
Depois de vários concertos esgotados, Piano Para Piano está de regressa a Lisboa e estreia-se no Porto. Este espetáculo junta em palco Rodrigo Leão e a filha Rosa num diálogo entre dois pianos acústicos.
Rodrigo Leão é o primeiro a dizer que não é pianista, mas a verdade é que o piano tem surgido na sua obra como um complemento dos sintetizadores que já usou bastas vezes para escrever memoráveis melodias e pensar nos envolventes arranjos a que foi dando corpo com os ensembles que criou. Agora, o notável compositor português prepara-se para nova aventura: Piano Para Piano é um projeto que nasceu depois de uma encomenda do Festival de Piano em Vila Nova de Cerveira, desafio que o levou a compor duas novas peças que são também o princípio de um novo caminho.
“Acho interessante”, revela Rodrigo, “que eu que não tenho qualquer formação como pianista possa estabelecer um diálogo com quem estudou e estuda seriamente o instrumento”. Nesse primeiro momento no evento minhoto a sua interlocutora foi Rosa, sua filha, que conta 19 anos e será também ela que irá acompanhar o pai agora neste espetáculo. Vai ser interessante escutar estas peças como as ouço na minha imaginação. A imaginação não tem os mesmos limites que as minhas mãos”, explica Rodrigo. “Pode ir tão longe quanto a criatividade ditar”.
Tó Trips apresenta o seu mais recente álbum Popular Jaguar no Misty Fest. O guitarrista e compositor sobe ao palco em formato trio muito bem acompanhado por Helena Espvall no violoncelo e António Quintino no contrabaixo.Tó Trips é, muito simplesmente, um nome incontornável da múltipla cena musical nacional das últimas três ou talvez até quatro décadas. Foi praticante do lado mais feérico do rock nos Lulu Blind e reinventou-se num dos mais originais projetos da música popular portuguesa, os Dead Combo, que dividiu com o saudoso Pedro Gonçalves e com que correu o mundo.
Alan Sparhawk (of Low) integra o cartaz da edição 2023 do Misty Fest. Depois do desaparecimento de Mimi Parker, vítima de doença, em Novembro de 2022, o músico americano regressa à estrada com a sua singular visão musical inalterada. O guitarrista e cantor já no passado tinha lançado um álbum de guitarra solo e no seu vasto currículo registam-se também colaborações com variadíssimos artistas, prova, por um lado, da sua versatilidade e, por outro, do respeito que sempre recebeu por parte dos seus pares. E Alan Sparhawk (of Low) assinou essas participações em discos de gente tão diversa quanto Ben Watt (Everything But The Girl) ou os Swans, para dar apenas um par de exemplos. Agora, em 2023, o artista de Duluth, no Minnesota, apresenta em Portugal um novo capítulo na sua vida e carreira, mantendo a mesma mística que sempre diferenciou a sua banda que mereceu durante toda a sua existência os mais rasgados elogios por parte da crítica especializada.
Wim Mertens regressa ao Misty Fest com o seu novo trabalho Voice Of The Living, uma homenagem a todas as vítimas da guerra, que nasceu de uma encomenda da Chancelaria do primeiro-ministro belga como parte da comemoração da Grande Guerra (1914 -’18).
Kurt Wagner, dos Lambchop, vai embarcar numa digressão europeia de espetáculos intimistas de piano, acompanhado pelo músico e produtor Andrew Broder, de Minneapolis. Broder tra
Ezra Furman