Joep Beving – Estreia em Portugal no Misty Fest
O facto de ser um dos pianistas vivos mais escutados no mundo atualmente diz muito do alcance da particular visão do holandês Joep Beving. Com quase dois metros de altura, barba e cabelo abundante, a sua imagem não corresponde, provavelmente, ao que se imagina se nos depararmos com uma peça como “Sleeping Lotus” numa plataforma de streaming (só no Spotify soma mais de 40 milhões de plays…): a sua vertente melancólica traduz-se em melodias de profunda capacidade de envolvimento o que já levou a que as suas composições sejam descritas como “música para os sonhos”.
Henosis, o mais recente e triunfal álbum de Joep Beving, vencedor de um prémio Edison, é já o seu terceiro trabalho para a mundialmente famosa Deutsche Grammophon, a mais conceituada editora no mundo da música clássica e erudita. Com envolvimento orquestral e eletrónico, o seu piano ascende aí a novos patamares de maravilhamento. Será esse o álbum que servirá de base a esta apresentação, com passagem por momentos chave da sua obra anterior igualmente assegurados.
cto de ser um dos pianistas vivos mais escutados no mundo atualmente diz muito do alcance da particular visão do holandês Joep Beving. Com quase dois metros de altura, barba e cabelo abundante, a sua imagem não corresponde, provavelmente, ao que se imagina se nos depararmos com uma peça como “Sleeping Lotus” numa plataforma de streaming (só no Spotify soma mais de 40 milhões de plays…): a sua vertente melancólica traduz-se em melodias de profunda capacidade de envolvimento o que já levou a que as suas composições sejam descritas como “música para os sonhos”.
Henosis, o mais recente e triunfal álbum de Joep Beving, vencedor de um prémio Edison, é já o seu terceiro trabalho para a mundialmente famosa Deutsche Grammophon, a mais conceituada editora no mundo da música clássica e erudita. Com envolvimento orquestral e eletrónico, o seu piano ascende aí a novos patamares de maravilhamento. Será esse o álbum que servirá de base a esta apresentação, com passagem por momentos chave da sua obra anterior igualmente assegurados.
Uma mensagem da UGURU
TERESA SALGUEIRO atua a 29 de fevereiro em Buenos Aires
Avishai cohen em Portugal – concerto inserido no Misty Fest
NOVO Disco de rodrigo leão – “O Método”
RODRIGO LEÃO FALA SOBRE “O MÉTODO”
Comecei a procurar ideias para este novo trabalho em meados de 2017, no meio de uma tour europeia com o Scott Matthew, depois do lançamento do CD Life is Long.
Como é habitual no meu processo criativo, os primeiros passos são sempre muito intuitivos e sem nenhum método! Algumas ideias surgiram em quartos de hotel. Em Novembro de 2017 gravámos as primeiras ideias no nosso estúdio caseiro, mas ficámos com dúvidas.
A verdade é que, depois de três trabalhos muito diferentes entre si – A Vida Secreta das Máquinas, O Retiro e Life Is Long – a minha necessidade de procurar novos caminhos aumentava, a par das influências de compositores como Nils Frahm, Ólafur Arnalds ou Max Richter.
Foi neste contexto que convidámos o músico e produtor italiano Federico Albanese para se juntar a nós. Tanto eu como o Pedro Oliveira e o João Eleutério percebemos que fazia sentido neste trabalho termos um ouvido de fora, e o meu amigo e manager António Cunha já tinha sugerido que experimentássemos trabalhar com um elemento novo.
Este momento coincidiu com outro não menos importante: o convite para compor música para uma exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, Cérebro – Mais Vasto Que o Céu. Nesse trabalho, co-produzido pelo João Eleutério e pelo Luís Fernandes, aprendemos muito sobre sonoridades ambientais electrónicas, que viriam a ser muito úteis neste novo disco.
As primeiras sessões de trabalho não foram fáceis, mas rapidamente chegámos a um método de trabalho que nos permitiu aproximar-nos das ideias que procurávamos. O Federico foi muito importante neste processo, propondo arranjos e instrumentações diferentes. Com a sua ajuda, as minhas ideias começavam a fazer sentido e todo o ambiente mais minimalista, etéreo que pretendia estava agora mais visível.
O Método acabou por ser o disco onde toquei mais piano acústico, o que veio mudar muito o som geral, para além de haver menos uso das cordas. E recorremos também a um coro juvenil com cerca de 20 vozes, que era uma das minhas ideias desde cedo.
É um disco mais contido, mais simples, mais depurado. Um pouco mais espiritual também… A própria música, mais ambiental, afasta-nos da nossa realidade. Assumi também um lado ingénuo que já sentia em alguns dos trabalhos anteriores.
Nos temas cantados, a minha intenção era inventar palavras, para não ter de usar nenhuma língua específica e tornar as canções mais abstractas. Existe um tema em inglês, “The Boy Inside”, cantado pelo Casper Clausen dos Efterklang; um cantor sugerido pelo Federico, mas que eu já conhecia e de que gostava muito. Outro tema, “O Cigarro”, é cantado em russo pela violinista Viviena Tupikova, que também escreveu a letra e toca há muito comigo. A cantora Ângela Silva, com quem trabalho há muito, também foi muito importante, quer pela sugestão de arranjos vocais, quer pela maneira pouco habitual de cantar com palavras que não existem.
O título foi mudando ao longo do tempo, mas O Método acabou por ser óbvio. Porque foi o disco onde mais procurámos um método para chegar a um resultado final. Mas para mim é muito mais interessante sentir o método de uma forma mais abstracta, filosófica.
Teremos todos um método interior para tentarmos fazer algo, para comunicarmos, sonharmos?
Vejo nestas músicas muitas perguntas que não têm respostas. Vejo uma criança a apontar para o céu: porque é que existimos? Para onde vamos depois de morrer? Qual o sentido da vida?
Gosto que a minha música faça perguntas, mesmo que elas não tenham resposta. Quer dizer que ela comunica com quem a ouve, que nos ajuda a pensar e a sonhar.
Pablo Milanés – esencia Tour em Portugal
O maestro da “trova nova”, Pablo Milanés, um dos maiores tesouros da canção de autor em espanhol, vem a Portugal para apresentar Esencia, o seu mais recente espetáculo. Acompanhado por Ivonne Téllez ao piano e Caridad R. Varona no violoncelo, o artista cubano propõe um recital que viajará pela sua ampla carreira que se estende já por seis décadas.Federico Meccozi – estreia em Portugal
Federico Mecozzi é um segredo que o mundo está prestes a desvendar. Um segredo que já muitos conhecem, mesmo sem saberem: violinista prodigioso, Mecozzi tem secundado Ludovico Einaudi, tanto em várias das suas premiadas gravações como em muitas das suas mais importantes digressões tendo ao seu lado pisado alguns dos mais prestigiados palcos mundiais. E não é só Ludovico Einaudi que lhe reconhece as suas extraordinárias capacidades musicais: nomes como Pacifico, Angelo Branduardi, Blonde Redhead, Remo Anzovino, Filippo Graziani, Andrea Mingardi ou I Ministri têm recorrido aos particulares talentos de Federico Mecozzi que além de violinista de primeira linha é compositor, arranjador e produtor com méritos comprovados.

