
Ezra Furman ao vivo no Porto e Lisboa

Explorando temas de identidade, religião – Ezra tem estudado numa universidade hebraica, nos Estados Unidos – angústia política, amor ou ansiedade, Furman construiu uma reputação de ir ao encontro dos assuntos que afligem e entusiasmam o presente. Ela tornou-se um símbolo para quem sente os efeitos da incompreensão e opressão. Por ter construído essa profunda empatia com o seu público, o Guardian descreveu Ezra como sendo responsável “pelo mais tocante concerto ao vivo que podem ver hoje em dia”.
Para a prestigiada série 33 1/3 da Bloombury Music, que se dedica a publicar livros sobre álbuns clássicos, Ezra assinou o volume dedicado ao clássico Transformer de Lou Reed. Agora, com um novo álbum prestes a ser lançado, Furman demonstrou, em singles como Point Me Toward The Real e Book Of Our Names, produzidos ambos por John Congleton (Angel Olsen, Future Islands, Sharon Van Etten), que continua a ser uma das mais relevantes vozes da cena musical do presente. Imperdível ao vivo, como já se deixou claro.
Lina é a convidada especial de Lisa Gerrard e Jules Maxwell no concerto que decorrerá no CCB

Em 2020, o trabalho “Lina_Raül Refree” foi escolhido como disco do ano pela associação de rádios europeias. Ainda com este projeto, foi vencedora da primeira edição do Prémio Carlos do Carmo e recebeu nomeação para os Music Moves Europe Talent Awards 2021. Ganhou ainda vários galardões de destaque como o prémio da critica alemã (Preis Der Deutschen Schallplattenkritik) para melhor álbum de World Music e o Prix de L’Académie Charles Cros, em França, entre outros. Foi também finalista do One Screen Short Film Festival de Nova Iorque, em 2020 com o videoclip Cuidei que Tinha Morrido.
Lisa Gerrard e Jules Maxwell editam versão deluxe de “Burn” e estreiam tour mundial em Portugal

Lisa Gerrard
Sétima Legião comemoram 40 anos de carreira em dois concertos na Culturgest

Foi em 1982 que a Sétima Legião surgiu no então agitadíssimo panorama musical português, apresentando uma visão singular da música sintonizada com as experiências mais avançadas da pop alternativa da época, mas sem esquecer a identidade portuguesa. A banda deixou uma marca vincada na produção musical nacional dos anos 80 e 90. Com estes concertos de aniversário, a Sétima Legião pretende revisitar os seus mais aplaudidos clássicos e dar nova vida a temas como Sete Mares ou Por Quem Não Esqueci, sucessos de grande impacto que ainda hoje têm lugar garantido na programação de muitas rádios. De assinalar que da Sétima Legião saíram músicos que se envolveram em projetos ímpares da música portuguesa como os Madredeus, Gaiteiros de Lisboa ou Cindy Kat, prova de que aí se ensaiaram importantes ideias que geraram fértil descendência.
Misty Fest | Concerto de Low cancelado

– Alan dos Low”.
É com grande tristeza que anunciamos que, por motivos de doença da baterista e vocalista do grupo, o concerto dos Low, de 31 de outubro na Casa da Música foi cancelado. Este era um espetáculo muito aguardado e iria inaugurar a edição deste ano do Misty Fest. À Mimi Parker deixamos os votos uma boa e rápida recuperação.
A data limite para pedir reembolso dos bilhetes adquiridos é o dia 21 de novembro de 2022, pelo que, se este for o seu caso, deve dirigir-se ou contactar o local de compra o mais rapidamente possível.
Violoncelista Redi Hasa ao vivo na Casa da Música

O violoncelista educado classicamente em Tirana, na Albânia, tem um novo projeto a solo. Depois do muito aplaudido The Stolen Cello, a mais recente aventura transporta-o até à agitada Tirana dos tempos de adolescência, quando corria a guerra civil e o rock era o equivalente a um grito de liberdade. My Nirvana adapta ao seu expressivo instrumento as míticas canções do grupo de Kurt Cobain, transportando Redi Hasa até um tempo em que sonhar com o mundo em sítios secretos onde o reprimido rock se podia tocar era tudo o que podia fazer.
Mas ao lado de Ludovico Einaudi, Hasa correu mundo, tocou com outras estrelas, como Robert Plant, e percebeu o alcance que a sua refinada arte pode ter. Esses são os trunfos que agora trará a Portugal, com os temas da mais venerada banda rock das últimas décadas a servirem como matéria para nos tocar a todos no mais fundo da alma.
MISTY SESSIONS | últimas confirmações

