivos à colaboração e ao estímulo criativo de outros. E este é certamente o caso de LINA_ e Jules Maxwell em Terra Mãe.
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2024 foi um ano repleto de sucesso para LINA_. O lançamento do notável Fado Camões conquistou inúmeras distinções da crítica nacional e internacional, entre os quais o nr #1 dos prestigiados Tops europeus da World Music, o “Top of the World Tracks” da revista britânica Songlines Magazine e Melhor Álbum na categoria Música do Mundo pela Associação Alemã de Críticos de Música. Além disso, este trabalho possui a Chancela de Manifesto Interesse Cultural, atribuída pelo Ministério da Cultura, e, mais recentemente, foi nomeado para os PLAY (Prémios da Música Portuguesa).
Entre concertos de uma extensa tour europeia com mais de 50 datas, a artista lançou, em março deste ano, o EP O Fado, em parceria com o pianista e compositor espanhol Marco Mezquida.
Jules Maxwell, de Belfast, Irlanda, é um compositor e escritor de canções, mais conhecido pelo seu trabalho com Dead Can Dance, Foy Vance, Lisa Gerrard e como compositor de muitas produções de teatro e dança em Londres, particularmente no Shakespeare’s Globe Theatre.
Lançou também seis álbuns a solo e escreveu a ópera “The Lost Thing”, estreada na Royal Opera House, em Londres, em 2019. Compôs a banda sonora da curta-metragem “Dance Lexie Dance”, que foi nomeada para um “Óscar” em 1998.
Detalhes da Digressão
LINA – Voz
JULES MAXWELL- Piano e eletrónica;
Um espetáculo que contará com visuals do artista britânico David Daniels.