Cati Freitas – disco de estreia “Dentro” editado hoje, dia 7 Outubro.

Cati Freitas, portuguesa de 28 anos, vem de Braga, mas bem podia vir de qualquer outro local do mundo, porque o seu talento não se contenta com as nossas fronteiras.

A escolha de repertório envia uma mensagem de sofisticação mas também de atualidade. A língua portuguesa é trabalhada com requinte, com especial enfoque na mensagem. Descobrir a voz é afinal a razão mais funda para Dentro. Cati quer mostrar o que tem dentro: aos outros e a si mesma.

O passar do tempo proporcionou-lhe a aquisição de significativa experiência de palco e de estúdios com a participação em vários projetos com outros artistas no panorama nacional, nomeadamente: Expensive Soul & Jaguar Band, Rui Veloso, Nu Soul Family, Link, Dino D’Santiago, Sara Tavares, entre outros. O desenvolver da sua carreira mostrou-lhe um caminho e fez crescer dentro de si a necessidade de uma procura interior que desemboca, então, em Dentro.

Cati Freitas ambicionou sonhar com Dentro, depois de descobrir o trabalho do produtor Tiago Costa, que no seu currículo conta com participações em Vento em Madeira, Maria Rita, entre muitos outros nomes.

Cati avançou ela mesma para um contacto com o produtor Tiago Costa, e em janeiro de 2011, viajou até ao Brasil onde gravou a primeira metade de Dentro, trabalho que concluiu no Verão de 2012. «O disco ficou como eu queria», garante, «e eu quero encontrar-me no meio destas influências, cantando em Português de Portugal, sem precisar de fazer nenhum acordo fonográfico». Para escolher o repertório que integra Dentro, Cati estudou mais de 2 mil músicas e elegeu 13 temas onde se incluem três originais da sua autoria: «Maldizer», «Alma Nua» e «Menina Vida é Flor».

Além da visão, da determinação de ir à procura dos músicos certos para trabalhar, Cati exibe ainda a segurança da sua própria identidade.

No disco conta com Tiago Costa no piano e nos arranjos, Cuca Teixeira na bateria, Sylvinho Mazzucca no contrabaixo e Felipe Roseno nas percussões, Dentro é uma viagem ao íntimo de Cati Freitas que afirma aqui, uma voz segura, doce e quente, madura e sabedora das curvas e contracurvas que as melodias exigem, capaz de ser subtil e forte na mesma frase. Ao vivo o naipe de músicos que a acompanha é também de primeira água.

Cati Freitas é uma cantora de corpo inteiro e Dentro, o melhor cartão de apresentação que se poderia pedir-lhe. Sobre uma paisagem elegantemente acústica, entre a tradição e a modernidade, o que nos mostra é de uma total sofisticação que garante estarmos perante uma revelação para 2013.

Pierre Aderne revela novo disco ao vivo no Centro Cultural de Belém

10 Outubro | 21H00 | pequeno auditório do CCB

Bilhetes à venda na sala do espetáculo, ticketline, lojas FNAC, lojas Worten, locais habituais – comprar

Poucos artistas poderão personificar os fortes laços que existem entre o Brasil e Portugal como Pierre Aderne, cantor e compositor que nasceu em França, filho de pai português e mãe brasileira. Uma condição única que o levou a criar o conceito de Música Portuguesa Brasileira, uma outra MPB que define o que faz e muito do seu trabalho de divulgação de música portuguesa no Brasil. E isto porque a ligação de sangue de Pierre Aderne ao nosso país transformou-se em ligação de coração em 2004, quando se estreou em Portugal num concerto no palco do B Leza. E a partir daí a sua música passou a viajar: entre o Rio de Janeiro, Lisboa e a África que por cá também se encontra. Mas as viagens de Pierre Aderne, as que resultam do seu trabalho de compositor, têm levado o seu nome ainda mais longe, através dos êxitos que tem assinado para cantores de renome internacional como Seu Jorge ou António Zambujo.