The New Life, uma atmosférica e emocional peça de piano solo lançada já em 2022 nas plataformas de streaming, caminha muito rapidamente para os 3 milhões de plays no Spotify, uma marca assombrosa que foi garantida por Lemos, pianista e produtor português que durante anos integrou projetos nas áreas do pop-rock assinando igualmente trabalhos para cinema e televisão, mas que após a pandemia sentiu um chamamento musical muito especial, tendo-se focado na composição de peças para piano. Lemos explica que a sua música expressa um tipo de vibração muito particular que se estabelece entre o Cosmos e a Terra, sendo ele uma espécie de condutor entre essas duas dimensões. Sense of Peace, o seu álbum de estreia, encabeçou tops de vendas no iTunes Portugal e ajudou-o a angariar mais de 400 mil ouvintes mensais no Spotify, marca assinalável que tanto diz do alcance da sua música e que o posiciona como o pianista português neoclássico com mais ouvintes nessa plataforma.
A 25 de novembro, Lemos planeia editar um segundo álbum, onde prossegue na sua exploração do piano num contexto neo-clássico que bem domina, já que estudou formalmente o instrumento desde os 11 anos. A sua música, profundamente emocional, vive igualmente de uma intenção criativa muito específica e de clara natureza conceptual: em 2022, Lemos desenvolveu o projeto “The Felt Library”, uma seleção de músicas neoclássicas de sua composição, e construiu o primeiro instrumento virtual de Felt Piano, totalmente gratuito para os compositores e que conta já com mais de 1.000 Downloads no Pianobook. O novo trabalho incluirá 12 peças criadas no seu Felt Piano vertical. Um novo mundo de música envolvente que terá manifestação num concerto pensado cuidadosamente.

Com Fogo na Água, o músico e compositor Francisco Sales entra numa nova fase da sua carreira. Neste terceiro álbum – com que sucede ao muito aclamado Mles Away de 2017 -, o guitarrista investiu quatro anos de trabalho e apresenta-se a explorar a sonoridade de diferentes instrumentos – não apenas as guitarras elétrica e acústica, mas também a de 12 cordas ou a icónica guitarra metálica conhecida por dobro – para erguer um muito emocional conjunto de peças que evocam ideias de força, luta e resiliência, navegando igualmente por algumas noções contrastantes já apontadas no título: o fogo e água, a terra e o ar, elementos primordiais que aqui se traduzem em música altamente evocativa e em que a identidade funda portuguesa é explorada – como acontece em “Pulsar da Terra”, por exemplo.
O músico que em Inglaterra trabalhou de perto com os Incognito de Jean Paul Maunick, agora chamou Beatriz Nunes, aclamada cantora de jazz que chegou a integrar os Madredeus, para pela primeira vez adicionar vozes a composições de sua autoria. Garante Francisco que Beatriz representa a sua própria alma. Neste trabalho que o próprio compositor descreve como sendo mais cinematográfico e em que garante ter-se reinventado como compositor, a produção foi divida com Tiago Gomes. Ao vivo, Francisco Sales vai pela primeira vez apresentar-se em trio, assumindo ele mesmo todas as guitarras enquanto Sandra Martins assegura violoncelo e voz e Edu Mundo se ocupa de baterias, percussões e ainda dá uma ajuda em guitarras e voz. Um novo trio para uma nova música que Francisco Sales agora quer partilhar com o mundo.

Vibra foi, de certa forma, uma enorme surpresa: o nome de JP Coimbra era familiar de outros “andamentos”; o criador dos Mesa foi igualmente colaborador de notáveis projetos como Três Tristes Tigres, Goldfinger ou Bandemónio de Pedro Abrunhosa, mas avançou para novos campos com a sua estreia em nome próprio. “Vibra é um álbum de música instrumental em que a experimentação sonora reina num discurso aprazível”, escreveu-se no Rimas e Batidas. JP Coimbra cruzou a eletrónica com uma visão mais próxima da neo-clássica e deixou-se inspirar por espaços emblemáticos do Porto, em que gravou, captando. de certa forma, a “vibração” mais funda da cidade: a Casa da Música, a estação de metro do Marquês, a Fundação de Serralves, o Rio da Vila, todos esses locais estão impregnados em Vibra.
Agora, o músico, produtor e compositor volta aos palcos para apresentar o álbum em que depositou toda a sua alma e experiência, um projeto que convida à imersão e que tem inspirado os mais vívidos elogios do público e da crítica.
Formação:
JP Coimbra – Piano e outros teclados/Laptop
Samuel Martins Coelho – Violino

