
Arquivo da Categoria: Notícias
MISTY FEST 2023 | Nadine Khouri confirmada para Lisboa e Porto
“Meditative, spectral dreamscapes…
extraordinary voice: a fragile, sensuous instrument”
MOJO ★★★★
“Perfumed traces of Galaxie 500, Mazzy Star and Cocteau Twins…
a wonderfully spectral incantation”
UNCUT
A artista anglo-libanesa Nadine Khouri conheceu John Parish (PJ Harvey, Eels, Sparklehorse…) há cerca de 10 anos, altura em que o produtor britânico a desafiou a cantar em “Baby’s Coming” (faixa de “Screenplay”, de 2013) antes de gravar e produzir o seu primeiro álbum “The Salted Air”* (2017), trabalho que, entretanto, granjeou justo culto.
A gravação do seu segundo longa-duração, “Another Life”, igualmente produzido por John Parish), aconteceu durante a pandemia de Covid-19 e foi naturalmente marcada pelas descargas emocionais provocadas pelas duas poderosas explosões no porto de Beirute no início de Agosto de 2020. “A pandemia instalou-se precisamente quando os ensaios estavam prestes a começar, quando queríamos uma gravação rápida destas novas canções. De repente, o mundo congelou, nada podia continuar como planeado”, recorda Nadine.
No interior da capa do álbum, uma fotografia tirada por Steve Gullick revela, por detrás de Nadine Khouri, a extensão de uma cidade mediterrânica branqueada pelo sol, Marselha, onde a artista atualmente reside. Uma cidade de milhares de vidas, milhares de memórias e milhares de histórias, um teatro onde ressoa o percurso de Nadine, a alegria, a tristeza, o arrependimento, o exílio, o desafio ou o desejo – marcas que alimentam a sua música. “As canções surgem-me muitas vezes como imagens de filmes que tento exteriorizar”, explica. “Presa entre quatro paredes, este período de isolamento levou-me a olhar para o meu passado, a recordar pessoas próximas que desapareceram, momentos passados que estão agora longe de mim. Escrevi para não esquecer, para não deixar desaparecer”.
Com as restrições levantadas, Nadine Khouri e John Parish encontraram-se em estúdio para finalmente gravar o álbum como planeado originalmente, com a ajuda de vários músicos de renome. Deste período de incerteza emergem composições de uma beleza cativante. A produção de John Parish dá um fôlego majestoso a estas canções impressionistas, e à voz de Nadine Khouri. Ao vivo, essa presença singular e qualidade artística distinta tornam-se ainda mais evidentes, tal como tem vindo a ser destacado em críticas elogiosas de publicações de referência como a Mojo ou a Uncut.
Misty Fest | Matthew Halsall é a nova confirmação

O trompetista Matthew Halsall regressa a Portugal com um novo trabalho que terá apresentação ao vivo na Casa da Música, Porto e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O concerto do CCB será duplo, com Makaya McCraven a apresentar-se na mesma noite. O mesmo bilhete dá acesso aos dois concertos.
Makaya McCraven é a primeira confirmação do Misty Fest 2023

O Misty Fest regressa com a sua 14ª edição nopróximo mês de novembro e o primeiro nome anunciado é Makaya McCraven, um dos principais protagonistas do atual movimento de renovação do jazz que tem polos em cidades como Los Angeles, Chicago ou Londres.
A Uguru dá as boas vindas a Marta Pereira da Costa

MARTA PEREIRA DA COSTA QUARTETO
Historicamente, a Guitarra Portuguesa sempre esteve associada ao homem como músico e cingida maioritariamente ao Fado como linguagem. A guitarrista Marta Pereira da Costa vem romper com essas tradições e preconceitos, e apresentar a guitarra portuguesa no feminino, como voz principal de um projeto instrumental.
Desde que iniciou a sua carreira, em 2012, Marta tem levado o timbre inconfundível da Guitarra a diferentes países e culturas, realizando vários concertos pelo mundo fora nomeadamente: Brasil, EUA, Canadá, Suíça, Espanha, Países Baixos, França, Itália, Eslovénia, Roménia, Tunísia, Israel, entre outros, surpreendendo e conquistando o público. Também acompanhou e gravou com grandes nomes da música nacional de diferentes estilos musicais.
A Uguru dá as boas vindas a Francisco Sassetti

Depois de mais de três décadas ligado ao piano, Francisco Sassetti está finalmente a ultimar o seu primeiro álbum em nome próprio com composições de sua autoria, cuja edição está prevista para o terceiro trimestre deste ano. Paralelamente, Sassetti tem estado a desenvolver o seu primeiro espetáculo baseado neste repertório original. Neste momento, o espetáculo está disponível para ser apresentado ao vivo, quer em Portugal, quer internacionalmente.
Já são mais de três décadas que Francisco Sassetti conta quando quer medir a sua relação, que é muito profunda, com o piano.
Nesse tempo, a sua carreira levou-o a apresentar-se por todo o país, mas também em palcos internacionais, de França e Bélgica à Alemanha e Espanha passando pelos estados Unidos ou Uruguai, muitas vezes ao lado de grandes nomes da música portuguesa, como Maria João, por exemplo. Ute Lemper foi uma das artistas internacionais com quem gravou.Este novo trabalho a solo, marca uma nova etapa da sua vida, mostrando-o também como compositor, abrindo as portas para um lado mais íntimo e secreto da sua personalidade. “Na realidade”, conta o músico, “a maioria dos temas já tem cerca de 10 anos. Depois da morte do meu irmão, Bernardo, em 2012, comecei a compor compulsivamente, quase como se quisesse continuar a obra dele, tão tragicamente deixada a meio. Era uma forma de lamento e, também, um espaço de paz e silêncio. Por outro lado, o exigente trabalho como concertista e professor (na Escola Superior de Música de Lisboa e na Orquestra Metropolitana entre outras instituições) não me deixava muito tempo para terminar as composições, o que entretanto consegui”, revela Francisco.
As peças do compositor Francisco Sassetti são contemplativas, cinemáticas, muito líricas e desenvolvem-se numa trama que soa quase mágica e que é indubitavelmente plena de emoção.De facto, não foi só no seu íntimo que o desaparecimento do seu irmão Bernardo Sassetti deixou um enorme vazio. Esse sentimento de perda ajuda a explicar o lado contemplativo e cinemático das suas peças, muito líricas, que se desenvolvem numa trama que soa quase mágica e que é indubitavelmente plena de emoção.
Temas como “Dawn”, “Home” ou “Goodbye” deixam transparecer o peso emocional que se enreda nas melodias que nos tocam no lado mais fundo. Triste mas nunca sombria, introspectiva e nostálgica, esta música também vibra com vida e paixão e afirma o nome de Francisco Sassetti no entusiasmante panorama da cena neo-clássica
Kerala Dust apresentam nova tour em Lisboa