Pierre Aderne termina com este concerto a rodagem de Bem Me Quer Mar Me Quer, o seu último álbum que conta com participação de gente como Jorge Palma, Sara Tavares, JP Simões, Daniel Jobim, Susana Félix ou Gisela João entre vários outros artistas. E da mesma forma que encerra um ciclo, este concerto no CCB inaugura outro, o que se desenha com Caboclo, o novo álbum que se encontra a trabalhar após a digressão feita este ano com Vinicius Cantuária.O novo trabalho tem sido gravado entre Lisboa e Nova Iorque e conta com a participação de notórios artistas como Tito Paris ou Melody Gardot além de incluir uma canção inédita com Madeleine Peyroux. O véu que para já cobre o novo álbum será levantado no CCB quando Aderne antecipar algumas das canções que aí vêm.

 Neste concerto, estarão evidentes as cumplicidades construídas por Pierre Aderne com o nosso país, cumplicidades que o levaram a trabalhar com Cuca Roseta ou Marco Rodrigues e que o motivaram para gravar um documentário que conta a história destas relações musicais com Portugal e África e que a Globo e a RTP já exibiram com grande sucesso, coroando aliás o seu continuado esforço de divulgação de alguma da melhor música portuguesa no Brasil.

Pierrre Aderne em palco oferece uma perspectiva única, a história de uma cultura em crescimento constante, a história de um diálogo íntimo e rico entre duas culturas. Imperdível.

Pedro Moutinho apresenta novo álbum “O Amor Não Pode Esperar”

11 de Dezembro | Auditório dos Oceanos | Casino Lisboa

Bilhetes à venda:Ticketline, FNAC, WORTEN, local do espetáculo, locais habituais: comprar

“Ninguém é tão cristalino, ninguém tem tanta esperança.” João Bonifácio, Público

“Este é o melhor álbum de Pedro Moutinho. Coeso, coerente, maduro. Não há desvarios. Só classe.” Alexandra Carita, Expresso

Prémio Revelação Casa da imprensa 2003

Prémio Amália Rodrigues para Melhor Álbum 2008

Desde que, faz agora dez anos, Pedro Moutinho lançou o seu primeiro álbum, “Primeiro Fado” (2003), tem sido sempre a subir, sem nunca olhar para trás. O título do segundo, “Encontro” (2006), foi significativo: foi o disco do encontro com o produtor que o tem ajudado a moldar o seu percurso, Carlos Manuel Proença, viola de referência. Veio depois o terceiro registo, o da confirmação como um valor incontornável, “Um Copo de Sol” (2009). Seguiu-se “Lisboa Mora Aqui” (2011), uma escolha de material dos três discos completada por temas novos.

Este ano deu novo passo em frente com “O Amor Não Pode Esperar”, o quarto disco de estúdio. De novo produzido por Carlos Manuel Proença, mostra a segurança cada vez maior do intérprete, a discrição confiante do percurso. Neste disco, Pedro Moutinho conta mais uma vez com grandes letristas como Amélia Muge, Aldina Duarte , Manuela de Freitas e ainda duas grandes versões -“Eu Tenho um Fraquinho por Ti”, de Fausto Bordalo Dias e  “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos Valle, gravada por gente como Elis Regina ou Maysa Matarazzo.

Em palco, todo ele é fado: a voz, o olhar, a pose e os gestos. Pedro dá corpo às suas canções e entende as subtilezas do género que o escolheu: sobrevoa a guitarra, rodeia a viola e faz suas as melodias com uma voz tão segura que parece que canta desde sempre. O que é capaz de ser verdade: começou a cantar aos 11 anos e desde então já pisou muitos palcos, tendo feito muitas noites nas casas de fados onde a verdade se impõe, pois não existe distância entre quem canta e quem ouve.

Rodrigo Leão compõe a banda sonora do novo filme de Lee Daniels – The Butler

Rodrigo Leão está a compor, a convite do cineasta americano Lee Daniels ( “Precious” e “The Paper Boy”), a banda sonora da longa metragem “The Butler”. Quincy Jones e Alexandre Desplat tinham sido os primeiros nomes designados.