Esta Misty Session com emmy Curl está inserida no programa “Outono na Aldeia”.
Neste arranque de 2022, depois do regresso da Dinamarca, onde a dada altura decidiu viver, depois da gravidez e de ultrapassado o tempo de isolamento, depois de regressar a Portugal, para viver no Funchal, depois de tanta coisa, emmy Curl decidiu que era tempo de olhar para o percurso artístico que iniciou em 2007 e reuniu em 15 Years um conjunto de peças que acredita que definem esse capítulo. E assim há recriações de temas dos seus dois álbuns – “Volto na Primavera” vem de Nadia (2015), “Devesas” e “Aliados” pertencem, claro, ao alinhamento de Oporto (2020) – mas também dos EPs que foi lançando: “Clarity” foi originalmente incluída em Origins (2012).
Por aqui encontra-se também uma fantástica versão de “Maio Maduro Maio”, tema que remete para um período em que viveu em Aveiro: todas as suas canções são, aliás, entradas num diário que continua a escrever. 15 Years terá edição em CD e vinil e, explica-nos a artista, “transportará consigo imagens e criações visuais da minha autoria além dos meus retratos, alguns autorretratos, em ordem cronológica desde então”. Um trabalho tão pessoal quanto revelador, portanto.
“Entretanto”, revela ainda emmy, “estou a compor um álbum, um amor declarado à minha terra – Trás-os-Montes – onde exploro os sons tradicionais e cânticos das montanhas. É um trabalho que vejo como uma contribuição à minha base de influências com todas as aprendizagens que reuni durante estes últimos 15 anos. Ser mãe também me libertou de muitos estigmas e inseguranças, inspirando-me a criar muito mais livre de julgamento, é um enorme entusiasmo e prazer poder cantar as minhas raízes com tanta sede de liberdade”, admite.
MISTY FEST | Rita Vian é a mais recente confirmação

Em 2020, quando lançou o clipe para o tema “purga” (da autoria de João Pedro Moreira), a artista proclamava a sua filiação em entrevista ao Rimas e Batidas: “Mas acho acima de tudo que há muita liberdade a ser celebrada e muita vontade de escrever diferente na música portuguesa neste momento, que é algo que me inspira bastante. Acho que há cada vez mais vontade de arriscar. Não só no que toca ao fado, mas também à vontade de cantar em português noutros géneros, que me deixa com a sensação de que há uma corrente muito positiva a ganhar força. Acho que os maiores exemplos de novos fados neste momento são o Pedro Mafama e o Conan Osiris”.
Depois de ter também colaborado com Branko em “Sereia”, a artista formou a sua visão de uma música moderna, de temperamento eletrónico, mas com alma portuguesa funda num EP que mereceu os mais rasgados elogios por parte da generalidade da imprensa nacional. No final de 2021, João Mineiro escrevia sobre a sua passagem pelo palco do Tivoli BBVA:
“Há cantoras e cantores que são notáveis intérpretes e que se agigantam recorrendo e homenageando textos poéticos de outras pessoas. Há também quem escreva magníficas canções, brilhando na generosidade com que oferecem as suas palavras à voz e à interpretação dos outros. Rita Vian abraça os dois mundos de forma simétrica e intuitiva, conjugando, delicadamente, o seu lado autoral, poético e íntimo, com uma interpretação sublime na hora do canto e no tempo do encontro com o público”. Depois de ter passado por palcos ainda maiores, em festivais como o ID_No Limits ou Nos Primavera Sound, Rita Vian prossegue na sua tranquila, mas segura caminhada em direção ao futuro, afirmando-se como um dos nossos mais preciosos tesouros do presente.Max Cooper ao vivo em Lisboa

Unspoken Words é o 6º álbum de estúdio de Cooper e o mais recente de um impressionante catálogo retrospetivo que remonta a 2007, quando fez malabarismos conjugando o estudo de Biologia Computacional com a residência de DJ num clube techno local.
Recentemente disponibilizou a banda sonora para um poderoso vídeo narrado por Greta Thunberg e pelo Papa Francisco e tocou na COP26, apelando aos líderes mundiais para considerarem o clima e o ambiente nos planos de recuperação da Covid. No ano passado, tornou-se o primeiro artista techno a tocar na Acrópole em Atenas, Grécia. Outros trabalhos incluem comissões do Barbican, France TV, AND& festival, Waltham Forest Borough Council, e colaborações com Zaha Hadid Architects, The Babraham Institute, e L-Acoustics, juntamente com reelaborações musicais de músicos clássicos contemporâneos incluindo Philip Glass, Nils Frahm, Terry Reilly e Michael Nyman e os artistas pop Hot Chip e Moby.
A sua editora, Mesh, está fortemente posicionada para explorar a intersecção da música, arte e ciência através de colaborações criativas interdisciplinares que esbatem linhas entre arte, matemática, cinema, coreografia, ciências, arquitetura, psicologia e espiritualidade.