Os Kerala Dust apresentam o novo álbum Violet Drive ao vivo em Lisboa. A propósito desta tour o jornal San Francisco Weekly escreveu o seguinte:
“Acompanhada por visuais psicadélicos nas paredes que rodeiam o palco, a banda levou o público numa viagem que fez a ponte entre o house e o downtempo, com uma mistura de funk e jazz. Tentar reduzir os Kerala Dust a um ou mesmo dois géneros não só é difícil, como não descreve a sua natureza experimental”.
Em 2020, uma mudança para Berlim e um mergulho na sua particular arquitetura e história acabou igualmente por servir como ponto de partida para mais música, desta vez com o legado de bandas alemãs como os Can a servir de inspiração. Violet Drive, o novíssimo álbum lançado através da histórica Play It Again Sam, é fruto dessas novas coordenadas. Com a percussão e o ritmo a desempenharem um papel fundamental na nova arquitetura sonora, Violet Drive foi gravado nos Alpes, perto de Zurique, É por essa bem recheada e aplaudida carreira que os Kerala Dust vão viajar para Portugal com uma digressão que lhes tem valido os mais rasgados elogios da crítica. O importante San Francisco Weekly escreveu: “Acompanhada por visuais psicadélicos nas paredes que rodeiam o palco, a banda levou o público numa viagem que fez a ponte entre o house e o downtempo, com uma mistura de funk e jazz. Tentar reduzir os Kerala Dust a um ou mesmo dois géneros não só é difícil, como não descreve a sua natureza experimental”.
ANNA SETTON | novo álbum” O Futuro é Mais Bonito” já à venda

Este novo trabalho de Anna foi gravado no Recife, deixando, como explica, que as canções a escolhessem a ela. Sobre moderna e subtil produção, Anna soa lúdica, carregada de luz, leve e transparente, com a sua voz a posicionar-se bem no centro da canção, como deve ser. Neste trabalho Anna Setton contou com os préstimos de vários talentos da nova geração do Recife, casos do produtor e compositor Barro e Guilherme de Assis, João Camarero ou ainda de Juliano Holanda, Igor de Carvalho e Rodrigo Campello assim com o dos consagrados Ed Sataudinger e Edu Sanginardi.
Com a ajuda desses compositores que entendem como inovar os moldes clássicos da MPB, Anna canta palavras da sua própria autoria, firmando-se cada vez mais como autora. “É um disco muito moderno”, promete Anna. “Os meninos com quem trabalhei traduzem de forma muito atual a tradição com que aprendi, a da grande canção brasileira”. De facto, Anna Setton já cantou clássicos de outros tempos. Agora oferece a sua alma e voz ao futuro.
A propósito da canção que dá título ao álbum, Anna diz o seguinte:
Ludovico Einaudi – Data extra para o Porto

O celebrado pianista italiano tem uma relação especial com o público português que acorre sempre em massa às suas apresentações, esgotando as lotações das salas em poucas semanas. Neste projeto mais íntimo, é de esperar um concerto de emoções fundas.
Glenn Hughes Performs Classic Deep Purple Live – Porto e Estoril

“Foi há 50 anos, no Verão de 1973, que o álbum BURN dos Deep Purple foi escrito no castelo de Clearwell, em Gloucestershire, Reino Unido”, recorda Hughes. “Foi gravado depois em outubro em Montreux, Suíça”. Continua Hughes, “Tornámo-nos todos um neste castelo centenário no interior do Reino Unido, parecia que os Deep eram uma nova banda, com David (Coverdale) e eu como novos membros, mal podíamos esperar para começar a trabalhar numa nova canção. A atmosfera era eléctrica, num ambiente tão espantoso”.
“Todas as canções em BURN foram escritas na cripta/centro, por baixo da grande sala. Trabalhávamos todos os dias numa nova canção, e estávamos no fluxo. Musicalmente, tocávamos, e trabalhávamos ideias, e David e eu criávamos melodias vocais que mais tarde teriam letra. Lembro-me como se fosse ontem”. “Como podiam imaginar, Ritchie Blackmore estava em modo de brincadeira, Jon tinha-me avisado, e uma noite armadilhou o meu quarto com um altifalante que estava escondido, e tinha vozes fantasmagóricas à minha cabeceira”.
“A faixa título foi a última canção a ser escrita. Voltámos do bar, e descemos à cripta, e a magia aconteceu. Está na hora de celebrar BURN, e estou realmente ansioso por reencontrar os fãs”.