Este filme, com estreia marcada para o mês de Agosto nos Estados Unidos, conta no elenco com nomes como Oprah Winfrey, John Cusack, Jane Fonda, Cuba Gooding Jr., Terrence Howard, Mariah Carey, Lenny Kravitz, Vanessa Redgrave, Alan Rickman, Liev Schreiber  Robin Williams, entre outros.

Não é a primeira vez que o compositor é chamado a dar o seu contributo à sétima arte, tendo sido mais recentemente o responsável pela música em “La Cage Doreé” e “O Frágil Som do Meu Motor”.

JOINING MITCHELL – TRIBUTO A JONI MITCHELL NO MISTY FEST

JONI_destaqueCentro Cultural de Belém, 14 Novembro, 21H00

Bilhetes já à venda – Preços: entre 16€ e 33€

O Misty Fest 2013 irá prestar um tributo a Joni Mitchell reunindo para tal diferentes gerações de cantoras e autoras portuguesas bem conhecidas do público e cujo trabalho de algum modo se identifica com esta grande figura da música canadiense e um verdadeiro fenómeno artístico a nível mundial.

 Amélia Muge,  Aline Frazão, Ana Bacalhau, Cati Freitas, Fábia rebordão, Luisa Sobral, Mafalda Veiga, Manuela Azevedo, Márcia  e Sara Tavares são as cantoras que subirão ao palco do CCB.

Filipe Raposo: Piano, Direção Musical de Arranjos

Carlos Bica: Contrabaixo

Carlos Miguel :Bateria

Antonio Jorge Gonçalves: Desenho Digital

Direção Artística – Amélia Muge, Filipe Raposo e Carmo Cruz

Joni Mitchell é uma das mais criativas e representativas canto-autoras dos finais do Séc.XX, uma extraordinária guitarrista e uma artista plástica que personaliza, como poucos, um trabalho de imagem ligado aos seus álbuns e concertos. Em 2002, ao receber um dos seus inúmeros prémios e distinções, foi considerada “uma poderosa influência sobre todos os artistas que abraçam a imaginação, a diversidade e a integridade”. Disso são testemunha as imensas homenagens que lhe têm vindo a ser feitas onde têm participado entre outros, Elvis Costelo, Bjork, Cassandra Wilson ou Annie Lennox.

Blue, Chelsea Morning, Both Sides Now, A Case on you, Big Yellow Taxi são exemplos de canções suas cantadas por centenas de artistas.

 

MAYRA ANDRADE ESTREIA NOVO DISCO AO VIVO

Lisboa, Centro Cultural de Belém – 2 de Dezembro | Porto, Casa da Música – 3 de Dezembro

Bilhetes já à venda na Ticketline, Lojas FNAC, Worten, CCB, Casa Da Música e locais habituais.

Mayra Andrade estreia em Portugal o novíssimo espetáculo “Lovely Difficult”, uma apresentação do seu novo disco de originais .

A cantora cabo-verdiana, detentora de vários e prestigiados prémios internacionais, edita em Setembro próximo o novo trabalho produzido em Brighton por Mike “Prince Fatty” Pelanconi (que trabalhou com nomes como Lily Allen, Graham Coxon, etc.) e contou com colaborações de artistas de origens muito distintas como Yael Naim e David Donatien, Piers Faccini, Tété, Benjamin Biolay, Hugh Coltman, Krystle Warren, Pascal Danae, Mario Lucio Sousa, entre outros.

 A voz de Mayra é uma mistura de tons radiantes, dançantes, batidas aveludadas e melodias apimentadas como se a Europa da pop tivesse sempre sido um arquipélago tropical. Lovely Difficult contém canções cantadas em crioulo cabo-verdiano, inglês e português. A sonoridade pop de Mayra abrange o mundo inteiro, desde o romantismo ocidental até à sensualidade do sul, o reggae tradicional e música africana.

Um espectáculo imperdível!

Santos & Pecadores – “Quero” é o novo single

Os Santos & Pecadores querem, podem e cantam.

Este grupo provou em tempos recentes ser um dos mais queridos do público português, percorrendo o país de norte a sul para concertos aplaudidos com o entusiasmo que se devota apenas às grandes bandas.

Agora, o grupo de Olavo Bilac está de volta com o primeiro original que lança desde 2010, ano que viu a edição de “Energia”.

O novo tema tem por título “Quero” e é um dueto com Susana Félix, uma das mais veneradas vozes da pop nacional, e tem assinatura de Amélia Muge, compositora de créditos firmados que já escreveu para algumas das maiores vozes nacionais.

As condições para algo especial estão reunidas: uma canção que entra nos nossos ouvidos e se instala de forma confortável, duas vozes de excepção que já deram muitos sucessos à música portuguesa e uma banda em estado de graça.

“Quero” é Santos & Pecadores na melhor forma.

Façam o favor de ouvir…

Vá ao facebook da UGURU para ficar a conhecer este tema em primeiríssima mão.

PEDRO MOUTINHO – “O AMOR NÃO PODE ESPERAR” O novo álbum a 8 DE JULHO editado pela EMI Music Portugal. “Rua da Esperança” é o tema de apresentação

Base Packshot FinalPedro Moutinho tem novo disco. “O Amor Não Pode Esperar” tem data de lançamento agendada para o dia 8 de Julho. “Rua da Esperança”, o tema de apresentação do quarto trabalho de Pedro Moutinho, tem autoria de Amélia Muge e pode ser uma marcha soalheira, um voto de alegria ou simplesmente um caminho irresistível. “Rua da Esperança” dá-nos os bons dias a 12 de Junho, véspera de Santo António em Lisboa. Num rigoroso exclusivo da Antena 1. “O Amor Não Pode Esperar”conta ainda com composições de alguns dos nomes maiores da poesia portuguesa: Aldina Duarte, Fausto Bordalo Dias, Manuela de Freitas, Teresa Tarouca ou Tiago Torres da Silva. Inclui ainda um “Preciso aprender a ser só” de autoria de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, notabilizado nos anos 60 pela voz de Elis Regina.

Gravado por Amândio Bastos no Saafran Studio, com misturas e masterização de António Pinheiro da Silva, conta com a participação dos músicos, José Manuel Neto (Guitarra Portuguesa), Carlos Manuel Proença (Viola), Daniel Pinto (Baixo Acústico), Ricardo Dias (Acordeão), Gil Gonçalves (Tuba) e Luis Clode (Violoncelo).
A Produção e direcção musical é de Carlos Manuel Proença.

“O AMOR NÃO PODE ESPERAR”

alinhamento

Rua da Esperança-3:01 

Amélia Muge

Participação na tuba de Gil Gonçalves

Preciso aprender a ser só – 4:38

Marcos Valle e Paulo Sérgiø Valle

Participações de Ricardo Dias no Acordeão e Luis Clode no violoncelo

Longe de ti – 2:23

 Tiago Torres da Silva e José Marques

Eu tenho um fraquinho por ti – 4:07 

Fausto Bordalo Dias

Participação de Ricardo Dias no acordeão

Fui a jogo – 3:15

Manuela de Freitas e Casimiro Ramos

O teu perfume – 5:48

Amélia Muge

Olhos Estranhos – 2:47

Hermano Sobral e María Teresa Albuquerque

Estranha Contradição – 3:22

Manuela de Freitas e Frederico de Brito

Sem tirar nem por – 4:05

Amélia Muge e José Nunes

O riso que tu me deste – 2:59

Teresa Tarouca e Georgino de Sousa

Lua Nova – 3:14

Manuela de Freitas e José Fontes Rocha

Novembro – 3:20

Manuela de Freitas e Frederico de Brito

Recordar  – 3:05

Aldina Duarte e José António Sabrosa

Pedro Moutinho

“A maioria dos fadistas conhece-me desde que andava ao colo da minha mãe”. É assim que Pedro Moutinho explica as influências familiares, de quem ouvia e frequentava assiduamente os espaços de fado, ao lado dos pais, junto dos irmãos Camané e Hélder. Naturalmente, Pedro Moutinho começa a cantar aos 8 anos. O seu crescimento enquanto artistas passou por casas de Fado como “Clube de Fado Amália”, “Forte D. Rodrigo” ou o mítico “Café Luso”

Em 2003, chega a estreia discográfica com “Primeiro Fado” que mereceu elogios do público e crítica especializada. Em Novembro desse ano é ainda premiado com o Prémio Revelação da Casa da Imprensa, valendo-lhe o reconhecimento público do seu talento que o define como uma das melhores promessas do Fado.

Hoje, passados 10 anos sobre a edição do primeiro trabalho, Pedro Moutinho é um dos grandes fadistas dos nossos dias. Inúmeros têm sido os espectáculos em Portugal e estrangeiro – já levou a poesia de Fernando Pessoa, Lobo Antunes, Amélia Muge ou Manuel Alegre a países como Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França ou à vizinha Espanha. Em 2007 estreou-se em cinema no filme “Fados” de Carlos Saura no ambiente “Casa de Fados” ao lado de D. Vicente da Câmara, Ana Sofia Varela Ricardo Ribeiro e Carminho. Em 2008 foi distinguido com o Prémio Amália Rodrigues para Melhor Álbum.

Diz-se de Pedro Moutinho

“Ele é, talvez, a voz mais discreta dos nossos fadistas. Nunca exagera uma nota, toma todas as mesuras com cada sílaba. Podíamos arriscar que ele é um prodígio técnico, mas o mais certo é ser tudo instinto. “

João Bonifácio no Jornal Público.

“Pedro Moutinho é uma voz segura, com

bom gosto na escolha do repertório, um

estilar elegante, um fraseado inatacável,

uma sobriedade que não merece reparos” João Miguel Tavares na Time Out

“Interpretações Soberbas” Nuno Pacheco, no Jornal Público

Discografia

2013 “O Amor Não Pode Esperar”

2010 “Lisboa Mora Aqui”. O Melhor de Pedro Moutinho

2009 “Um Copo de Sol”

2006 “Encontro”

2003 “Primeiro Fado”

Pagina de Facebook Oficial – www.facebook.com/pedromoutinhofado

Waldemar Bastos com Orquestra Gulbenkian no Misty Fest 1ª parte: Aline Frazão

Centro Cultural de Belém, 16 Novembro, 21H00 | Bilhetes já à venda – Preços: entre 20€ e 40€

Waldemar Bastos é, sem a menor sombra de dúvida, um dos maiores nomes da diáspora musical angolana. No ano que marca o 30º aniversário sobre a sua estreia discográfica, Waldemar regressa a Portugal com um dos seus mais ambiciosos trabalhos, Classics of My Soul.

Com clássicos maiores da história musical angolana –  de «Humbi Humbi Yangue» a «Muxima», «Velha Xica» ou «Pôr do Sol» – Waldemar revisita como só ele sabe a identidade profunda do seu povo, entregando ao mundo mais um exercício de pura beleza num álbum gravado com a London Symphony Orchestra dirigida pelo conceituadíssimo Nick Ingman.

Cabe agora à Orquestra Gulbenkian acompanhar Waldemar Bastos e a honra de prestigiar ao vivo em Portugal esta importante revelação.

A primeira parte deste concerto ficará a cargo de Aline Frazão, a nova e aclamada sensação da música angolana que apresentará  o seu mais recente CD “Movimento”.

Outros nomes já confirmados no Misty Fest:

Danças Ocultas & Dom La Nena: 13 Nov – CCB, Lisboa | comprar

 Scott Matthew : 14 Nov  – CCB , Lisboa | 16 Nov – Casa da Música, Porto  | comprar

Ian McCulloch : 14 Nov – Casa da Música, Porto | 15 de Nov – CCB, Lisboa | comprar

Bilhetes já à venda na Ticketline, lojas FNAC, Worten, salas do espetáculo e locais habituais.

mais informações: 21 441 62 00 | uguru@uguru.net/dev

“Movimento” segundo disco de Aline Frazão já à venda.

“Movimento” é o segundo álbum da cantora e compositora angolana Aline Frazão, editado a 20 de maio, em Portugal pela Ponto Zurca e na Europa pela Coast to Coast.

Para além dos temas da sua autoria, “Movimento” conta com uma parceria inédita com o poeta e letrista angolano Carlos Ferreira “Cassé” e com um poema de Alda Lara musicado por Aline. A acompanhar a cantora e compositora angolana estão Marco Pombinho (piano e Rhodes), Francesco Valente (baixo e contrabaixo) e Marcos Alves (bateria e percussão). O álbum, com produção da própria, conta ainda com a participação dos músicos cabo-verdianos Miroca Paris (percussão) e Vaiss Dias (cavaquinho e guitarra 

Aline Frazão – “Tanto” from Aline Frazão on Vimeo.

Próximos concertos:

30, 31 de Maio e 1 de Junho – Luanda | 7 de Junho – Serpa, Encontro de Culturas | 28 de Junho – Loulé, Festival Med | 20 Julho – Lisboa, Festas da Mouraria, Largo do Intendente | 24 Julho – Sines, Festival de Músicas do Mundo | 23 de Agosto – Santa Maria, Açores, Festival Maré de Agosto

Nota da artista:

Este disco foi mesmo um movimento, uma corrente que juntou muitos talentos e amizades. Todo o mundo deu muito do que tem dentro. O trabalho foi intenso e intensivo, interagindo com o relógio, com as emoções, com o cansaço e até com o clima desta primavera cinzenta. Movimento é um álbum que leva muita vida dentro. Uma das marcas deste trabalho é a pouca quantidade de takes em tudo, desde a música às fotos da capa. Foi um movimento quase analógico na forma de ser. Em estúdio, nunca foi objectivo atingir um som perfeito; um equilíbrio, sim. Uma verdade simples, sim. Na composição, tentei não dar demasiadas voltas às músicas e deixar que elas me pedissem o que faltava, no dia seguinte. Compus e arranjei os temas a pensar nos instrumentos mas até aí, depois, houve surpresas. O improviso permite isso. Assim, não foi um álbum muito premeditado e só se fechou mesmo no fim da linha, nas misturas. Confiei muito no talento de todas as pessoas que tinha ao meu lado, no espontâneo, na ideia imprevista e nas próprias canções: elas sustentam tudo. Os músicos fizeram um trabalho muito bom e a comunicação foi se aprimorando ao longo do processo. As músicas respiram e os instrumentos escutam-se. Há uma conversa bonita entre o baixo e o piano, entre a guitarra e a percussão. Sentem-se também as ilhas de Cabo-Verde nestas músicas. A participação do Vaiss e do Miroca Paris vêm dar forma e continuação à minha primeira viagem a Cabo Verde, no ano passado.

Sente-se muito a cidade de Luanda, que é quase uma personagem invisível em todas as canções. Muitas delas foram escritas lá. Por isso talvez as músicas tenham essa forte presença do olhar, por vezes isolado e em silêncio, por vezes mais participante e misturado.

Por outro lado, sinto que este disco faz parte de algo maior porque cada vez mais me sinto acompanhada. Há muita gente com quem me identifico, gente que me inspira, gente com quem interajo quase invisivelmente. Em Angola, sinto que há uma nova força criativa, transversal a todas as artes, que se vai organizando e ganhando espaço, dizendo o que tem para dizer, deixando as velhas conversas intermináveis e passando para a acção e para a expressão. A resposta está no colectivo. Queremos. Pensamos. Sentimos. Fazemos. Movimento é isso.